22 de setembro de 2007
POLÍTICA - Assembléia Legislativa do AM discute lei que acaba com separação judicial
21 de setembro de 2007
MEIO AMBIENTE - Audiência Pública em São Paulo-Mudança Climática: O Papel do Setor Industrial

A Comissão Mista Especial sobre Mudanças Climáticas foi criada pelo Congresso Nacional com o objetivo de discutir a implementação de políticas públicas eficientes para o enfrentamento da grave questão do aquecimento global. A idéia é concentrar, em um único órgão colegiado, os esforços das duas Casas, Senado Federal e Câmara dos Deputados, no sentido de acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações referentes às mudanças do clima no Brasil.
Integraram também a comitiva também os deputados Eduardo Gomes (PSDB-TO), que é presidente da comissão e o Senador Renato Casagrande (PSB-ES)
MEIO AMBIENTE/ECONOMIA - São Paulo entra pra valer na briga contra madeira ilegal da Amazônia
Madeira certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council - Conselho de Manejo Florestal).O selo verde garante que a extração da madeira é feita de forma sustentável.
O ponto central da nova postura das autoridades de São Paulo é a intensificação da fiscalização mas também a adoção de um modelo de consumo mais responsável de madeira, exigindo garantias de procedência de toda a madeira adquirida pela administração pública. O governo passa também a exigir que todas as cidades participantes do programa Municípios Verdes reduzam seu consumo de madeira nativa da Amazônia.
São Paulo é hoje o maior consumidor mundial de madeira da floresta amazônica e o Brasil é o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo - 75% das suas emissões têm origem no desmatamento da Amazônia principalmente.
Para Adriana Imparato, do programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace, as ações anunciadas pelo governo paulista são promissoras. “Esperamos que outros estados e capitais brasileiras sigam o modelo de São Paulo, tomando medidas efetivas de combate à exploração predatória e ilegal de madeira, que é vetor do desmatamento da Amazônia, com forte impacto no aquecimento global”, disse ela.
O governo paulista divulgou nota nesta terça-feira sobre o assunto. Segue a íntegra:
Estado de São Paulo fecha suas fronteiras para madeira ilegal Amazônica
A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, dentro do projeto estratégico de governo “São Paulo Amigo da Amazônia”, inaugura diversas medidas de combate ao desmatamento da Amazônia, coibindo a entrada e comercialização de madeira ilegal em seu território.
A ordem é intensificar a fiscalização do transporte de madeira nativa, principalmente a de origem Amazônica, nas divisas dos Estados do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e demais divisas paulistas.
As operações serão coordenadas pela Polícia Militar Ambiental, por meio das suas Unidades Especializadas de Policiamento, em conjunto com o Instituto Florestal do Estado e a Fundação Florestal, contando com o apoio das Policias Rodoviárias Estadual e Federal.
A estratégia da operação é realizar bloqueios policiais de fiscalização para conferência do documento de origem florestal (DOF) e da guia florestal (GF), realizando de imediato a tipificação e identificação da madeira transportada. Para isso, serão disponibilizados pelo Instituto Florestal e pela Fundação Florestal corpo técnico especializado na identificação dos produtos, que comporão os bloqueios juntamente com os Policiais Ambientais. As ações de fiscalização serão realizadas rotineira e inopinadamente nos períodos diurno e noturno, garantindo assim, a prevenção e repressão imediata dos delitos cometidos contra o Meio Ambiente.
Estima-se que, anualmente, 24 milhões de metros cúbicos de madeira em toras sejam extraídas da Floresta Amazônica, dos quais, aproximadamente 15%, são absorvidos já desdobrados pelo mercado paulista. O que torna o Estado de São Paulo o maior consumidor de madeira nativa amazônica do mundo, perfazendo um total de 3 Milhões e 600 mil metros cúbicos distribuídos em depósitos e consumidos pelos mais diversos setores da economia paulista.
O projeto “São Paulo Estado Amigo da Amazônia” nasceu de um compromisso assumido pelo governo com a ONG ambientalista Greenpeace e prevê uma série de outras iniciativas. Entre elas o consumo público responsável de madeira nativa Amazônica, exigindo garantias de origem legal e estimulando a redução de seu uso para fins descartáveis.
Como destaque, o governo incentivará a utilização de madeira oriunda de florestas plantadas, assim como a valorizará de empresas que utilizem madeira de origem sustentável."
20 de setembro de 2007
MEIO AMBIENTE - Ministério responde sobre o tráfico de animais

Apresentei em junho um requerimento de informação solicitando ao Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informações referentes a campanha internacional contra o tráfico de animais silvestres, desenvolvida em 2006, com apoio das embaixadas e consulados do País.
As informações seguem abaixo :
Justificação
O Brasil tem se esforçado para deter o tráfico de animais silvestres. Ano passado coube ao Ministério das Relações Exteriores convidar representantes de países amigos para o lançamento de uma campanha internacional para deter o avanço desse crime contra a fauna brasileira. Segundo o Ibama, 40% dos animais traficados no Brasil têm como destino os mercados internacionais. A campanha foi lançada e os consulados e embaixadas do Brasil no exterior se engajaram no objetivo de mostrar a preocupação do país com o problema.
Diante do exposto, requeiro ao senhor Ministro das Ralações Exteriores, Celso Amorim, as seguintes informações:
1 - Qual a orientação dada às embaixadas e consulados do Brasil, encarregados de fazer ecoar o esforço brasileiro em deter o tráfico de animais silvestres, e quais os resultados alcançados até hoje ?
Os Ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente, em parceria com a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), lançaram, em Janeiro de
b) a eventual elaboração de manuais de identificação;
c) a repatriação de animais silvestres procedentes do tráfico ilegal, inclusive de sua prole;
d) a implantação de uma rede de informações a respeito da entrada e saída de animais silvestres, seus produtos e subprodutos, permitindo seu rastreamento adequado, assim como a identificação das rotas de tráfico, dos traficantes e dos receptadores de animais.
2 - Qual a contrapartida dos países amigos, no sentido de impor restrições à entrada de animais capturados e levados ilegalmente do Brasil ?
O combate ao tráfico ilegal de animais brasileiros se beneficia de iniciativas desenvolvidas no campo internacional. O IBAMA mantém, por exemplo, interação constante com o “Fish and Wildlife Service” (FWS), dos Estados Unidos. De modo semelhante, o Reino Unido tem cooperado com o Brasil para restringir a entrada de espécies levadas ilegalmente do país. Especificamente quanto a animais, serve como exemplo a captura de araras-azuis-de-Lear retiradas ilegalmente do Brasil.No que tange aos Estados fronteiriços, deve-se ressaltar a estreita cooperação entre IBAMA, Polícia Federal e seus homólogos nos países visinhos. Isto se expressa nas operações conjuntas de fiscalização e combate a atos ilícitos de fronteira. (dentre os quais se inclui o tráfico de animais silvestres), uma das quais ocorreu no final do ano passado, no Paraguai. Outro exemplo é a cooperação entre IBAMA e INRENA (homólogo do IBAMA no Peru), sobretudo nos postos de controle em Islândia (Peru) e Tbatinga, destinada ao combate de crimes ambientais. Há um mecanismo informatizado de controle e intercâmbio de informações, que facilita a troca de dados entre os dois institutos. Grupos de trabalho que envolvem a Polícia Federal brasileira e sua contrapartes nos países visinhos também constituem oportunidade de troca de informações e cooperação para o combate ao tráfico de animais.
3 - Quais os obstáculos que ainda não foram superados para selar acordos internacionais que ajudem a inibir o tráfico de animais silvestres ?
Entre os obstáculos ao aprofundamento da cooperação no combate ao tráfico de espécies silvestres, destaca-se a diversidade de legislações internas sobre o tema. A variada ênfase atribuída à biopirataria por diferentes países, por exemplo, limita o escopo da cooperação com parceiros importantes, como alguns países desenvolvidos, principais mercados para animais selvagens. O Brasil vem, no entanto, debatendo formas de ampliar a cooperação internacional para inibir o tráfico ilegal de animais silvestres, por meio de programas no âmbito da Convenção sobre o comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), ou de iniciativas ora sob exame, como a coalização contra o Tráfico da Vida Silvestre (CAWT) , proposta pelos Estados Unidos, com aopio do Reino Unido, Austrália, Índia e Canadá.
Na última Conferência das Partes na referida Convenção, realizada em junho último, o Brasil logrou incluir duas espécies nos Anexos da CITES, quais sejam, o pau-brasil (caesalpinia echinata) e a população brasileira do jacaré-açu (melanosuchus niger). Ambas as propostas visam assegurar a sustentabilidade da exploração comercial das espécies, contribuindo, por um lado, para a sua conservação e, por outro, para a melhoria das condições de vida das populações locais, cuja subsistência depende de tais espécies. Tais propostas fortalecem a cooperação entre os países envolvidos no comércio internacional das referidas espécies mediante a emissão de certificados de cumprimento com as normas estabelecidas pela Convenção e a cooperação entre agências alfandegárias e órgãos responsáveis.
SOCIEDADE - Transformando vidas - 2



As ações de Roberto Kuppe não tem-se prendido somente àa cidades de Porto Velho e Brasília. Recentemente foi inaugurada uma casa em Ariquemes que atende várias pessoas, na sua maioria jovens. Um projeto de inclusão social, cultural e educacional.
Matéria abaixo, extraída também do blog do jornalista :
"Inaugurada a menos de um mês, a Casa Brasil de Ariquemes já e sucesso absoluto no município. Por dia, mais de 100 pessoas utilizam os serviços oferecidos gratuitamente pela Prefeitura. O programa tem como principal objetivo reduzir a desigualdade social, oferecendo um espaço para a capacitação, aliada à cultura, arte, entretenimento e participação popular.
A Casa dispõe de uma biblioteca popular, laboratório de informática com internet e auditório para uso comunitário, onde são realizadas palestras e cursos. Ariquemes foi a primeira cidade de Rondônia a implantar um projeto de tamanha responsabilidade social.
Segundo a coordenadora da Casa, Luma Carvalho, a procura maior é pelo laboratório de informática e biblioteca. “Estamos conseguindo superar as expectativas. Apesar do pouco tempo de funcionamento a Casa Brasil está cumprindo com sua meta, que é de realizar a inclusão digital”, afirma.
Para o representante comercial, Jânio Picolli, a Casa Brasil já é uma extensão de sua casa. “O acesso é fácil e não é burocrático. O serviço da operadora da internet, atendimento e estrutura física são de primeira qualidade”, complementa.
A Casa Brasil em Ariquemes está localizada na 6ª Rua do Setor Dois, no prédio onde funcionava a Igreja Luterana. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, em horário comercial. “Toda a comunidade está convidada a integrar este projeto”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Carla Mangabeira."
SOCIEDADE - Transformando vidas - I

Veja matéria publicada em seu blog (www.robertokuppe.com)
"A casa que teve um investimento de R$ 750 mil reais, terá capacidade para hospedar até 36 pessoas por dia, inclusive com quartos e banheiros adaptados para cadeirantes. Os hóspedes terão café da manhã, almoço e uma breve refeição como janta (sopa). A condição para se hospedar na casa é que a pessoa venha a tratamento ou como acompanhante, e que não tenha condições de arcar com despesas com estada. Sob hipótese nenhuma, será aceito encaminhamento por políticos ou pessoas ligadas a politicos. O candidato a hospedagem deverá entrar em contato direto com a Casa de Apoio. Não haverá intermediários para se evitar politicagem. A Casa de Apoio será inaugurada as 10 horas da manhã de sexta-feira, 21 de setembro. Quanto a unidade de Porto Velho, em meados de outubro será lançada a pedra fundamental de um grande complexo de educação e cidadania, que conterá salas de aula, laboratórios de informática, piscinas, quadras poliesportivas, um campo de futebol e até um teatro. A unidade de Porto Velho atenderá a jovens em situação de risco, além de idosos e demais carentes."
SAÚDE - Lançamento do PAC da Funasa


Afora isso, o que me chama a atenção são os destinos finais e quais os setores da sociedade que serão beneficiados. Em matéria da Radiobrás de ontem, vislumbrei uma luz que pode trazer transparência não só aos recursos, mas também aos interesses de uma parlamentar amazonense que têm cuidado especial com a comunidade indígena.
"Os povos indígenas e remanescentes de quilombos terão tratamento específico no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A Fundação Nacional do Índio (Funai) também prepara uma PAC para os povos indígenas, que também será lançado nesta semana, na sexta-feira (21). O PAC Funasa vai atender os povos indígenas e quilombolas especificamente nas ações de tratamento de água e de esgoto.
De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), a idéia é atender, principalmente, índios da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, e de São Gabriel, que representam mais de 90% da população do município amazonense. A Terra Raposa Serra do Sol foi homologada em 15 de maio de 2005. Com 1,74 milhão de hectares (o equivalente a dois terços do território de Sergipe), a terra abriga aproximadamente 18 mil índios.
Em Maturica, uma das aldeias da Raposa Serra do Sol, o vazamento das fossas está derrubando casas. “Tem caixas d'água que estouraram, que estão vazando e caindo. Aí as paredes estão caindo e as próprias casas”, conta o índio Jonito José de Souza, do povo Matuxi.
Segundo Jonito, as fossas foram instaladas há cerca de dois anos , mas “tá mal feito, tem mal cheiro”. Mas o vazamento não chega a comprometer a saúde dos moradores e a malária, um dos problemas da aldeia no passado, está controlada.
José afirma que não ouviu falar do PAC. “Por enquanto, eu não tô sabendo ainda”. Ele reclama que “nunca vem" o saneamento básico. "A propaganda do governo federal foi muito boa, mas até agora não está sendo cumprida, né”?
Se o programa chegar à comunidade, Jonito já sabe o que pedir. “Que arrumem as fossas, que façam um trabalho mais completo para ter um melhoramento. No posto de saúde foi bem feito, nunca vazou. Mas das casas está vazando, caindo. Acredito que tem que trabalhar mais organizado, melhorar a engenharia”.
De acordo com o índio, a minoria das aldeias da Raposa do Sol dispõem de tratamento de esgoto. As metas do PAC Funasa são dobrar cobertura e soluções adequadas para esgoto nas aldeias, de 30% para 60%, e elevar a de abastecimento de água nas aldeias, de 62% para 90%. “Queremos chegar a 90% universalizando o atendimento às comunidades indígenas do eixo Sul e Sudeste do país e do Mato Grosso do Sul”, afirma o o presidente da Funasa, Danilo Forte.
Na Amazônia, “apenas 7% dos índios (um quarto dos índios brasileiros) tem acesso a água tratada de qualidade. Queremos que esse número chegue a 60% em três anos”, diz o presidente.
O investido do PAC Funasa será de R$ 220 milhões em 1,3 mil aldeias, beneficiando 122 mil indígenas. Desse percentual, R$ 93,5 milhões serão investidos na região Norte onde está localizada a maior parte da população indígena brasileira, beneficiando 73,3 mil indígenas.
As comunidades remanescentes de quilombos também serão priorizadas pelo PAC Funasa. A meta é oferecer água de boa qualidade e destinação adequada de esgoto para 40 mil quilombolas, em 400 comunidades, totalizando R$ 170 milhões de investimentos. Foram priorizadas comunidades tituladas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou em processo de titulação.
Além do tratamento de água e esgoto pela Funasa, a Funai prepara outras ações para o desenvolvimento de infra-estrutura nas aldeias indígenas."
19 de setembro de 2007
MEIO AMBIENTE/ECONOMIA - Comissão aprova desconto no IR para projetos ambientais

Da Agência Cãmara :
A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional aprovou o Projeto de Lei 1409/07, que concede desconto de 85% sobre o Imposto de Renda para empresas que desenvolvam projetos ambiental e socialmente sustentáveis na área das superintendências de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene).
De autoria do deputado Beto Faro (PT-PA), a proposta modifica a Medida Provisória 2199-01/01, atualmente em vigor, que concede isenção de 75% aos empreendimentos localizados nessas regiões. Segundo o projeto, contudo, o aumento da isenção do Imposto de Renda só será concedido se a empresa (ou outra pessoa jurídica) protocolar na Sudam e na Sudene projeto que gere um "bem ambiental".
O conceito de "bem ambiental" envolve processos de produção que não gerem poluentes para o solo, a água e o ar; que respeitem os direitos dos trabalhadores; e que resultem em produtos que tragam benefício para o meio ambiente e a saúde humana.
O relator do projeto na comissão, deputado Lindomar Garçon (PV-RO), ressaltou que os projetos desenvolvidos pelas empresas poderão, além de evitar a destruição do meio ambiente, melhorar os produtos da região e reduzir a informalidade dos trabalhadores.
Garçon afirmou que a simples concessão dos benefícios fiscais nas regiões da Sudam e Sudene resultou na industrialização de alguns setores, mas lembrou que os projetos agropecuários implantados na Amazônia com incentivos governamentais foram os maiores responsáveis pela devastação da floresta. O relator afirmou que não é contrário ao desenvolvimento econômicos dessas regiões, mas acredita que "todo cuidado deve ser praticado na adoção de políticas de concessão de incentivos fiscais e tributários".
Entrevista
Concedi nesta terça-feira, (18.09), entrevista à Rede Amazônica falando sobre a questão do fuso horário. Uma audiência pública será realizada 02.10 em que estarão presentes pesquisadores brasileiros e parlamentares para a discussão sobre o parecer com meu substitutivo referente ao Projeto de lei do Senador Tião Viana (PT-AC)
II Encontro Nacional dos Povos das Florestas










Da Radiobrás:
Povos indígenas discutem mudanças climáticas há milhares de anos, diz líder
"O representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Jecinaldo Sateré Mawé, afirmou hoje (19) que o tema mudanças climáticas já é discutido há milhares de anos pelos povos indígenas.
“Talvez a discussão mais técnica ganhou essa força devido à agenda ambiental em todo o mundo, porém essa é uma questão que já discutimos há muito tempo nas nossas comunidades, quando defendemos nossos territórios”.
Para o líder, as discussões com o governo e com acadêmicos fortalece o tema. “É necessário para que o governo, a iniciativa privada, a comunidade internacional, juntos, possamos criar uma grande agenda . Não uma agenda paralela para que tenhamos heróis, o meio ambiente não precisa ter heróis. Temos que ter vários Chicos Mendes, vários outros líderes para que possamos realmente enfrentar, conjuntamente, essa grande luta”.
Segundo ele, as principais ameaças à floresta amazônica são a expansão agrícola, com as queimadas, e projetos de infra-estrutura que afetam comunidades locais, como por exemplo, a proposta de construção da hidrelétrica Belo Monte.
Sateré participa do 2º Encontro dos Povos das Florestas, que começou ontem em Brasília e prossegue até domingo (23), reunindo líderes indígenas, quilombolas, populações ribeirinhas, entre outros, representantes do governo, estudiosos e artistas.
Na abertura dos debates de hoje, sobre as mudanças climáticas, o ator Victor Fasano apresentou o manifesto “Amazônia para Sempre”, em defesa da preservação da floresta. Ele criticou o avanço de culturas agrícolas em áreas de floresta, o desmatamento e os projetos que alteram o meio ambiente.
“Queremos que as pessoas prestem atenção na última grande floresta do Brasil.”, disse o ator."
Encontro com representantes da Rede Amazônica
18 de setembro de 2007
POLÍTICA - Frente faz pressão pelo voto aberto no Legislativo
Quatro dos oito deputados federais eleitos pelo Amazonas, com os quais A CRÍTICA conversou ontem, disseram que apoiam a manifestação pelo fim do voto secreto no parlamento brasileiro que será realizada hoje na Câmara de Deputados.
A mobilização prega o voto aberto em todas as votações do Congresso Nacional, das assembléias legislativas e das câmaras municipais. O movimento é retomado seis dias depois de o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), ter sido absolvido, da acusação de quebra de decoro parlamentar. Por meio de voto secreto, 40 senadores pouparam Calheiros, seis se abstiveram e 35 votaram pela cassação do mandato do peemedebista.
O deputado Chico Alencar (PSOL/RJ), um dos membros do grupo suprapartidário que organiza a mobilização, em entrevista por telefone a A CRÍTICA, explicou que o movimento foi dividido em dois momentos. O primeiro acontecerá hoje, no plenário 4 da Câmara de Deputados, com o relançamento da Frente Parlamentar pelo voto aberto.
Os deputados vão pressionar o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT) a colocar em votação a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de autoria ex-deputado federal Fleuri Filho, que há seis anos tramita na Casa Legislativa. "É uma proposta de 2001. Foi aprovada em primeiro turno em setembro do ano passado. A segunda rodada de votação deveria ter ocorrido até 15 dias depois. Mas a tradição foi quebrada", disse Alencar, um dos líderes do movimento.
O segundo momento da mobilização está previsto para quarta-feira no Senado às 14h. A convite do senador Cristovão Buarque (PDT), os deputados pretendem compor junto com senadores uma comissão mista em defesa do voto aberto. Uma PEC que acaba com a votação secreta também tramita no Senado. Na sexta-feira, o senador Tasso Jereissati, foi designado relator da matéria.
Os deputados Francisco Praciano (PT), Vanessa Grazziotin (PCdoB), Rebeca Garcia (PP) e Marcelo Serafim manifestaram apoio ao movimento contra o voto secreto. Os três primeiros defendem aplicação do voto aberto em todas as votações da Câmara. Marcelo Serafim, porém, propõe a permanência do voto sob sigilo em alguns casos.
Para ele, a votação de cassação de mandato deve ser aberta. Mas o voto para derrubada de vetos da Presidência da República, e para indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de membros dos Conselhos Nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público CNMP) devem ser secretos.
Segundo Marcelo Serafim, o voto secreto nesses casos protege o parlamentar da pressão exercida pelo Governo e evita futuras retaliações tanto do presidente da República que pode vetar a liberação de recursos para o Estado do parlamentar que se opôs ao veto, como dos membros do STF, que podem se vingar de quem não os indicou.
Na opinião do deputado Chico Alencar quem tem mandato parlamentar não pode ter medo de pressões e nem de retaliações. "Tem gente que é dependente de favores. Mas tem que evoluir para uma posição mais altiva. As pressões existem mas precisam ser enfrentadas em nome da independência do voto e da transparência. Não me sinto a vontade de esconder o meu voto. O meu eleitorado não aceita. Essa cobrança depende do grau de consciência do eleitor", disse.
17 de setembro de 2007
Artigo

Artigo publicado no jornal "Diário do Amazonas" no último domingo, 16.09
Volta à TV
Rebecca Garcia
Este domingo, logo após o Canal Livre, o programa “Entrevista Coletiva”, que apresento no Canal 13, está de volta. E volto com o ex-prefeito, deputado federal pelo Amazonas e Roraima, senador e governador por três vezes, Gilberto Mestrinho, falando de suas memórias e comentando os últimos acontecimentos da política local e nacional.
Senti saudades. Tive a grata surpresa de encontrar muitas pessoas nos bairros de Manaus, que tenho visitado de forma muito constante, indagando a razão de não ter voltado ao vídeo.
O programa saiu no período em que, candidata a deputada federal, tive que me desincompatibilizar, como todos os demais apresentadores de rádio e TV. Depois veio o primeiro semestre legislativo, quando, como é comum aos que passam pelo Congresso Nacional, são definidas as composições das comissões e os posicionamentos na Casa. Precisei de toda a concentração possível nessa tarefa e o Amazonas obteve diversas vitórias importantes, tanto em posicionamento quanto em medidas concretas, que beneficiaram diretamente o povo de nossa terra.
Agora, passado esse primeiro momento, é hora de voltar ao vídeo. Estamos nos estruturando, aos poucos, montando um programa baseado na presença de um entrevistado e convidados, que participarão da entrevista e darão aquele molho de “coletivo” que o título sugere.
Amanhã, na entrevista com Gilberto Mestrinho, estarão ao meu lado o jornalista Marcos Santos e o doutor em Sociologia, professor da Fametro e coordenador do curso de Ciências da Administração da UEA, Gilson Pinto Gil.
Agradeço, de coração, à disposição e paciência do Professor. Programa de estréia – ou, no caso, de reestréia – tem sempre alguns atropelos. Certamente precisaremos da boa vontade dele para ir ao ar com a tranqüilidade necessária. E sabemos que podemos contar com isso.
Mestrinho, após perder a cadeira no Senado Federal, anunciou estar deixando a vida pública. A partir desse momento, ele se tornou referência para todos. Ninguém recusará a cooperação e o aconselhamento de um homem com a experiência que ele tem.
Poucos sabem, mas o princípio da carreira política dele se deu num momento muito difícil da administração pública estadual. Ele começou ajudando Plínio Coelho a organizar a administração do Amazonas, foi para a Prefeitura para ajustar, entre outras coisas, salários atrasados e, concomitantemente, ocupou a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), onde acertou as finanças.
A pauta do programa caminha por aí, mas enveredará também pela questão ambiental. Todos sabem que Mestrinho defendeu teses polêmicas e queremos reapresentá-las ao entrevistado. Como reagirá, agora que tanto do que disse se realizou e outro tanto continua em suspense? Passearemos pelos últimos embates da política estadual e, claro, não deixaremos de tocar na questão do julgamento do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros. Como votaria o ex-senador, caso estivesse no cargo neste momento?
Em plena campanha do ano passado, o vídeo enviado por Renan sobre Mestrinho dizia que ele era “o grande articulador do PMDB e o conciliador do Congresso”. E agora? O que dirá do amigo e colega de partido?
O “Entrevista coletiva”, não esqueça, é amanhã, após o Canal Livre, no Canal 13. Até lá.
Comentário da entrevista à Crítica

Da Agência Norte Online :
www.agencianorteonline.com.br/noticias/455/
AMAZONAS
Boa Vista (RR) - A deputada federal Rebecca Garcia (PP) ao dar entrevista ao jornal A Critica, confirmou apenas algo que já era esperado pelo meio politico. Ou seja, de que sairá candidata à prefeitura de Manaus. Uma armação que já vem sendo engendrada há tempos eplo seu tutor, o seu pai, o ex-deputado Francisco Garcia. Os movimentos nesse sentido não poderiam ser outros, afinal para o PP de Garcia o nome de Rebeca é o mais confiável, e para Câmara a parlamentar teve votação expressiva na Capital.Logo não será demais que ela, de fato, se lance candiadta.
A parlamentar pepista só fez questão de enfatizar que lança candidatura só porque é certo e líquido a saída de Carlos Souza do PP. o deputado federal também já afirmou que sua candidatura a prefeito da Capital não tem desistência. Portanto, ele não fica mais no PP, e abre as portas para Rebeca, 'sem mágoas'.
Rebeca que não vê com bons olhos a tal coisa de ser reconhecida como a musa do Congresso, quer mais ser vista como uma deputada atuante, e nisso a herdeira política de Garcia tem seguido bem os passos de ganhar posições e destaque dentro da Câmara. Ato não tão fácil como muitos acham, em especial para os novatos de primeiro mandato e primeiro ano de legislatura.
Mas Rebeca tem sido criativa, e se mostra determinada, e ganha elogios e espaço primoroso dentro da política no Congresso, e se souber fazer ganhará o mesmo dentro da política regional, algo mais difícil, já que não basta só ser filha de Garcia.
PRETENSÃO = BELEZA
Ao jornal A Critica, a deputada Rebeca Garcia diz sem nenhuma pretensão que se for candidata, mesmo, chegando ao segundo turno da eleição, tem preferência em disputar com Amazonino Mendes. Acredita que isso seria mais honroso, e de fato, ganhar do Negão seria algo que daria aos Garcia uma força que a eleição de 2010 certamente passaria por pai e filha. Ou só pelo pai, assim como alguns deputados alfinetam, já que ele é quem de determina o que é melhor para Rebeca e para o seu partido.
ECONOMIA - Finlândia poderá comprar emissões de carbono no Brasil

Da BBC Brasil :
"O memorando de entendimento assinado na segunda-feira (10) entre o Brasil e a Finlândia pode elevar as chances de o país abocanhar parte dos cerca de 200 milhões de euros (US$ 276 milhões) que os finlandeses devem investir em projetos de desenvolvimento limpo nos países emergentes nos próximos anos.
Ainda um rascunho do que pode ser a cooperação brasileiro-finlandesa nessa área, o documento firmado pelo chanceler Celso Amorim e o ministro finlandês de Comércio Exterior e Desenvolvimento, Paavo Väyrynen, estabelece que os países troquem informações sobre os chamados mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), previstos no Protocolo de Kyoto.
Pelas regras dos MDL, países desenvolvidos com metas de redução das emissões de gás carbônico podem investir em projetos que reduzam as emissões em qualquer outra parte do globo e contabilizarem as emissões não realizadas em sua cota.
O memorando assinado por Brasil e a Finlândia é uma aposta no futuro, mas de poucos resultados concretos hoje. Esse deve ser o padrão da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Escandinávia. Na Dinamarca, o presidente assina memorando de entendimento para pesquisa na área de biocombustível a partir de sobras da colheita. Já na Noruega, a visita é protocolar e não há acordo a ser assinado.
Mais ambiciosa, a visita à Suécia deve resultar num acordo conjunto para investimentos na produção de etanol em países em desenvolvimento.
No âmbito dos MDL, a Finlândia investe hoje em apenas um projeto de energia hidrelétrica em Honduras. Mas a conselheira de Política Ambiental do Ministério, Karoliina Anttonen, afirmou que o país busca alternativas também na Nicarágua e El Salvador.
Aqui estaria a oportunidade do Brasil, país que junto com China e Índia lidera em termos de quantidade de projetos em MDL. No fim de setembro, por exemplo, a Bolsa de Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&F) vai leiloar nada menos que 800 mil toneladas de crédito de carbono referentes a um projeto de produção de energia realizados a partir dos restos de um aterro em São Paulo.
A prefeitura paulistana, que coordena o projeto, espera receber cerca de R$ 30 milhões.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente finlandês, cerca de 37% dos projetos registrados no âmbito dos MDL se localizam hoje na América Latina."
MEIO AMBIENTE - Regiões andina e amazônica já são vítimas da mudança climática

Da Folha de S.Paulo :
"As regiões andina e amazônica já sofrem os impactos da mudança climática na agricultura, com repercussões na segurança alimentar e na vida dos camponeses, indicam as conclusões apresentadas ontem (13) no encontro sobre o tema organizado pela Comunidade Andina (CAN) em Lima.
Especialistas internacionais que se reuniram na Oficina Internacional sobre a Gestão do Risco e a Adaptação à Mudança no Setor Agropecuário buscam desde a última terça-feira (11) estratégias de adaptação e de redução da vulnerabilidade dos países sul-americanos diante da transformação do clima.
O secretário-geral da CAN, Freddy Ehlers, apresentou em entrevista coletiva as conclusões do evento, segundo as quais afirma que a mudança climática é um processo que "já está presente".
Entre outras medidas, os especialistas dizem que os países e as regiões atingidas devem tratar não apenas de se fortalecer para evitar danos causados pela mudança climática, mas aproveitar positivamente algumas oportunidades que a nova situação oferece.
Assim, os países da região têm a necessidade e a possibilidade de desenvolver estratégias de adaptação e redução da vulnerabilidade, assim como estabelecer campanhas de educação para os camponeses, possibilitar a mudança de cultivos ou criar sistemas de alertas climáticos mais eficientes. Além disso, tem cada vez mais importância a implementação de um sistema de seguros para a produção agrária.
Equador
Ehlers aproveitou a conclusão da oficina para apresentar no Peru o encontro internacional sobre mudança climática, chamado Clima Latino, que ocorrerá entre 15 e 18 de outubro no Equador.
O objetivo desse encontro, que contará com a participação de especialistas internacionais sobre o tema e representantes governamentais e da sociedade civil, será "lançar advertências sobre os perigos iminentes da mudança climática e seus efeitos nos países andinos", declarou Ehlers.
"Pretendemos obter uma ampla visão do que a mudança climática significa em diversas áreas da vida humana, como a saúde, a segurança alimentar e a biodiversidade", afirmou o secretário-geral da CAN.
Esse encontro será o mais importante a ser celebrado na América Latina sobre a mudança climática. Suas recomendações serão apresentadas na reunião que as Nações Unidas devem realizar em dezembro em Bali, Indonésia, para abordar o assunto."
16 de setembro de 2007
Entrevista ao Jornal A Crítica
AC - A senhora apareceu em inserções da propaganda do PP na TV nas quais o mote era: "está na hora de Manaus ser cuidada como ela merece". É uma proposta à sociedade manauara?
RG - É o seguinte: a gente tinha esse horário disponível do PP, que tinha de ser ocupado, e as próximas eleições são municipais. Então, você já faz a propaganda pensando nas próximas eleições. Mesmo que eu não seja candidata, vou pedir voto para o PP. Minha imagem tinha de aparecer vinculada às eleições municipais. Foi a melhor forma de passar isso. E parece que deu certo, pois a gente sente o resultado bom nas ruas.
AC- Com a saída do deputado Carlos Souza do PP, a senhora será candidata à Prefeitura de Manaus?
RG- que tínhamos acertado dentro do partido, era que até o final deste ano, quem estivesse melhor nas pesquisas seria o candidato. Era esse o acordo. Até por isso a gente não entende muito o porquê de o Carlos se desligar. Acho que ele quis mesmo partir para um vôo solo. Não adianta lançar um candidato que está com 5% e deixar de fora outro que tem chance. Só achamos que está muito cedo para definições hoje. Muita coisa pode acontecer. Em política, até tropeção faz um candidato perder eleição.
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AC- O PP já tem pesquisas sobre seus possíveis candidatos?
RG - Em algumas pesquisas, até já divulgadas, apareceu o Carlos (Souza), em segundo lugar, e o meu nome era citado também. Acredito que do partido eram os dois nomes citados.
AC - O deputado Carlos Souza confirmou a saída dele do PP?
RG - Ele confirmou pela imprensa, para mim não confirmou nada. Pelos jornais, eu li que ele havia dito que era irreversível a decisão dele. Então, dessa maneira, entendo que seja irreversível, mas, para mim ele não chegou a falar nada, e nem para o meu pai (o empresário Francisco Garcia), presidente do partido. Não comunicou nada até esta data.
AC- Em entrevista a A CRÍTICA, o deputado Carlos Souza disse que sairia do partido para que não houvesse constrangimentos a outras pessoas do PP que poderiam ser candidatas à PMM. Como está o PP em termos de pré-candidatos?
RG- O que a gente entende é o seguinte: nas últimas eleições, o PP fez o maior número de vereadores, o maior número de deputados estaduais, o maior número de deputados federais e o próximo passo, o passo natural, é concorrer a uma eleição majoritária. Entendemos que é o momento, sim, de o PP lançar uma candidatura própria à Prefeitura de Manaus.
AC- Confirmada a saída do deputado Carlos Souza do partido, a senhora é candidata à Prefeitura de Manaus?
RG - Se até lá o meu nome estiver eleitoralmente viável, com certeza serei candidata. Tenho de estar disposta, afinal, entrou na política é para se molhar.
AC- Se o PP coloca candidato, a proposta é chegar a um segundo turno. Quem seria um bom adversário? Com quem a senhora gostaria de ir para o segundo turno?
RG - O Amazonino (Mendes). Acho que ele é o melhor adversário de todos, assim, para todos. Não para se ganhar dele, não estou dizendo que iria ganhar fácil dele, mas acho que é o que seria mais honroso.
AC- O PP fala em "cuidar de Manaus como se cuida de um filho". Qual é a proposta do partido para a cidade?















