9 de novembro de 2007
sexta-feira, novembro 09, 2007
MEIO AMBIENTE - Câmara discute problemas urbano-ambientais
Aproximar o discursos das atitudes , aumentar o investimento e fazer com que o legislativo pressione o executivo para o cumprimento das leis, dos acórdãos. Este foram os temas principais do Seminário Metrópoles Sustentáveis: Responsabilidades Individuais e Coletivas, promovido pela Comissão de Desenvolvimento Urbano, realizado nesta quinta-feira (08) na Câmara dos Deputados. No evento, representantes do setor público e do setor privado ligados à política ambiental concluíram que a legislação e os discursos oficiais voltados para o meio ambiente são satisfatórios, mas não implementados.
Na oportunidade também pude conhecer as experiências de outras localidades, com especial atenção ao Estado de São Paulo, em que as políticas públicas rumam para um novo caminho e uma reflexão de que o governo deve ser a principal ferramenta de transformação na mentalidade do empresariado. Segundo o coordenador de Planejamento Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Casemiro Tércio Carvalho, uma das diretrizes da política ambiental paulista que tem apresentado resultados práticos é o licenciamento da cadeia produtiva como um todo, e não apenas de atividades específicas. Segundo ele, o procedimento de licenciamento integrado cria no estado um efeito multiplicador de boas práticas ambientais.
Já o diretor de Coordenação da Itaipu-Binacional, Nelton Friedrich, disse que, em termos de legislação, não há mais nada a inventar. “O que falta é ação”, reforçou. O exemplo da Argentina também foi cometado. A senadora argentina Alicia Mastandrea, da Comissão de Desenvolvimento Regional Sustentável, Saúde, Turismo, Habitação e Meio Ambiente do Parlamento do Mercosul, afirmou que em seu país existem quatro leis ambientais, mas as regras, a exemplo do que ocorre no Brasil, “não se transformam em ações”. Para garantir a proteção dos recursos naturais, a senadora defendeu uma ação integrada dos países da América Latina.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Vergonha. Que país é esse?

O que mais pode chocar cada um de nós? Uma tragédia em que um avião cai em cima de casas matando pessoas? Leiam a matéria abaixo e imaginem que algo de pior possa acontecer em nosso país. Uma notícia que ninguém gostaria de ler, em nenhum jornal. Para mim, como amazonense, mulher e mãe de dois filhos, é explicitamente deplorável crer que seja possível tal circunstância.
Procurar neste instante quem são os culpados (Família, Conselho Tutelar, Governos etc) é como uma folha seca que se esfacela em outono. É inevitável, branda levemente. Punir? O que precisamos, enquanto sociedade, é de apenas duas coisas : educação e uma construção social que permita a inclusão das pessoas. E que vá além, faça com que elas se sintam cidadãs, pessoas. Vidas.
Dep.Rebecca Garcia
Do Jornal A Crítica
"Uma menina de 9 anos de idade foi flagrada na tarde de ontem fazendo striptease em um bar localizado na orla da praia da Ponta Negra, Zona Oeste, para um grupo de quatro homens e uma mulher.
A denúncia dando conta de que a criança estaria dançando em cima de uma mesa de bar foi realizada por volta das 14h de ontem, por pessoas que se encontravam no local, ao Conselho Tutelar da Zona Centro-Oeste. Esta seria a segunda vez que a criança teria sido encontrada em uma situação de risco.
De acordo com o conselheiro tutelar João Furtado, 46, o caso teria sido imediatamente comunicado à Central de Resgate, para que a menina fosse resgatada. Entretanto, como até às 19h30, a garota permanecia na praia, Furtado junto com o coordenador-geral dos conselheiros tutelares, Fábio Menezes, resolveram levar a menina para o abrigo por conta própria. "Essa não é a primeira vez que usamos o próprio carro para trazer uma criança ou adolescente para abrigamento aqui na Central de Resgate", salienta o conselheiro João.
Porém, minutos após chegar à Central, no Centro, um grupo de seis crianças com idades entre 8 e 10 anos e um adolescente de 17 anos de idade fugiram da Central de Resgate, após conseguirem abrir um dos portões internos da casa, e aproveitar a falta de travas e cadeados no portão principal do lugar.
Na sede da Central, Fábio e João se depararam com uma viatura aparentando dano mecânico, além de uma estagiária de serviço social, um motorista, um guarda municipal e uma monitora para acompanhar as 19 crianças e adolescentes lá abrigados.
Os conselheiros tutelares informaram que irão comunicar hoje a falta de estrutura adequada na Central de Resgate e a fuga dos seis meninos e do adolescente ao Ministério Público Estadual (MPE/AM), e também à Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante uma audiência pública.
O secretário municipal de Direitos Humanos, Jorge Guimarães, disse que iria apurar o incidente ocorrido no local. Porém, ele salientou que não é função dos conselheiros tutelares resgatar crianças. A Central deve ser acionada para realizar tal serviço, ou até mesmo a PM."
sexta-feira, novembro 09, 2007
POLÍTICA - Frente em defesa da cultura é instalada no Congresso

Da Agência Câmara :
Com apresentações culturais, que incluíram violeiros e bumba-meu-boi, foi lançada nesta quinta-feira, no Salão Nobre da Câmara, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura. Segundo o coordenador da frente, deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), quase 400 parlamentares compõem o grupo, entre deputados e senadores.
Uma das prioridades da atuação da frente, segundo ele, será garantir recursos mínimos de 2% do Orçamento da União para a cultura, conforme previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 150/03. "Vamos trabalhar unidos para aprovar essa matéria no início de 2008", afirmou.A PEC 150/03 precisa ser analisada por uma comissão especial, que ainda não foi criada. Ela está apensada à PEC 342/01.
Plano nacional
Outros dois pontos considerados essenciais pela frente são a regulamentação do Plano Nacional de Cultura (Projeto de Lei 6835/06) e a criação de uma comissão dedicada exclusivamente à cultura tanto no Senado quanto na Câmara (Projeto de Resolução 2/07). Hoje, nas duas casas legislativas o assunto é tratado na Comissão de Educação. O plano de cultura, relatado pelo deputado Frank Aguiar (PTB-SP), ainda está em fase de debates. Aguiar, também integrante da frente, prevê que o texto estará pronto para ser votado até o meio de 2008.Agenda De acordo com o deputado José Fernando Aparecido de Oliveira, a frente se reunirá na próxima semana para discutir uma agenda de trabalhos.
sexta-feira, novembro 09, 2007
MEIO AMBIENTE - Lançamento do Projeto Gestão Socioambiental da Agua em Brasília
Participei do lançamento do Projeto Gestão Socioambiental da Agua nesta quinta-feira (08/11) em Brasília. A iniciativa tem a parceria da Fundação SOS Mata Atlântica, da Coca-Cola Brasil, Brasal fabricante autorizado no Distrito Federal e da Associação Amigos do Futuro.
Esta é a primeira etapa do programa, que promoverá o uso sustentável do recurso natural, a conscientização dos habitantes ribeirinhos e o desenvolvimento de ações locais de análise e monitoramento da água em vinte bacias hidrográficas.
O Sistema Coca-Cola Brasil, composto pela Coca-Cola Brasil e 17 fabricantes autorizados, tem como prioridade o uso eficiente e racional da água, sua principal matéria-prima. Por este motivo, o programa será aplicado nas demais regiões do País, sempre com o apoio do fabricante local e da Coca-Cola Brasil.
O Projeto Gestão Socioambiental da Água é um programa de educação ambiental e mobilização que utiliza o monitoramento da qualidade da água como instrumento de sensibilização e participação social. O objetivo é sensibilizar, organizar e capacitar pessoas para a gestão integrada de recursos hídricos. Para tanto, serão utilizados kits para análise periódica da qualidade da água dos rios previamente escolhidos, além de atividades de conscientização, realizadas por meio de seminários e encontros técnicos que proporcionarão a aproximação das comunidades envolvidas, das empresas e usuários da água, dos representantes do setor público e dos responsáveis pela gestão da água.
Para cada região hidrográfica serão fornecidos kits de análise para monitoramento da qualidade da água. No total, o projeto deverá fornecer 200 kits e envolver 8 mil pessoas.
“A Coca-Cola Brasil, junto com a Fundação SOS Mata Atlântica e com nossos fabricantes regionais, está oferecendo à sociedade os meios para que ela possa controlar a qualidade da água das bacias hidrográficas que abastecem suas cidades. A participação direta da sociedade, de forma voluntária, faz parte do desenho básico deste programa. O objetivo é trazer a sociedade mais para perto das discussões tão importantes como as do uso e da qualidade da água”, explicou Jack Corrêa, vice-presidente de Assuntos Governamentais da Coca-Cola Brasil.
No início, serão selecionadas bacias e regiões hidrográficas consideradas importantes para o desenvolvimento do projeto, abrangendo bacias hidrográficas onde estão localizadas as fábricas da Coca-Cola Brasil. A primeira fase acontece no Distrito Federal, especificamente na Bacia Hidrográfica do Paranoá, abrangendo os rios Riacho Fundo; Córrego do Urubú; Córrego Vicente Pires; Ribeirão do Torto; e Córrego Guará. Serão envolvidos cinco grupos de voluntários, sendo quatro de escolas da região e um da comunidade. Cada grupo fará coleta mensal em dois pontos dos rios, totalizando 10 pontos analisados.
As oficinas de capacitação têm o objetivo de organizar grupos que, ao longo de doze meses, farão coletas e análises da qualidade da água dos rios, identificarão problemas e, em conjunto com a Fundação SOS Mata Atlântica, por meio da Rede das Águas, elaborarão projetos e ações locais para a conservação e recuperação da água.
Os resultados das atividades e ações serão disponibilizados no endereço eletrônico da Rede das Águas – www.rededasaguas.
sexta-feira, novembro 09, 2007
POLÍTICA - Deputada ingressa na Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Discutir questões ambientais com foco no desenvolvimento urbano, no respeito à sociedade e nos recursos naturais renováveis. Este foram os objetivos que conduziram o ingresso da Dep.Rebecca Garcia à Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados."Tenho certeza que poderei aprofundar as discussões que estavam centradas inicialmente na Amazônia, como a floresta em pé, as energias limpas, o pós-Kioto, o sequestro de CO2. Trabalhar em cima nas demandas de idéias, soluções do poder legislativo. Utilizar minha experiência nas pautas e minha proximidade física e emocional com tudo que está relacionado ao desenvolvimento sustentável", afirmou Garcia.
Já no seu primeiro dia como membra da comissão, apresentou requerimento convocando audiência pública para discutir uma alternativa concreta às atuais estratégias de conservação da fauna na Amazônia. No encontro, estarão presentes o Ex-Senador da República, Sr. Gilberto Mestrinho, o Diretor de Conservação da Biodiversidade – Dibio/ICMBio, Sr. Rômulo José Fernandes Barreto Mello, o Diretor da Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação/CODEVASF, Sr. Raimundo Deusdará Filho, o Representante da Pró-Fauna Assessoria e Comércio Ltda., Sr. Paulo Bezerra Silva Neto; o Procurador Federal, Sr. Vicente Gomes da Silva; o Pesquisador da área de Biodiversidade do Inpa, Sr. William Ernest Magnusson.
Segundo Rebecca, Os animais silvestres devem ser entendidos não só como componentes fundamentais nos ecossistemas. Para as populações humanas que vivem na Amazônia, os animais são caças, presas, itens de sua dieta alimentar. "Esta talvez seja a mais importante função diante da variedade de relações existentes entre animais e humanos para as populações humanas que vivem na Amazônia", comentou a deputada.
Para ela, o avanço da fronteira agrícola e pecuária, a expansão dos projetos desenvolvimentistas, as frentes de mineração, o desmatamento, a queimada, a degradação dos ambientes naturais por atividades antrópicas, a introdução de espécies exóticas e o uso de agrotóxicos devem nortear o debate sobre a conservação da fauna no país.
sexta-feira, novembro 09, 2007
MEIO AMBIENTE - IPCC apresentará quarto relatório sobre mudanças climáticas

PARIS (AFP) - Especialistas do IPCC, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz 2007 junto com o ex-vice-presidente americano Al Gore, vão se encontrar em Valência (Espanha) a partir da próxima segunda-feira, para aprovar seu quarto relatório sobre as mudanças climáticas, que servirá para orientar a luta contra o fenômeno.
Desde janeiro, o grupo de especialistas do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC) publicou os três grandes capítulos deste relatório - avaliação científica do fenômeno, conseqüências e soluções possíveis - que confirmaram a amplitude e as graves conseqüências do aquecimento global.
Segundo as conclusões deste informe, haverá um aumento da temperatura mundial de 1,1 a 6,4°C em relação ao período 1980-1999 antes de 2100, com um valor médio compreendido entre 1,8 y 4°C.
A atividade humana produtora do gás de efeito estufa é claramente responsável pelos aumentos de temperatura já constatados, concluiu o IPCC.
Este painel da ONU, que estuda e reúne as pesquias realizadas por milhares de cientistas de todo os países, deve agora aprovar a síntese desses três capítulos e publicar um resumo dirigido às autoridades encarregadas de tomar decisões.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estará presente na entrevista coletiva à imprensa para apresentar o documento no dia 17 de novembro.
Em seus últimos três estudos, o IPCC apresentou conclusões sobre o aumento das temperaturas, a alta dos oceanos, a multiplicação das ondas de calor e derretimento da camada de gelo. A seguir, um resumo:
AVALIAÇÃO CIENTÍFICA:
- A mudança do clima é inequívoca e as emissões de gases de efeito estufa, provocadas pelas atividades humanas (principalmente gás, carvão, petróleo) são responsáveis (90% de certeza) pelo aumento das temperaturas nos últimos cem anos (+0,74°C).
- A temperatura mundial deve aumentar entre 1,1 e 6,4°C em relação a 1980-1999 até 2100, com um valor médiO mais seguramente compreendido entre 1,8 e 4°C. O aquecimento será mais importante nos continentes e nas latitudes mais elevadas.
- O aumento da temperatura foi duas vezes mais importante no Polo Norte do que na média mundial nos últimos 100 anos, provocando o derretimento acelerado da camada de gelo.
- O nível dos oceanos poderá, segundo as previsões, subir de 0,18 m a 0,59 m no final do século em relação ao período 1980-1999.
- Os calores extremos, ondas de calor e fortes chuvas continuarão sendo mais freqüentes e os ciclones tropicais, tufões e furacões, mais intensos.
- As chuvas serão mais intensas nas latitudes mais elevadas, mas diminuirão na maioria das regiões emersas subtropicais.
PRINCIPAIS IMPACTOS:
- Inúmeros sistemas naturais já estão afetados e os mais ameaçados são a tunda, as florestais setentrionais, as montanhas, os ecossistemas mediterrâneos e as regiões costeiras.
- Até 2050, a disponibilidade de água deve aumentar nas latitudes elevadas e em certas regiões tropicais úmidas, mas a seque deve se intensificar nas regiões já afetadas.
- 20 a 30% das espécies vegetais e animais estarão ameaçadas de extinção se a temperatura mundial aumentar de 1,5 a 2,5°C em relação a 1990.
- A produção agrícola deve aumentar levemente nas regiões de médias e altas latitudes (frias) se o aumento da temperatura se limitar a menos de 3°C, mas poderá diminuir se ultrapassar esse limite. Nas regiões secas e tropicais diminuirão tão logo ocorra um aumento local das temperaturas de 1 a 2°C.
- Milhões de pessoas se verão afetadas pela má nutrição, as enfermidades ligadas às ondas de calor, as inundações, as secas, as tempestades e os incêndios
- Até 2050, a disponibilidade de água deve aumentar nas latitudes elevadas e em certas regiões tropicais úmidas, mas a seque deve se intensificar nas regiões já afetadas.
- 20 a 30% das espécies vegetais e animais estarão ameaçadas de extinção se a temperatura mundial aumentar de 1,5 a 2,5°C em relação a 1990.
- A produção agrícola deve aumentar levemente nas regiões de médias e altas latitudes (frias) se o aumento da temperatura se limitar a menos de 3°C, mas poderá diminuir se ultrapassar esse limite. Nas regiões secas e tropicais diminuirão tão logo ocorra um aumento local das temperaturas de 1 a 2°C.
- Milhões de pessoas se verão afetadas pela má nutrição, as enfermidades ligadas às ondas de calor, as inundações, as secas, as tempestades e os incêndios
7 de novembro de 2007
quarta-feira, novembro 07, 2007
CULTURA - BNDES altera regras de apoio ao audiovisual para fomentar produções independentes de TV

Uma notícia importante para a área do audiovisual, que servirá como um feixe de luz nas produções brasileiras. Um Incentivo para filmes, documentários e animação.
"A diretoria do BNDES aprovou alteração no regulamento do Banco para operações de investimento na atividade audiovisual, permitindo que produtoras independentes obtenham financiamento e recursos não-reembolsáveis para a realização de filmes, documentários e animação para a TV.
"A diretoria do BNDES aprovou alteração no regulamento do Banco para operações de investimento na atividade audiovisual, permitindo que produtoras independentes obtenham financiamento e recursos não-reembolsáveis para a realização de filmes, documentários e animação para a TV.
Trata-se de uma extensão do apoio já concedido ao cinema, agora exclusivamente para projetos com distribuição e exibição em TVs nacionais e estrangeiras, garantidas por meio de co-produções internacionais. Com a mudança, o Banco disponibilizará R$ 6 milhões por ano em recursos não-reembolsáveis (dotação máxima), para as produções independentes de TV.
Os investimentos os projetos audiovisuais voltados para exibição em TV que atendam cumulativamente os seguintes requisitos: I) Tenham obtido aprovação do BNDES para um pleito de financiamento no âmbito do Programa de Apoio à Cadeia Produtiva do Audiovisual – Procult II) Tenham firmado contrato internacional de co-produção, com participação da empresa brasileira correspondente a, no mínimo, 40% do orçamento total do projeto, no âmbito de acordos de cooperação bilaterais firmados pelo Brasil com outros países para a atividade audiovisual III ) Tenham firmado contrato de distribuição internacional e tenham assegurada a sua exibição em canais ou redes de radiodifusão brasileiros.
Desta forma, os recursos serão destinados a quem obtiver aprovação de financiamento por meio da linha de apoio à produção audiovisual (Procult). O beneficiário poderá acessar um complemento não-reembolsável correspondente a 50% do valor do seu financiamento na linha Procult, limitado ao teto de R$ 1,5 milhão por projeto. Para o setor de animação, o procedimento é o mesmo, mas o percentual não-reembolsável sobe para 75%, com o mesmo limite de R$ 1,5 milhão.
Os financiamentos - O Sistema BNDES apóia a atividade audiovisual há 12 anos. Já foram aportados mais de R$ 93 milhões na produção de 284 obras cinematográficas, sendo 247 longas-metragens e documentários, por meio de Edital de Seleção Pública anual, com dotação orçamentária de R$ 12milhões. Os recursos são provenientes da aplicação de incentivos fiscais previstos na Lei do Audiovisual.
O mecanismo que historicamente regeu o apoio do BNDES ao cinema foi o patrocínio. Porém, desde a criação do Departamento de Economia da Cultura (Decult), em junho de 2006, a forma de apoio aos setores culturais vem sendo reformulada. A criação de um departamento voltado especificamente às indústrias integrantes da Economia da Cultura justifica-se pela crescente representatividade econômica e de geração de emprego e renda desse segmento, que constitui uma nova e poderosa frente de desenvolvimento para o Brasil. Nesse sentido, além do patrocínio por meio do Edital de Cinema, o BNDES passou a apoiar o cinema nacional também através do investimento em Funcines e por meio da oferta de linhas de financiamento criadas para atender às características do setor (Procult).
Atualmente, o Brasil possui acordos de co-produção bilaterais no segmento audiovisual com os seguintes países: Argentina, Alemanha, Canadá, Chile, Colômbia, Espanha, França, Itália, Portugal e Venezuela.
Atualmente, o Brasil possui acordos de co-produção bilaterais no segmento audiovisual com os seguintes países: Argentina, Alemanha, Canadá, Chile, Colômbia, Espanha, França, Itália, Portugal e Venezuela.
Percebendo essa janela de oportunidade, a Associação Brasileira de Produtores Independentes de TV (ABPI-TV) firmou uma parceira com a APEX, em 2004, para promover a exportação de obras audiovisuais brasileiras através da criação de um Projeto Setorial de Exportação.
Entre os gêneros com maior potencial de exportação destacam-se os documentários e as séries de animação. Em relação aos primeiros, o Brasil dispõe de conteúdos temáticos inéditos (recursos naturais, aspectos sociais e culturais, etc), de grande interesse para as redes de televisão estrangeiras.
Estima-se que hoje existam cerca de 70 projetos audiovisuais com acordos de co-produção internacional firmados, sem conseguir recursos correspondentes à parte brasileira. A nova modalidade pretende contribuir para suprir essa lacuna."
6 de novembro de 2007
terça-feira, novembro 06, 2007
MEIO AMBIENTE - Mudança climática pode acabar com a globalização, diz relatório

Da Folha Online :
As alterações no clima do planeta podem acabar com a globalização antes de 2040, alertam especialistas norte-americanos em relatório divulgado nesta segunda-feira (5). A tendência, segundo o relatório, é que os países se isolem para poupar seus escassos recursos, com o surgimento de conflitos pelo deslocamento de refugiados de secas e da elevação dos mares.
A escassez dos recursos naturais deverá ditar os termos das relações internacionais no futuro, segundo Leon Fuerth, da Universidade George Washington, um dos autores do relatório. "A cooperação global com base em um mundo rico em recursos pode dar lugar a um regime onde as matérias-primas vitais são escassas', disse Fuerth à Reuters, ao divulgar o relatório "A Era das Consequências".
"Algumas das conseqüências podem essencialmente envolver o fim da globalização tal qual a conhecemos, pois diferentes partes da Terra se contraem a fim de tentar conservar o que precisam para sobreviver", disse Fuerth, que foi assessor de segurança nacional do ex-vice-presidente Al Gore.
De acordo com Fuerth, os países ricos "atravessam um processo de 30 anos de chutar as pessoas para fora do bote salva-vidas", enquanto as nações mais pobres sofrem as piores conseqüências ambientais, que podem ser "extremamente debilitantes em termos morais".
"Isso também indica que o tipo de ódio que se cria entre diferentes grupos será acentuado conforme esses grupos tentem se deslocar para locais mais amenos do planeta", disse Fuerth.
Com informações da agência Reuters
5 de novembro de 2007
segunda-feira, novembro 05, 2007
Discurso - Copa do Mundo

Excelentíssimo Senhor Presidente,
Senhoras Deputados e Senhores Deputados,
Dizem que das coisas menos importantes da vida, o futebol é a mais importante. Pode até ser, se considerarmos que existem aspectos da vida que devem ser colocados em outro patamar nessa escala de prioridades. No Brasil, no entanto, a paixão por esse esporte transcende qualquer explicação.
A escolha do nosso País como sede da Copa de 2014 tem uma importância especial. A realização do evento pressupõe investimentos em infra-estrutura, segurança, saúde, turismo, transporte, enfim, em vários setores da economia geradores de emprego, renda e qualidade de vida.
Essa é a oportunidade para que o País faça do futebol realmente uma das coisas mais importantes da vida. Transformar o evento em conquistas para as cidades e, consequentemente, para a sociedade, é o que se espera a partir de agora, quando se inicia o processo de preparação do País para abrigar a competição.
As 11 Garantias Governamentais assinadas pelo presidente Lula e seus ministros prevêem investimentos em diversas áreas, da permissão de entrada e saída para estrangeiros; permissão de trabalho; taxas e impostos alfandegários; isenção tributária; operações cambiais e bancárias; procedimentos de check-in, alfândega e imigração; direitos comerciais de exploração e proteção autoral; bandeiras e hinos nacionais; indenização; telecomunicação e tecnologia da informação, além de questões relativas à segurança pública, saúde e transporte.
Bem diferente, claro, da Copa de 50, a primeira e única realizada em nosso País, quando nem sequer pensávamos em passar pelos transtornos causados pelo apagão aéreo. O Brasil conquistou o direito de sediar a Copa de 2014, como candidato único, o que aumenta ainda mais o desafio de atender às exigências da Fifa e às expectativas mundiais. Como candidato único, o nosso País não pode jamais ficar em segundo lugar. Isso acontecerá se as medidas necessárias para a realização de um evento de tão grande magnitude como é o Mundial de futebol não forem urgentemente tomadas.
No que diz respeito ao meu Estado, o Amazonas, que pleiteia uma das sedes da Copa de 2014, o objetivo é realizar uma copa ecologicamente correta, transformar o evento num apelo em defesa da preservação do meio ambiente.
Senhoras Deputados e Senhores Deputados,
Dizem que das coisas menos importantes da vida, o futebol é a mais importante. Pode até ser, se considerarmos que existem aspectos da vida que devem ser colocados em outro patamar nessa escala de prioridades. No Brasil, no entanto, a paixão por esse esporte transcende qualquer explicação.
A escolha do nosso País como sede da Copa de 2014 tem uma importância especial. A realização do evento pressupõe investimentos em infra-estrutura, segurança, saúde, turismo, transporte, enfim, em vários setores da economia geradores de emprego, renda e qualidade de vida.
Essa é a oportunidade para que o País faça do futebol realmente uma das coisas mais importantes da vida. Transformar o evento em conquistas para as cidades e, consequentemente, para a sociedade, é o que se espera a partir de agora, quando se inicia o processo de preparação do País para abrigar a competição.
As 11 Garantias Governamentais assinadas pelo presidente Lula e seus ministros prevêem investimentos em diversas áreas, da permissão de entrada e saída para estrangeiros; permissão de trabalho; taxas e impostos alfandegários; isenção tributária; operações cambiais e bancárias; procedimentos de check-in, alfândega e imigração; direitos comerciais de exploração e proteção autoral; bandeiras e hinos nacionais; indenização; telecomunicação e tecnologia da informação, além de questões relativas à segurança pública, saúde e transporte.
Bem diferente, claro, da Copa de 50, a primeira e única realizada em nosso País, quando nem sequer pensávamos em passar pelos transtornos causados pelo apagão aéreo. O Brasil conquistou o direito de sediar a Copa de 2014, como candidato único, o que aumenta ainda mais o desafio de atender às exigências da Fifa e às expectativas mundiais. Como candidato único, o nosso País não pode jamais ficar em segundo lugar. Isso acontecerá se as medidas necessárias para a realização de um evento de tão grande magnitude como é o Mundial de futebol não forem urgentemente tomadas.
No que diz respeito ao meu Estado, o Amazonas, que pleiteia uma das sedes da Copa de 2014, o objetivo é realizar uma copa ecologicamente correta, transformar o evento num apelo em defesa da preservação do meio ambiente.
Quando candidata a Câmara Federal, lancei em campanha o projeto “Patrulheiro do Verde”, que previa a remuneração do caboclo do interior do Estado pela preservação da floresta. A idéia do professor Samuel Benchimol estava sendo, pela primeira vez, transformada em projeto político. O governador Eduardo Braga lançou proposta semelhante, o “Bolsa Floresta”, que está conquistando apoio dos países preocupados com a preservação do meio ambiente.
Incluir Manaus como uma das sedes da Copa do Mundo é uma excelente forma de mostrar ao mundo o trabalho que o Estado e o País vêem desenvolvendo para a preservação do planeta e para o combate ao aquecimento global. Ao mesmo tempo mostrar que o Amazonas tem potencialidades de realizar os investimentos necessários para abrigar tal evento. Temos tecnologia, um Pólo Industrial pujante economicamente e espaços necessários para a realização das estruturas e obras necessárias para dar suporte ao evento.
Hoje, Manaus já conta com um complexo esportivo onde estão instalados o estádio Vivaldo Lima, a Vila Olímpica e a arena Amadeu Teixeira, além do Centro de Convenções, o sambódromo, que pode ser utilizado como centro de imprensa, local de reuniões e de convenções, além de alojamento.
O que faz o homem ser eterno é sua eterna necessidade, já dizia Karl Marx.
A Copa do Mundo no Brasil é mais ou menos assim. O que pode fazer o País se desenvolver mais rapidamente é a necessidade de honrar os compromissos assumidos para dar ao mundo um exemplo de competência, organização e sucesso. Afinal, o Brasil é a pátria do futebol e, como tal, deve fazer um gol de placa.
Muito obrigada.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Amazonas Film Festival

Na próxima semana serei jurada no Amazonas Film Festival na área de documentários, um festival internacional que destaca filmes de aventura em todas as suas manifestações; enfatizando temas de ecologia, relações humanas, etnologia e vida selvagem.O evento acontece entre 9 e 15 de Novembro
Confira mais no site - www.amazonasfilmfestival.com.br











