Ameaça da China contra o PIM

Rebecca Garcia conversará com técnicos dos ministérios para impedir ameaça da China contra o PIM

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário do Amazonas nas ações da nova estatal do governo federal

Defendesa do AM na guerra fiscal

Rebecca Garcia faz discurso na Câmara dos Deputados para defender o Amazonas na guerra fiscal contra São Paulo.

8 de Março, dia Internacional das Mulheres

Parabéns a todas nós mulheres!

Av. Das Torres

Ministro das Cidades acelerará liberação de recursos para 2º fase da Avenida das Torres.

18 de agosto de 2007

SOCIEDADE - II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

Lula anuncia recursos para combate à violência contra as mulheres até 2010

Brasília - O governo federal investirá quase R$ 1 bilhão no combate à violência contra a mulher. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de hoje (17), em discurso na abertura da 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. O encontro prossegue até segunda-feira (20), em Brasília.

“Essa é uma causa não só das mulheres, é uma causa que tem de ser assumida por toda a sociedade brasileira”, afirmou Lula.

Os recursos fazem parte do Pacto Nacional pelo Enfrentamento da Violência contra as Mulheres, que prevê atuação conjunta da União, estados e municípios, mais o Legislativo e o Judiciário, em ações de prevenção, proteção e garantia às mulheres que sofrerem violência e de combate à impunidade dos agressores.

Entre as iniciativas enumeradas pelo presidente Lula estão a criação de um juizado de violência doméstica e familiar contra a mulher; o fortalecimento da rede de atendimento a vítimas da violência, com criação de novas delegacias especializadas no atendimento à mulher, defensorias públicas da mulher e casas de abrigo; atendimento às mulheres em situação de violência nos centros de referência de assistência social que, segundo Lula, passarão de 2 mil para 3 mil unidades até o final deste ano.

Também estão previstas campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar, voltadas a estudantes e à sociedade em geral. As mulheres negras merecerão especial atenção, informou o presidente, "com definição de metas específicas ao desenvolvimento de políticas direcionadas a mulheres negras, em função da situação de dupla discriminação a que são submetidas e em virtude de sua maior vulnerabilidade social”.

O pacto contará com ações e recursos dos ministérios da Educação, Justiça, Saúde, Desenvolvimento Agrário, Trabalho, Cultura e Desenvolvimento Social, e das secretarias especiais de Direitos Humanos e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, e ainda de empresas públicas.

Lula disse esperar contar com outros parceiros, como o Judiciário, o Legislativo, os governo municipais e estaduais, organizações não-governamentais, entre outros.

Através do empenho da Deputada federal Rebecca Garcia, 46 delegadas lotadas no Estado do Amazonas receberam passagem de ida e volta em vôo da FAB para participar do evento.




Fonte : Agência Nacional


DICA MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE



A dica de hoje é conhecer o belo projeto que é desenvolvido no Maranhão com Babaçu

http://www.assema.org.br

MEIO AMBIENTE - Meio Ambiente aprova proibição de derrubar babaçu


A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou, no último dia 8, a proibição da derrubada de palmeiras de coco babaçu em todo o território nacional. A aprovação foi de acordo com o substitutivo do relator, deputado Sarney Filho (PV-MA), ao Projeto de Lei 231/07, do deputado Domingos Dutra (PT-MA), e ao PL 891/07, do deputado Moisés Avelino (PMDB-TO), apensado, que tem teor semelhante.

Cerca de 18 milhões de hectares do País são cobertos por babaçuais, cuja extração beneficia mais de 300 mil quebradeiras de coco em regime de economia familiar. Atualmente a castanheira, a seringueira e o pequizeiro são protegidos por lei.

12 anos de tramitação
A proposta tramitava há 12 anos na Câmara e já havia sido apresentada por outros dois deputados, além do deputado Domingos Dutra, autor original do projeto em 1995, sempre arquivado ao fim de cada Legislatura.

Para a sua forma atual, o deputado Sarney Filho tomou como base o substitutivo da ex-deputada Ann Pontes, que já havia sido aprovado anteriormente na Comissão de Meio Ambiente. O relatório da ex-deputada já apontava a necessidade de se adotar um substitutivo para fazer pequenos ajustes, sendo alguns de mérito e outros formais.

Populações agroextrativistas
Pelo texto aprovado, as matas nativas de palmeiras de coco babaçu situadas em terras públicas, devolutas ou privadas são de livre acesso e uso pelas populações agroextrativistas, desde que as explorem em regime de economia familiar e comunitário.

O projeto proíbe o uso predatório desse vegetal, permitindo o seu abate apenas nos seguintes casos: execução de obras de utilidade pública com licenciamento ambiental; para estimular a reprodução das palmeiras, aumentar a produção do coco ou facilitar a sua coleta; e nos casos de raleamento (menor densidade) autorizados pelo órgão responsável.

A única alteração do atual substitutivo refere-se às penalidades aos infratores. O substitutivo anterior definia multas nos valores de R$ 50 a R$ 200 por palmeira abatida e a desapropriação de terras. O texto atual afirma que, independentemente da obrigação de reparação do dano causado, o infrator está sujeito às sanções previstas na Lei de Crimes Ambientais (Lei 6905/98), ficando o pagamento de multa baseado no número de palmeiras derrubadas.

O produto da arrecadação das multas será usado na recuperação de áreas de babaçuais e em políticas públicas dirigidas às comunidades de quebradeiras de coco.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Agência Câmara
Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Natalia Doederlein

17 de agosto de 2007

SOCIEDADE - II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.



Feministas de todo o país participam de 17 e 20 de agosto da II Conferência Nacional de Políticas para Mulheres. O encontro acontece no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, e vai reunir mulheres de todos os estados do país entre elas delegadas, escolhidas nos processos de conferências estaduais e municipais, realizados no primeiro semestre deste ano.

Através do empenho da Deputada federal Rebecca Garcia, 46 delegadas lotadas no Estado do Amazonas receberam passagem de ida e volta em vôo da FAB. Estas irão se juntar a outras três mil que vem ao evento discutir o cumprimento dos direitos das mulheres no Brasil, como políticas públicas de enfrentamento à violência, lesbiandade e direitos trabalhistas.

Uma das principais pautas será a descriminalização do aborto. O evento vai solicitar ao governo federal que seja alterada a legislação no que diz respeito ao assunto. A idéia é pressionar a presidência para que encaminhe ao legislativo o anteprojeto construído por uma comissão tripartite em 2005. A comissão revisou a lei vigente e propôs alterações como diminuir as barreiras de acesso aos métodos anticoncepcionais e tornar o aborto legal no país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar de cerimônia de abertura, marcada para as 19h30 no Centro de Convenções.

A programação pode ser visualizada em

Assessoria de Comunicação

EDUCAÇÃO - Programa Nacional de Pós-doutorado para a região Norte




Brasília - Dentro de duas semanas o Ministério de Ciência e Tecnologia estará lançando o Programa Nacional de Bolsas de Pós-doutorado com prioridade para as regiões Norte e Nordeste. O anúncio foi feito na tarde hoje (15/8) pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, para a comitiva dos deputados da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR), que apresentou suas reivindicações.

Os parlamentares levaram ao Ministro três solicitações que eles, junto com os reitores das universidades da Amazônia e pesquisadores reunidos na última Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), estabeleceram como prioridades para mudar o quadro da ciência e pesquisa na região: a liberação de recursos do Fundo Setorial da Amazônia não executados nos primeiros anos de sua existência; criação de um Fundo de Ciência e Tecnologia específico para a Amazônia; e o estabelecimento de uma política com o devido aporte de recursos que garanta a formação e capacitação de recursos humanos na região.

O ministro Sérgio Rezende identificou a criação do Programa Nacional de Bolsa de Pós-doutorado como uma ação que vai ao encontro do terceiro pleito, ou seja, o estabelecimento de uma política que aporte recursos para a formação e capacitação de recursos humanos na área de pesquisa na Amazônia. Sérgio Resende alertou porém, que as universidades devem apresentar suas demandas de bolsas. Ele informou que a Universidade Federal do Pará já tomou essa iniciativa.

Sobre a liberação de recursos do Fundo Setorial contingenciados desde 2004, o ministro sugeriu que os parlamentares solicitem a liberação do que está contingenciado este ano e não dos anos anteriores. “O mais inteligente é trabalhar no contingenciamento deste ano, com a apresentação de projetos estruturantes”, orientou. Ele assumiu o compromisso de fazer um levantamento, no prazo de uma semana, de todos os projetos dos estados da Amazônia que não foram atendidos por falta de recursos e encaminhá-los ao Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, solicitando atendimento dos mesmos.

Sobre a criação do fundo de Ciência e Tecnologia para a Amazônia, Sérgio Resende disse: “Apoiamos inteiramente. Mas lembro que até agora não houve espaço para a criação de novos fundos neste Governo. A justificativa é que novos fundos representam tributação em cima das empresas e a área econômica tem evitado. É preciso definir quais seriam as fontes deste novo fundo”, orientou.

MEIO AMBIENTE - O bombeiro do planeta


Pedro Moura Costa gerencia 3 bilhões de euros em créditos de carbono

Criado no bairro carioca de São Conrado, Pedro Moura Costa, de 44 anos, poderia ter virado surfista ou guitarrista profissional. Dividiu a juventude entre as ondas da praia e os ensaios com o primo Rodrigo Santos, baixista da banda Barão Vermelho. Ao passar no vestibular para engenharia agronômica, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, no início dos anos 80, deu início a uma radical mudança de trajetória. Duas décadas depois, o ex-menino do Rio mora em Oxford, na Inglaterra, onde preside a EcoSecurities, empresa que bateu a casa de 1 bilhão de dólares em valor de mercado na Bolsa de Londres.

Costa é um dos responsáveis por tornar viável o mercado mundial de trocas, entre países e empresas, de direitos de emissão de gases causadores do efeito estufa. Ele foi responsável, por exemplo, pela convenção internacionalmente aceita de que cada árvore retira da atmosfera o equivalente a 25% do peso em monóxido de carbono. Essa é uma das contas feitas para descobrir quantos créditos são gerados a partir de um projeto de reflorestamento.

“Estamos diante de um momento histórico. É indubitável que o clima está mudando e os gases causadores do efeito estufa são a principal razão”, disse Costa a CartaCapital. “Só podemos esperar que as atividades que levam à redução das emissões cresçam em importância.” O reconhecimento do ambientalista, no entanto, ainda é muito maior fora do Brasil. “Poucas pessoas, mesmo nas ONGs, sabem que a EcoSecurities, reconhecida como a maior empresa do mundo na área de créditos de carbono, foi criada e é dirigida por um brasileiro”, diz o diretor do Programa Nacional de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Tasso Azevedo.

A EcoSecurities recebeu, há cerca de um mês, um aporte de 100 milhões de euros (44 milhões de euros do Credit Suisse International e outros 56 milhões de euros de um grupo de 30 investidores). À frente da empresa, Costa gerencia ou mantém participação em 422 projetos ligados à redução de emissão de poluentes em 36 países. É responsável direto pela administração de cerca de 3 bilhões de euros na forma do bem que é considerado a commoditty do futuro, o crédito de carbono.

Azevedo conta que conheceu Costa no início da década de 90, durante uma viagem à Malásia, onde o compatriota desenvolvia um projeto de manejo sustentável de florestas, considerado outro marco pelos ambientalistas. “O trabalho mostrou que uma vegetação nativa pode ser recuperada em 30 anos com a adoção de técnicas de baixo impacto, enquanto sem esses cuidados o mesmo resultado só é obtido em cem anos”, diz o diretor.

A consultoria ao governo da Malásia, seguida de outros projetos privados naquele país, foi a alternativa de emprego encontrada pelo engenheiro agrônomo, depois de concluir mestrado e doutorado na Universidade de Londres, como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Cheguei a voltar para o Brasil, mas os próprios financiadores do meu estudo reconheceram que não havia campo de trabalho para mim”, lembra Costa.
O passo seguinte aos primeiros projetos foi retornar à Europa, em 1995, para criar o primeiro serviço independente de certificação de créditos de carbono. “Não é possível enxergar uma tonelada de carbono. Como, então, seria possível acreditar no trabalho desenvolvido por um brasileiro na Malásia?”, pergunta, ao se lembrar da aversão inicial à idéia. A metodologia foi licenciada para um dos maiores grupos de verificações e inspeções de commodities do mundo, o francês SGS.

Nesse período, o ambientalista atuou no primeiro projeto ambiental com redução de emissões certificado, na Costa Rica, e prestou consultoria ao Banco Mundial e ao Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, entre palestras e conferências por todo o mundo. O trabalho conferiu a Costa o reconhecimento da comunidade científica internacional. Convidado pela Universidade de Oxford, ele tornou-se professor associado e pesquisador. Até que, em janeiro de 1997, fundou a EcoSecurities.

“Abri a empresa com capital próprio. Era um escritório pequeno interligado a um sócio em Los Angeles (EUA)”, lembra. O primeiro sinal de que era realmente quente a aposta no mercado de créditos de carbono veio em dezembro do mesmo ano, quando começou a ser negociado o Protocolo de Kyoto, no Japão.

Na prática, as atividades do grupo consistem em vender a grandes corporações, responsáveis por atividades poluidoras, os créditos de carbono gerados nos projetos de desenvolvimento sustentável de empresas ou unidades localizadas nos países menos industrializados. Em geral, a própria EcoSecurities propõe e financia as iniciativas.

“Podemos, por exemplo, negociar antecipadamente a venda dos créditos de carbono de um parque de geração de eletricidade eólica para dar aval ao financiamento necessário para construí-lo”, explica Costa.

O pequeno escritório ganhou escala e projeção mundiais a partir de 2005, quando a Rússia tornou-se signatária de Kyoto e o protocolo entrou em vigor. Do portfólio total de projetos da empresa, cerca de 400 milhões de euros em créditos de carbono foram negociados e, a partir do próximo ano, começam a ser “entregues”, ou seja, passam a ser descontados nos cálculos de emissões de CO2 em países desenvolvidos.

O quadriênio entre 2008 e 2012 é conhecido como o primeiro período de comprometimento de Kyoto, quando os países signatários do acordo deverão cortar em 5,2% as emissões de gases. “O nível de atividade da empresa tende a crescer bastante, sobretudo se somado a outras iniciativas isoladas, como as de alguns estados americanos que já têm metas próprias de redução da poluição, embora o país não tenha assinado o acordo”, afirma Costa.

Apesar do reconhecimento mundial, o trabalho desenvolvido por Costa ainda desperta controvérsias. Há cientistas e entidades de defesa do meio ambiente contrários ao comércio de créditos de carbono, por acreditar que o mecanismo reduz as obrigações do mundo industrializado e impede uma diminuição maior das emissões de CO2 no planeta.
Azevedo, do Programa Nacional de Florestas, conta que o Ministério do Meio Ambiente estuda a criação de mecanismos para que os países desenvolvidos possam dar incentivos à redução do desmatamento, desde que fora do âmbito de Kyoto. “Queremos que seja um esforço adicional, não uma maneira de compensar as emissões no Primeiro Mundo”, explica o diretor. “Mas o Pedro (Moura Costa) é alguém com quem, certamente, vou trocar idéias sobre o tema.” Para conversar com Costa, o melhor é aproveitar uma das três ou quatro viagens que faz anualmente ao Brasil.

O escritório da EcoSecurities no Rio é o maior do grupo fora da Inglaterra, e tem entre os funcionários o pai e o irmão mais novo do presidente, Maurício. A mulher do ambientalista, com quem tem três filhos, também é especialista em manejo florestal. “O Pedro começou a gostar de trabalhar com a natureza no sítio dos nossos pais, em Petrópolis”, conta o caçula, de 40 anos. “Mas foi ele quem acabou por envolver a família nas causas ambientais.” Tornaram-se todos, como gosta de dizer o próprio Costa, bombeiros do clima.
Revista Carta Capital, por André Siqueira

16 de agosto de 2007

MEIO AMBIENTE - Rede WWF leva soluções reais ao mundo virtual do Second Life




"Desde o dia 16 de agosto, a Rede WWF está presente no universo virtual do Second Life.

Na Ilha de Conservação do WWF, é possível participar de eventos e comprar bens e serviços, por exemplo, de Mr. Tangee, o orangotango sorveteiro. Ao comprar sorvete, a pessoa recebe a informação de que plantações de soja e óleo usadas em produtos que vão de cosméticos a chocolate já cobrem uma área equivalente à da França..

E que a expansão do cultivo sem cuidados ambientais ameaça ecossistemas e espécies como o próprio orangotango.“Queremos mostrar no mundo virtual que o WWF apresenta soluções para os problemas reais enfrentados pelo meio ambiente”, diz David Cole, do WWF-Internacional.

“Esperamos que os moradores do Second Life se tornem uma comunidade e nos ajudem a construir e a desenvolver a Ilha, ao mesmo tempo em que recebem informações sobre conservação da natureza, de modo lúdico e interativo”. Visitantes poderão se tornar amigos do panda do WWF, que lhes falará sobre desafios ambientais e os conduzirá a uma visita a uma cidade cuja energia provém da energia eólica.Caso você já tenha baixado o Second Life em seu computador, clique aqui para conhecer a Ilha de Conservação da Rede WWF "


Fonte: WWF Brasil

MEIO AMBIENTE - Seminário vai discutir aquecimento global e responsabilidade do Poder Legislativo


A Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas realizou, nesta quinta-feira (16), reunião administrativa para votação de requerimentos e atualização da agenda. O destaque da programação é a realização, entre os dias 28 e 30 deste mês, do seminário "Aquecimento Global e Responsabilidade do Poder Legislativo - Estabelecimento de Práticas Ambientais Inovadoras", em parceria com a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

O encontro, que acontecerá no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, contará com a presença dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Arlindo Chinaglia, dos ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Marina Silva (Meio Ambiente) e Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), além de parlamentares representantes de comissões e subcomissões das duas Casas Legislativas e da Alemanha, Inglaterra, África do Sul, Uruguai, Canadá e Japão. Foram convidados também representantes de diversas entidades, pesquisadores e autoridades internacionais na temática do aquecimento global.

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), relator da comissão mista, observou que o Congresso terá muito a ganhar com a contribuição da experiência das lideranças e dos especialistas de outros países.

- Será uma forma de o Brasil demonstrar aquilo que faz e aquilo que não faz. Diversos países já têm políticas específicas nessa área. Temos muito o que aprender, especialmente na área de combustíveis alternativos - afirmou.

Já o presidente da comissão, deputado Eduardo Gomes (PSB-TO), acrescentou que o seminário é aguardado desde o início dos trabalhos do órgão.

- Temos uma expectativa muito grande de êxito - disse.

Requerimentos

Na reunião desta quinta-feira, os parlamentares aprovaram cinco requerimentos. O primeiro deles, de autoria da deputada Rebecca Garcia (PP-AM), solicita que seja realizada audiência pública com a presença de Virgilio Viana, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas; Telma Krug, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Interamericano de Pesquisa em Mudanças Globais; Luiz Alberto Figueiredo Machado, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores; e Paulo Roberto de Souza Moutinho, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Também foi aprovado requerimento do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)que solicita a realização de audiência pública para discutir causas e conseqüências do aquecimento global relacionadas ao bioma Cerrado. O parlamentar sugeriu ainda, em um segundo requerimento, a promoção de um seminário para discutir o mesmo tema, a ser realizado no dia 13 de setembro, no que foi atendido.

Já o deputado Eduardo Gomes teve aprovados dois requerimentos: no primeiro, solicita a designação de um representante da comissão para participar de congresso sobre o tema em Curitiba (PR); no segundo, sugere que sejam convidadas a prestar apoio à comissão a Fundação SOS Mata Atlântica e a Instituição Cantor Co2.

Relatório parcial

O relator Renato Casagrande informou que deverá finalizar em setembro o segundo relatório parcial dos trabalhos do colegiado. De acordo com o parlamentar, o documento deverá trazer uma proposta clara sobre a política de mudanças climáticas para o país.

- O Brasil precisa de uma proposta que oriente as ações de governo nessa área - observou.

Fonte : Raíssa Abreu / Agência Senado

15 de agosto de 2007

SOCIEDADE - A saúde indígena em discussão



Uma epidemia ameaça a sobrevivência das comunidades indígenas do Vale do Javari no Amazonas. Pesquisa realizada pela fundação de saúde, Dezembro de 2006, revelou que 24,9% estavam contaminados pelo vírus da hepatite Delta. O levantamento também verificou que 85,11% tiveram contato com vírus da hepatite A e que 14,2% estavam infectados com o tipo B da doença.

Para discutir essa questão a deputada Rebecca Garcia propôs à Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional – CAINDR, a realização de uma audiência pública com o objetivo de analisar o elevado número de óbitos naquela localidade.

"No momento em que tivermos o relatório completo da situação poderemos, juntamente com os demais parlamentares dessa comissão, desenvolver ações que possam solucionar ou minimizar a mortandade daquela localidade”, relatou a deputada” .

Para Rebecca é necessário que se faça um mutirão de saúde, a fim de que se passe da discussão à pratica.

MEIO AMBIENTE - Expedição desbrava área quase inexplorada da Amazônia

"Duas expedições científicas neste ano à região entre os rios Purus e Madeira mostram que essa área de floresta, provavelmente a mais biodiversa de todas as divisões ecológicas da Amazônia, deve mesmo ser a detentora deste título.

Mario Cohn-Haft/Divulgação Em folha de papel, inseto descoberto durante expedição O interflúvio (região entre rios) com cerca de 40 milhões de hectares, representa menos de 5% da floresta amazônica, mas em apenas duas viagens os cientistas encontraram pelo menos quatro novas espécies de aves, três de mamíferos e algumas dezenas de aracnídeos desconhecidos. O material, coletado entre abril e maio e, depois, em julho deste ano, mostra uma biodiversidade ameaçada por planos de ocupação.
Ainda predominantemente sem impacto, o interflúvio Purus-Madeira está na mira de projetos como a pavimentação da BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM) e a criação de um gasoduto entre Urucu (AM) e Porto Velho --ambos os projetos cortam a área. Também ameaçam a região a construção de hidrelétricas no rio Madeira, a onda de extração madeireira em expansão no sudeste do Amazonas e o avanço da agroindústria, em especial da soja, e da pecuária.


Riqueza ameaçada
"O cenário está armado para destruir uma área pequena, até então desconhecida e que imaginávamos ter um potencial absurdo de biodiversidade e endemismo [espécies únicas do lugar]", conta o ornitólogo Mario Cohn-Haft, do Inpa (Instituto de Pesquisas Amazônicas), que liderou a expedição do projeto Geoma (Rede Temática de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia).

Mario Cohn-Haft/Divulgação Opilião encontrado em expedição é uma possível nova espécie, dizem pesquisadores As seis semanas em que o grupo ficou no mato driblando atoleiros mostram que há mesmo algo a perder. "Encontramos espécies que não somente nunca tinha sido observadas, como aparentemente só existem naquela região", diz Cohn-Haft. Os animais coletados estão agora sendo analisados pelos biólogos para definir se realmente tratam-se de novas espécies. Após confirmação, as descobertas serão publicadas em revistas científicas.
Cohn-Haft já adianta, no entanto, que ao menos quatro das aves que ele observou são muito provavelmente espécies novas, sendo duas delas endêmicas. "Eu já tinha visto essas aves em expedições anteriores, mas só agora encontrei vários exemplares. É uma série grande o suficiente para poder descrever."

A importância dos achados aumenta quando se leva em conta que as aves são o grupo mais bem conhecido pelos biólogos. A descoberta de tantas novidades, segundo o pesquisador, funciona como um termômetro da diversidade da região. E, mesmo assim, Cohn-Haft acredita que em alguns anos vai dobrar o número de espécies descritas na Amazônia.
Entre os mamíferos, os primatólogos acreditam ter avistado ao menos uma espécie nova de macaco. Foi coletado ainda um sagüi que provavelmente é uma nova subespécie e um primata visto como uma "redescoberta" da ciência.

Mario Cohn-Haft/Divulgação Esperança, inseto considerado raro, é abundante na região recém-explorada Trata-se de um animal que já havia sido descrito na literatura, mas que nunca mais tinha sido visto. "Ele ficou meio desacreditado, supunha-se que podia ser apenas um indivíduo extraordinário, mas agora achamos uma população inteira dele", conta o pesquisador.
Ainda entre os mamíferos, os biólogos apostam num esquilo e numa gatiara (mamífero noturno) como novas espécies.

O grupo animal que deve trazer mais novidades, no entanto, é o dos aracnídeos e opiliões (aranhas de longas pernas). Eles ainda são tão pouco conhecidos que a expectativa é que 95% dos animais encontrados sejam novas espécies.

A presença de animais tão diferentes em um espaço relativamente tão pequeno é explicada porque a região engloba também tipos de ambiente muito diferentes. Na mesma área há tanto floresta típica, quanto várzeas inundáveis, pequenas serras, bambuzais e campos. "Tudo isso num interfluviozinho ameaçado por tudo quanto é projeto de desenvolvimento", diz Cohn-Haft. "
Fonte > Folha de S.Paulo

MEIO AMBIENTE - Ibama aponta redução de desmatamento em assentamentos

"O presidente substituto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Alves Margarido Neto, afirmou que houve redução dos desmatamentos em assentamentos feitos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Amazônia Legal. Bazileu destacou, no entanto, que o Ibama ainda não tem condições de dizer se esse desmatamento é legal ou ilegal. Ele disse que o instituto ainda vai cruzar dados para revelar se esses desmatamentos tiveram autorização, respeitando a reserva legal prevista pelo Código Florestal (Lei 4.771/65).
Bazileu participa de audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, convocada para analisar denúncias de que o Incra não estaria reservando, nos assentamentos rurais na Amazônia Legal, áreas para proteção ambiental (reserva legal).Na audiência, o presidente do Ibama ressaltou que as autorizações para desmatamento em assentamentos são de responsabilidade dos órgãos estaduais e que cabe ao Ibama a fiscalização, que deve ser feita com as instâncias estaduais e municipais. A área desmatada em assentamentos na Amazônia foi de 13.910 km² em 2000; 9.051 km² em 2001; 4.744 km² em 2002; 5.006 km² em 2003; 4.343 km² em 2004; 4.406 km² em 2005; e 2.054 km² em 2006.Números recentesO presidente substituto do Ibama também apresentou os mais recentes índices de desmatamento da Amazônia, divulgados na sexta-feira (10) pelo Ministério do Meio Ambiente.
Os dados revelam que o desmatamento na Amazônia Legal caiu 25% entre agosto de 2005 e julho de 2006. Em 2005, a área desmatada foi de 18.793 km² e, em 2006, de 14.039 mil km2.Segundo Bazileu, os últimos índices apontam uma tendência de redução de grandes áreas desmatadas (entre 150 e 300 hectares) e de aumento dos desmatamentos menores (até 50 hectares). "Essa tendência deve reorientar as ações do governo. É mais difícil fiscalizar os desmatamentos pulverizados. Isso exige ações de fiscalização de rotina e a indução de atividades econômicas sustentáveis do ponto de vista ambiental."
O dirigente do Ibama explciou que os pequenos desmatamentos não ocorrem, necessariamente, em propriedades pequenas. Na avaliação preliminar do Ibama, os dados demonstram que houve mudança na estratégia e não na responsabilidade pelo desmatamento. "

14 de agosto de 2007

MEIO AMBIENTE - Desmatamento na Amazônia caiu 25%, diz governo


"A taxa de desmatamento na Amazônia caiu 25,3%, totalizando 14.039 quilômetros quadrados. O dado, correspondente ao período de agosto de 2005 a julho de 2006, foi anunciado nesta sexta-feira pelas ministras Dilma Rousseff (Casa Civil) e Marina Silva (Meio Ambiente). A área representa cerca de metade do estado de Alagoas e supera a estimativa divulgada em outubro pelo governo, que era de 13.100 quilômetros quadrados. No ano anterior, o desmatamento havia sido de 18.790 quilômetros quadrados.

A ministra Marina Silva apresentou estimativa para o período de agosto de 2006 a julho de 2007, que indica uma nova redução de cerca de 31% no ritmo de desflorestamento, que deverá ficar em 9.600 quilômetros quadrados, com margem de erro de 10%. Casso isso se confirme, será o menor índice de desmatamento desde que o sistema de acompanhamento começou a funcionar no país, em 1988.

Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Dos nove estados da Amazônia Legal, apenas o Amazonas e Roraima apresentaram crescimento da área desmatada. No Amazonas, ela subiu de 752 para 780 quilômetros quadrados (períodos 2005/2005 e 2005/2006), o que equivale a um aumento de 3,72%. Em Roraima, o aumento de 133 para 231 quilômetros quadrados, um aumento de 73,68%.

O estado que concentrou o maior desmatamento foi o Pará, com 5.505 quilômetros quadrados de floresta devastados nos 12 meses. Ainda assim, o Pará teve uma redução de 4,48% em relação ao ano anterior. O segundo estado com maior taxa foi Mato Grosso, com 4.333 quilômetros quadrados, uma redução de 39,36%.

A ministra Marina Silva comemorou a redução, embora ressalve que é preciso avançar mais no controle do desmatamento:

"Estamos começando a dar conta da governança ambiental em um dos biomas mais importantes do planeta", disse.

Governo quer fim do desmatamento ilegal na Amazônia, diz Marina

Marina Silva lamentou que cerca de 80% das derrubadas praticadas na região sejam ilegais:

"Queremos desmatamento ilegal zero", afirmou Marina, lembrando ainda que o esforço de 13 ministérios do governo é para apresentar alternativas para que, mesmo na faixa de desmatamento legal, os produtores rurais e assentados da reforma agrária busquem alternativas de uso sustentável da floresta.

O secretário-executivo do ministério, José Capobianco, destacou que, de 2004 a 2006, a redução dos índices de desmatamento na Amazônia evitou a emissão de 410 milhões de toneladas de gás carbônico, o que equivale a quase 10% do que os países desenvolvidos deverão diminuir em termos de emissão de CO2 caso cumpram as metas do Protocolo de Kyoto para o período 2008-2012.

A ministra Dilma Rousseff cumprimentou Marina Silva e disse que é possível conciliar desenvolvimento do país com a preservação ambiental. Ela disse que o governo vai renovar o plano de ação dos 13 ministérios para tornar mais rigoroso o combate ao desmatamento da Amazônia nos próximos anos.

Greenpeace comemora mas acusa novos riscos para Amazônia

A ONG ambientalista Greenpeace comemorou nesta sexta-feira o anúncio de que o ritmo do desmatamento na Amazônia foi reduzido em 25% entre agosto de 2006 e julho de 2007. A organização não-governamental afirmou, no entanto, que os números escondem uma má notícia:

"Os fatores econômicos que contribuíram para a queda no desmatamento estão voltando a mostrar suas garras: o preço da soja voltou a subir às vésperas da safra que começa a ser plantada em setembro, o preço da carne aumentou, grandes áreas da Amazônia já estão isentas de febre aftosa e o anunciado boom dos agrocombustíveis começa a fazer pressão sobre as terras disponíveis na região. A consequência já se faz sentir: o número de queimadas desde junho está aumentando em relação ao ano passado", aponta texto divulgado pela ONG.

O Greenpeace avalia que a taxa de desmatamento deve ter caído devido a criação de áreas protegidas, aumento de fiscalização do Ibama, queda do preço de commodities agropecuários, desvalorização do real e pressão da sociedade civil.

"O governo deve aproveitar o momento favorável para aprofundar o programa de combate ao desmatamento e fortalecer as medidas estruturantes que permitam, num futuro razoável, acabar com a destruição da Floresta Amazônica. A hora é agora, quando o governo federal está fortalecido", disse o coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adario. "

Da Agência O Globo