5 de dezembro de 2009

Deputada Rebecca promove audiência pública sobre o Plano de Outorga Florestal 2010

A deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM) convidou o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, para participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. A audiência será na terça-feira, dia 8 de dezembro, às 14 horas, no Plenário 8, do Anexo II. Na ocasião, o diretor apresentará o Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF) 2010 e o Relatório de Gestão de Florestas Públicas 2008.

O Plano Anual de Outorga Florestal é o documento que traz informações sobre a quantidade de florestas públicas no país e indica aquelas que podem ser objeto de concessão florestal. Segundo o Plano, em 2010, há 6,5 milhões de hectares que atendem às condições para o processo. Essa área está distribuída em 24 Florestas Nacionais (Flonas).

Uma das Flonas cujo edital deve ser lançado em breve é a Floresta Nacional de Amana, no Pará. O Serviço Florestal já realizou uma concessão em Rondônia, na Floresta Nacional do Jamari, de 96 mil hectares, e está com edital aberto para concessão na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, no Pará, de 140 mil hectares.

As concessões permitem que empresários do ramo se candidatem ao manejo florestal sustentável de madeira e produtos não madeireiros – óleos, resinas e cascas, por exemplo – e ofertem turismo. Ao manejar a área, apenas é retirada a quantidade de árvores que a floresta consegue repor, ou seja, de cinco a seis por hectare a cada 30 anos.

A iniciativa estimula a oferta de madeira legal, evita o desmatamento e a grilagem de terras públicas, além de permitir que a floresta continue a existir e a prestar serviços essenciais ao planeta, como regulação do clima, lazer, fornecimento de produtos medicinais e alimentos.

PAOF a comunidades - Antes de qualquer concessão, o Serviço Florestal identifica se há comunidades locais que usam ou ocupam a floresta. Comunitários têm preferência no uso da área e são um dos públicos-alvo das ações de apoio ao manejo florestal comunitário realizadas pelo Serviço Florestal.

O Serviço Florestal prepara-se para lançar o primeiro Plano Anual de Manejo Comunitário e Familiar, com ações e metas para 2010, como parte do Programa de mesmo nome, a fim de fortalecer a economia de base florestal sustentável.

Relatório de gestão – O Relatório de Gestão das Florestas Públicas 2008 descreve as ações do Serviço Florestal no período e apresenta 22 estudos técnicos, como inventários florestais, de fauna, estudos socioeconômicos e características gerais das Florestas Nacionais.

O Serviço Florestal também cadastrou mais de 200 milhões de florestas públicas e, para fortalecer a gestão florestal no país, busca acordos de colaboração interinstitucionais. Firmou parceria com o Ibama, para fortalecer o monitoramento de florestas públicas; com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, para o desenvolvimento de um sistema de detecção remota de exploração madeireira; e com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Ministério do Meio Ambiente, para o desenvolvimento do uso sustentável das florestas nacionais.

Números do Relatório de Gestão de Florestas Públicas 2008:

- Três contratos de concessão florestal, assinados com regras estabelecidas e duração de 40 anos;


- 96 mil hectares sob contratos de concessão florestal na Amazônia, com critérios de sustentabilidade;

- 18 mil hectares sob contratos de transição e com renda que será revertida ao desenvolvimento florestal local;

- sete produtos não madeireiros incluídos na Política Geral de Preços Mínimos;

- 13 reuniões da Comissão de Gestão de Florestas Públicas (governo e sociedade);

- cinco audiências públicas sobre os editais de concessão florestal, com a participação de 1.027 pessoas;

- 15 consultas públicas sobre a regularização da Lei de Gestão de Florestas Públicas e sobre o PAOF, realizadas com a participação de aproximadamente 1.100 pessoas;

- três reuniões com comunidades e uma assembléia, realizadas com a participação de 764 pessoas, para discutir diferentes aspectos dos procedimentos de gestão das florestas públicas;


- 35 cursos e capacitação de 889 comunitários.

Mais informações:
Assessoria de Comunicação do Serviço Florestal Brasileiro/MMA
Tel: (61) 3307.7204/7271 ou (61) 9968.5900
www.florestal.gov.br

2 de dezembro de 2009

Biodiversidade e Conhecimento Tradicional Associado

Na manhã da quarta-feira (2), a deputada Rebecca Garcia participou do café da manhã da Frente Parlamentar Ambientalista para debater o Acesso à Biodiversidade e Conhecimento Tradicional Associado. A convidada para falar sobre o assunto foi a diretora jurídica da Natura Lucilene Prado.

O Brasil é um vasto mosaico de diversidade cultural, que abriga uma das maiores biodiversidades do mundo. Para que esse patrimônio possa ser explorado de forma sustentável, com segurança jurídica, e respeitando as culturas locais e o valor do conhecimento tradicional, é necessária uma legislação que esteja à altura. Porém, as normas atuais que regulam a gestão do patrimônio genético brasileiro (MP 2186-16) não têm se mostrado suficientes.


Os Ministérios de Meio Ambiente (MMA) e de Ciência e Tecnologia (MCT) elaboraram um texto em comum sobre o tema e o encaminharam à Casa Civil. De acordo com a deputada Rebecca Garcia é essencial que o Brasil regulamente essa questão para proteger as comunidades tradicionais, a biodiversidade e incentive pesquisadores. “A valorização da biodiversidade brasileira e a repartição dos benefícios com as populações que vivem da floresta é imprescindível para valorizar a floresta em pé e por isso é importante que este projeto seja encaminhado o quanto antes aqui para a Câmara para darmos celeridade à matéria”, comenta a parlamentar.

Fonte: Ass. de Comunicação Dep. Rebecca e Frente Parlamentar Ambientalista

Sipam realiza programa de palestras

O programa “Debate no Sipam” acontece uma vez por mês. Dessa vez, o evento foi realizado na quarta-feira (2), no Salão Anavilhanas, no Centro Regional do Sipam em Manaus. O tema do encontro foi a “Floresta Nacional do Purus”, ministrada pelo chefe da unidade de conservação, Flávio Paim.

Ao todo são aproximadamente 257 mil hectares de floresta e fica localizada no sul do Estado, entre os municípios de Boca do Acre e Pauini. A unidade foi criada em 1998 e teve seu Plano de Manejo recentemente aprovado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Esse documento é imprescindível para o processo de gestão da unidade, que permite o uso múltiplo sustentável dos recursos naturais da floresta.

De acordo com Flávio, na área já foram identificadas várias espécies, entre elas duas arbóreas. Sendo uma da família da Itaúba e outra da Pacová (madeiras nobres da Amazônia). Além de diversos estudos sobre a fauna do local. “O potencial florestal da unidade é muito alto. Temos uma média de 90 metros cúbicos de hectares. O que viabiliza oportunidades únicas de estudo”, disse Paim.

O chefe da unidade também destacou durante a palestra a importância da aprovação de emendas parlamentares que vão propiciar os estudos na floresta. Uma delas é de autoria da deputada federal Rebecca Garcia. Ela destinou emenda ao Orçamento Geral da União 2010, pelo Ministério do Meio Ambiente, no valor de R$ 150 mil visando implementar o Plano de Manejo da Floresta Nacional do Purus e apoiar as populações tradicionais ali residentes.

“Ficamos muito felizes ao saber dessas emendas e queremos agradecer a iniciativa da deputada Rebecca de tornar os estudos da Floresta Nacional do Purus mais viáveis a partir de agora. Sem recursos não tínhamos como trabalhar. Mas, com essa enorme ajuda vamos poder unir uma equipe e fazer um bom trabalho”, completou Flávio.

1 de dezembro de 2009

Deputada Rebecca entrega frascos de vidro para o Banco de Leite de Brasília

Representando a Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, a deputada Rebecca Garcia (PP-AM) entregou, na terça-feira (01), aproximadamente 400 frascos de vidro para armazenamento de leite materno que foram recolhidos em campanha na Câmara dos Deputados. A entrega ocorreu no Banco de Leite Humano de Brasília no Hospital Regional da Asa Sul (HRAS).

A campanha teve lançamento na Semana Mundial do Aleitamento Materno (01 a 07 de agosto). A deputada agradece a todos que participaram e apoiaram a campanha incentivando o aleitamento e a doação do leite materno. “Amamentar é um ato de amor. Incentivar a amamentação é um gesto de cidadania. Os frascos são um material importantíssimo, que nós temos em casa e acabamos dando um destino final errado, o lixo", ressaltou Rebecca.


De acordo com a coordenadora de Bancos de Leite do Distrito Federal, Dra. Miriam Santos, pouca gente sabe, mas uma das grandes dificuldades enfrentadas pelos Bancos de Leite é a falta dos recipientes de coleta. Os frascos ideais para a conservação tem que ser de vidro (café solúvel, maionese), com tampa de plástico de rosca e podem ser doados por qualquer cidadão.

O Banco de Leite Humano do Amazonas funciona nas dependências da Maternidade Ana Braga. Endereço: Alameda Cosme Ferreira, 7000, Manaus. Maiores informações: (92) 3249-6824

Escute aqui a reportagem sobre o evento:


Faculdade de Estudos Sociais promove Semana de Economia do Meio Ambiente

A I Semana de Economia do Meio Ambiente tem como tema “Desenvolvimento Econômico, Políticas Públicas e a Preservação Ambiental”. Os debates começaram na segunda-feira (30) e vão até o próximo dia 4 de dezembro. O evento é promovido pela Faculdade de Estudos Sociais, da Universidade Federal do Amazonas.

Durante o encontro serão realizadas mesas redondas, palestras e minicursos. Entre eles, “Economia Ecológica”, “Políticas públicas e a preservação ambiental” e “Instrumentos Econômicos para a Proteção da Amazônia”.

A abertura da semana foi realizada no auditório da Faculdade e contou com a presença dos Mestres Lincoln Campos e Salomão Neves, do deputado estadual Luiz Castro e da deputada federal Rebecca Garcia.

“Quando se fala em economia do meio ambiente automaticamente temos que falar no Brasil. Por isso é importante que nós brasileiros e amazônidas possamos dar cada vez mais valor ao que possuímos. E somos nós que temos que ter novas idéias, criar novos modelos econômicos que envolvam a questão da floresta em pé e dos mecanismos de REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação). Temos que encontrar o equilíbrio entre o desenvolvimento e a sustentabilidade”, disse Rebecca.

Deputada Rebecca defende PEC 300

A Assembléia Legislativa do Amazonas realizou na manhã da segunda-feira (30), uma audiência pública para debater a votação do projeto de emenda constitucional (PEC 300) que trata da equiparação salarial em nível nacional dos policiais (militares e bombeiros militares).

A audiência foi de iniciativa do presidente da casa, deputado estadual Belarmino Lins (PMDB), que falou sobre a importância de apoiar a causa. “A PEC é resultante da ousadia, da coragem e determinação desses homens e mulheres. É uma questão de justiça àqueles que se dedicam à manutenção da segurança pública. Não pensamos duas vezes ao trazer este debate para esta casa. Temos que dar nossa contribuição. Isso vai significar igualdade de condições. Retirando o que vivemos que é a desigualdade dos iguais. E isso não pode mais acontecer”, enfatizou Lins.



Estiveram presentes na sessão representantes de várias entidades ligadas aos policiais militares, como a Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia e Bombeiros Militares e Clube dos Oficiais. Além de dezenas de soldados, cabos, sargentos e outras patentes. “Chegamos a um momento crucial da aprovação da PEC. Inicialmente não nos deram crédito. Mas, agora nós mostramos nossa força de mobilização. Temos a esperança de que será aprovada e que já em 2010 possamos ter um novo salário. Para isso precisamos do apoio de toda a bancada do Amazonas nessa luta”, disse o presidente do Clube dos Oficiais, Cel. Gilson Nonato.


A sessão é resultado de um esforço em conjunto que vem sendo realizado pela categoria. Os policiais tem se mobilizado no sentido de sensibilizar a sociedade para que seja aprovada a PEC. Prova disso, é que uma comitiva de policiais do Amazonas esteve em Brasília, entre os dias 3 e 5 deste mês. Na ocasião, eles visitaram os gabinetes de todos os deputados federais, incluindo da deputada Rebecca Garcia (PP-AM).

A deputada se mostrou bastante interessada na defesa da PEC 300 e ressaltou que o governo tem apoiado essa equiparação salarial em benefício de milhares de militares do Amazonas. “Quando recebi o convite para estar aqui hoje, comentei que não poderia deixar de vir, dada a importância desse debate. Isso é um problema de toda a sociedade brasileira, faz parte da segurança pública. Tenham certeza de que toda a bancada do Amazonas está unida. Somos apenas oito parlamentares, mas todos apóiam a causa e acreditam na PEC 300. Assim, como o governador Eduardo Braga e o vice Omar Aziz que tem feito sua parte”, disse Rebecca.


A parlamentar falou ainda que a aprovação desse projeto vai gerar ainda mais confiança e credibilidade na categoria militar. “Eu não tenho dúvida de que a PEC será aprovada. Isso é uma necessidade e o Brasil está unido pela PEC 300. Será uma revolução na segurança pública. E é por essa revolução que estamos aqui. Nós políticos do Amazonas acreditamos nisso. Mas, o mais importante é que cada um de vocês defenda e acredite nessa PEC”, encerrou a deputada.

Projeto propõe piso de R$ 4,5 mil para PMs e bombeiros militares - O texto original foi modificado e ganhou substitutivo do deputado Major Fábio (DEM-PB). A PEC prevê piso de R$ 4,5 mil para menor graduação. O substitutivo, no entanto, evita a vinculação direta desse piso com os salários dos policiais e bombeiros do Distrito Federal, o que estava previsto no texto original da PEC. Para o relator, essa vinculação é inconstitucional. O substitutivo também estende as vantagens aos policiais inativos e aposentados.

Escute aqui a reportagem sobre a PEC 300:

30 de novembro de 2009

Gasoduto, Fiam e meio-ambiente

O presidente Lula veio ao Amazonas, esta semana, cumprir três compromissos de suma importância: a inauguração do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, a abertura da V Feira Internacional da Amazônia, a Fiam 2009, e a discussão de pauta conjunta da região na Conferência Internacional do Clima, mês que vem, em Copenhague.

O empenho do presidente na construção do gasoduto é inegável. E é muito importante que tenha cobrado o funcionamento do mesmo, a pleno vapor, até setembro do ano que vem.

Manaus recebeu o presidente com neblina e chuva ácida. Ambos resultam da falta de chuvas, que concentra os poluentes dos escapamentos dos carros e das chaminés das usinas de energia da cidade, assim como das queimadas nos arredores.

O uso do gás natural no parque gerador de energia vai evitar o lançamento de, aproximadamente, 1,2 milhão de toneladas de gás carbônico na atmosfera, numa redução de 30% no montante de 3,5 milhões de toneladas que são emitidas hoje.

É relevante também, por outro lado, a presença do presidente e comitiva na abertura da Fiam 2009. A feira bateu o recorde de US$ 11,5 milhões gerados na Rodada de Negócios, quinta-feira, envolvendo mais de 200 micro e pequenas empresas regionais e 28 compradoras do Brasil e de vários países.

Ao mesmo tempo que a LG apresentou uma TV em 3D de 47 polegadas, que promete começar a fabricar em Manaus ano que vem, pequenas e micro empresas locais lançaram produtos como biojóias feitas de cascos de tartarugas, cremes anti-rugas, esponjas vegetais, frutas em versão de pó solúvel e aromatizadores de ambientes.

É por aí que se constrói um viés alternativo de desenvolvimento para o Amazonas, utilizando matéria-prima regional e com sustentabilidade ambiental.

Foi uma desfeita diplomática a ausência de sete dos oito presidentes convidados para a reunião de Manaus. Não há como negar. Mas Lula marcou ponto com esse importante líder internacional que é o presidente da França, Nicolas Paul Stéphane Sárközy de Nagy-Bocsa, mostrando-lhe a importância que o Brasil dá à preservação ambiental e obtendo o apoio dele para a proposta de cobrar dos ricos pela floresta em pé.

Lula é bem-vindo. Que volte sempre.


Rebecca Garcia
Artigo publicado no jornal Diário do Amazonas

29 de novembro de 2009

Boletim Eletrônico - 27/11/2009





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27 de novembro de 2009

Presidente Lula inaugura Gasoduto Urucu-Coari-Manaus

A cerimônia de inauguração do gasoduto Urucu-Coari-Manaus foi realizada na quinta-feira (26), na Refinaria Isaac Sabbá (Reman), da Petrobrás. A empresa é a primeira unidade a receber o gás natural, com um consumo inicial de 77 mil metros cúbicos por dia. Sendo que a partir de janeiro de 2010, alcançará 253 mil.

“Tivemos muitos desafios para construir essa obra. Principalmente os primeiros operários que no meio da floresta fizeram as buscas iniciais pelo gás. Durante os trabalhos mantivemos uma relação de respeito com a natureza. Urucu é um orgulho para a Petrobrás. É um orgulho para o Amazonas”, disse o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli.

O gasoduto tem 661 km de extensão na linha tronco, que liga Urucu a Manaus, e sete ramais para atendimento às cidades de Coari, Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba, com 140 km de extensão.

A funcionária da Petrobrás e operária do gasoduto Josiane Dias teve a oportunidade de falar em nome dos milhares de homens e mulheres que colaboraram para a obra. Para ela, o gasoduto é um marco histórico para o país. “Estive desde o início da obra. Faço parte da engenharia e acompanhei de perto toda a construção. Quero parabenizar a Petrobrás principalmente pela responsabilidade social e ambiental com a qual o gasoduto foi construído. Tivemos muitas dificuldades. Mas, hoje estamos aqui para comemorar”, ressaltou Josiane.

A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e representa um importante meio para uma mudança significativa na matriz energética do estado do Amazonas. Principalmente ao permitir a substituição do óleo diesel e do óleo combustível pelo gás natural para geração de energia elétrica.


Segunda maior reserva de gás natural do país - O gasoduto tem capacidade inicial para transportar 4,1 milhões de metros cúbicos/dia. Com a instalação de duas e estações de compressão intermediárias entre Urucu e Coari alcançará 5,5 milhões, a capacidade total contratada, em setembro de 2010.

Ele permite dispor ao mercado o gás natural produzido na Bacia do Solimões, a segunda maior reserva do país, estimada em 52,8 bilhões metros cúbicos, atrás apenas do Rio de Janeiro. Até então, a produção era reinjetada por falta de infraestrutura de transporte.

A operação do gasoduto será feita pela Transpetro. Por conta das condições específicas da Amazônia, uma equipe de operadores foi treinada durante dois anos para assumir o trabalho. Assim como os demais gasodutos sob a responsabilidade operacional da Transpetro, o Urucu-Coari-Manaus será operado de forma remota e automatizada por meio do Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO), com sede no Rio de Janeiro.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também esteve na inauguração, falou sobre a importância da obra e reconheceu o esforço de cada trabalhador para que o gasoduto fosse concluído. “Esta é uma cerimônia de reconhecimento dos homens e mulheres que trabalharam nessa obra. O governador do Estado, meu amigo Eduardo Braga, permitiu que realizássemos esse sonho, que era trazer o gás para o Amazonas. Eu me considero uma brasileira do Amazonas e hoje estamos aqui para festejar o gasoduto, que saiu do papel. O gasoduto é uma prova de que é possível o desenvolvimento sustentável no Brasil”, relatou Dilma Rousseff.


Inovações Tecnológicas - O Urucu-Coari-Manaus também se destaca pelas soluções inéditas de engenharia adotadas durante a construção e que permitiram a conclusão da obra no menor prazo possível, com respeito ao meio ambiente. O gasoduto cruza a Floresta Amazônica, região marcada pelas constantes chuvas e por condições de solo pouco propícias para o transporte de máquinas e acesso de trabalhadores aos canteiros de obras.

Para ultrapassar as dificuldades, a Petrobrás adotou, a partir de 2008, uma metodologia similar a adotada para dutos marítimos. Quando parte de gasodutos ficam sob os rios. A solução permitiu a continuidade dos trabalhos durante o inverno e em área de difícil acesso. Para reduzir, o tempo e a distância de deslocamento dos operários até o local das obras, foram instalados 22 acampamentos de selva, com capacidade para abrigar 160 pessoas cada um, seguindo os modelos adotados pelo exército para sobrevivência na selva.

A Petrobrás também implantou medidas adicionais para preservação dos rios e igarapés da região. Nos 661 km de extensão da linha tronco do gasoduto, foram realizados 19 furos direcionais, obras especiais onde o gasoduto é enterrado abaixo do leito do rio. O mais longo e profundo foi o do Rio Solimões. Foram 1.841, 72 metros de extensão, sob 102 metros de profundidade.

Valorização da mão-de-obra local - O gasoduto Urucu-Coari-Manaus foi a obra de dutos no país com maior percentual de uso de mão-de-obra local: 70%. Cerca de 8,9 mil trabalhadores atuaram diretamente na construção e outros 26,7 mil empregos indiretos foram gerados a partir da obra. Dos trabalhadores envolvidos no empreendimento, 8,7% eram mulheres (774). De todo material utilizado na obra, 95% foi produzido no Brasil. Já em relação às máquinas e aos equipamentos foi de 85%. A obra custou R$ 4,5 bilhões e encerra uma verdadeira novela que começou em 1986, quando as reservas de gás e petróleo de Urucu foram dimensionadas.

“Muitos prometeram e não cumpriram. Foi preciso o senhor (Lula) assumir este país para tornar realidade o sonho desse Estado. Isso é valorizar a floresta. Isso é valorizar o homem desta terra. Esse é o resgate de uma dívida social que o governo brasileiro tinha com o Amazonas. Quero agradecer à ministra Dilma, ao Gabrielli e a todos os funcionários da Petrobrás. Hoje foi fundamentada uma nova pedra para as futuras gerações do Amazonas e do Brasil”, falou em discurso o governador do Estado, Eduardo Braga.

A cerimônia de inauguração contou com a presença de várias autoridades. Entre elas, a deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM) que falou sobre os benefícios do gás natural. “O uso do gás natural no parque gerador de energia vai evitar o lançamento de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de gás carbônico para a atmosfera. Uma redução de 30% no montante de 3,5 milhões de toneladas que são emitidas hoje. Daí, a importância ambiental desta obra. Só temos a agradecer por mais esta vitória”, completou Rebecca.


Lula destaca a importância do gás - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o último a falar no evento do gasoduto. Ele destacou que a obra mostra que o país vive um crescente desenvolvimento e que, por conseqüência, o Amazonas vai entrar em uma nova fase agora com o gás.

“É importante dizer aos descrentes deste país que mais uma vez nós conseguimos vencer. Muita gente não se conforma com a inauguração deste gasoduto e torcia contra. Mas, aqui está a vitória. Esse é um passo importante. Porém, o gás e o gasoduto só vão ter sentido se vocês usufruírem. Usufruir o gás significa que é acreditar que o Amazonas vai gerar mais desenvolvimento, mais riquezas e vai deixar de ser visto apenas por conta da Zona Franca. Queremos o melhor para esse Estado. Essa obra começou conosco e terminou conosco. Eu vi o sacrifício com que os trabalhadores ficavam na floresta. E vi também a responsabilidade com que a empresa fez a obra. Esse é um momento glorioso. Hoje é dia de festa. Eu trabalho com um sonho: que este país não pode ter uma parte mais rica e outra mais pobre. E essa obra faz parte desse trabalho”, encerrou Lula.

26 de novembro de 2009

Superando desafios com Inovação

Foi inaugurada na quarta-feira (25) a V Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2009), com o tema "Superando Desafios com Inovação". A FIAM 2009 é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)/Suframa, com apoio do Governo do Estado do Amazonas e patrocínio do Banco da Amazônia (BASA).

Marcando a abertura do evento, a superintendente da Suframa, Flávia Skrobot Grosso, afirmou que a FIAM 2009 é o maior evento de oportunidades de negócios e serviços da Amazônia. “Um verdadeiro encontro entre a cultura e as potencialidades da Amazônia. Este ano teremos atividades muito importantes que demonstram as conquistas que a FIAM vem consolidando ao longo do tempo”, diz Grosso.

Segundo o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, representante do Ministro Miguel Jorge, a realização da FIAM 2009 é uma comprovação que, apesar da crise que tomou conta do mundo e do Brasil em 2009, o modelo Zona Franca de Manaus manteve a credibilidade junto aos empresários nacionais e internacionais. O secretário acrescentou que o comércio exterior foi o mais impactado com a crise, que mesmo o Pólo Industrial de Manaus (PIM) deve apresentar redução nesse setor, mas que a FIAM 2009 vem no momento certo para consolidar essa recuperação.

Endossando as palavras do secretário Ivan Ramalho, o governador Eduardo Braga, disse que o Amazonas vivia um dia muito especial, pois naquele momento em que era aberta a V Edição da FIAM ele se lembrava dos esforços do governo do Estado para a manutenção de todos os empregos gerados pelo modelo, mesmo em meio à crise. Braga disse ainda que, o melhor que o Estado pode fazer pelo modelo Zona Franca de Manaus é melhorar sua competitividade, investindo em infraestrutura como a geração de energia elétrica e a melhoria dos portos e aeroportos.


A deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM) também participou da abertura da Feira e ressaltou o evento como um importante instrumento para captar novos negócios. “Temos que valorizar ainda mais o que possuímos. Nosso potencial de crescimento e desenvolvimento é enorme. E o restante do país e até mesmo fora precisam conhecer nossa força. Tenho certeza que mais uma vez, a Feira vai ser um sucesso. E novos negócios serão atraídos para nossa Amazônia”, comenta Rebecca.

Rebecca também destacou a importância da FIAM para o crescimento do cooperativismo no Estado. “Cooperados de vários municípios como Itacoatiara, Manicoré, Amaturá, entre outros, irão participar de seminários e jornadas de negócios. Isso fortalece contatos e abre portas para a abertura de novos negócios”, encerrou Rebecca.

Feira – A FIAM 2009 terá duração de quatro dias e conta com 380 expositores, entre empresas do Pólo Industrial de Manaus (PIM), cooperativas de produtores regionais, prestadores de serviço, etc. A Feira tem expositores dos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e empresas fornecedoras e prestadoras de serviço nacionais e estrangeiras.

A Feira divide-se em quatro pólos: a exposição de bens e serviços, a jornada de seminários, a mostra de trabalhos técnicos e científicos e o salão de projetos. No pólo de bens e serviços, o destaque vai para o inédito Pavilhão Amazônico, com exposição de produtos regionais das micro e pequenas empresas da Amazônia, além de servir de espaço para apresentações de dança, cultura e arte amazônicos.

No que se refere à jornada de seminários, o Seminário Produção Orgânica e Sustentada na Amazônia será de grande importância, pois vai definir os critérios para a certificação socioambiental de produtos da biodiversidade local e que serão anunciados no Pavilhão Amazônico na sexta-feira (27).

Fotos e informações: Alexandre Fontoura / Ass. de Comunicação Dep. Estadual Conceição Sampaio