26 de janeiro de 2008

MEIO AMBIENTE - Crédito fácil do governo contribui com o desmatamento na Amazônia



Do Jornal O Estado de SP


Estudo do Imazon mostra que vários programas oficiais para pequenos e grandes produtores incentivaram avanço


As facilidades de crédito oferecidas pelo Banco da Amazônia (Basa) para o setor de pecuária, tanto para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) quanto para produtores maiores, contribuíram para o desmatamento da Amazônia nos últimos cinco meses.

Estudo do cientista Paulo Barreto, pesquisador sênior do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), indica que isso está ocorrendo porque o Pronaf empresta recursos em todo o Brasil a taxas de juros que variam de 1% a 4% ao ano, além de descontos de 40% sobre o principal para valores até R$ 12 mil. A taxa básica de juros (Selic) fixada pelo Banco Central está em 11,25% ao ano. O Pronaf oferece ainda bônus de 25% na taxa de juros de custeio para os pequenos agricultores que honram suas dívidas.

Na Amazônia, esse dinheiro tem sido repassado com verbas do Fundo Constitucional do Norte Especial, destinado exclusivamente aos pequenos agricultores. Mas o Basa empresta também recursos do FNO para produtores rurais não familiares (FNO Normal) com taxas de juros subsidiadas - variando de 5% a 9%, conforme a escala do empreendimento. Esse mesmo fundo destinado a agricultores não familiares oferece ainda um desconto de 15% sobre os encargos financeiros para aqueles que pagam em dia suas dívidas.

De acordo com o estudo feito por Paulo Barreto, em 2006, dos R$ 371 milhões emprestados para o setor de pecuária, R$ 190 milhões (51%) foram para o Pronaf. Até outubro de 2007, dos R$ 158 milhões destinados a esse mesmo setor, R$ 105 milhões (66%) jorraram para a agricultura familiar. O Pronaf é um dos principais programas do governo federal destinados às pequenas propriedades. Surgiu há 13 anos e foi muito valorizado durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que aumentou as facilidades para o acesso a seus recursos.

Outros estudos do Imazon indicam que a influência do crédito fácil está ocorrendo na derrubada da floresta. Na Transamazônica, pequenos produtores em assentamentos rurais - o que permite o acesso ao FNO Especial - desmataram mais que aqueles fora dos assentamentos e sem crédito. Outro estudo mostrou que a taxa de desmatamento em 343 assentamentos na Amazônia foi quatro vezes maior do que fora deles.

Conforme a ONG Amigos da Terra, em 2007 pela primeira vez a Amazônia Legal passou da marca dos 10 milhões de abates bovinos, com aumento de 46% em relação a 2004. O número significou 41% dos abates bovinos de todo o Brasil em 2007, frente a 34% em 2004. O rebanho bovino da Amazônia Legal é de cerca de 74 milhões, pouco mais de um terço, visto que o Brasil tem perto de 206 milhões de cabeças.

Conforme a Amigos da Terra, de cada quatro cabeças adicionais de gado no Brasil nos últimos cinco anos, três têm origem na Amazônia. Outro dado da Amigos da Terra dá conta de que um terço das exportações brasileiras de carne in natura em 2007 foi oriundo de exportação direta da Amazônia, principalmente de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins. Em 2004, o Pará aumentou sua exportação direta em 7.800%, Rondônia em 1.350%, Mato Grosso em 360% e Tocantins em 150%. Existem ainda 200 abatedouros na região, sendo que só 87 têm registro do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura.


JUROS BAIXOS

Paulo Barreto mostra que as taxas de juros rurais na Amazônia estiveram muito abaixo das taxas de juros livres, que segundo o Banco Central variaram de dezembro de 2003 a dezembro de 2006 entre 26% e 34% ao ano para pessoas jurídicas, e 57% e 62% para pessoas físicas. Mesmo dentro do FNO Normal, as taxas de juros para o setor rural têm sido 23% mais baixas do que para os empreendimentos não rurais (7,25% a 11,5% ao ano de juros). "Com essas condições atrativas, os pecuaristas receberam R$ 1,89 bilhão de empréstimos entre 2003 e outubro de 2007, distribuídos em 14.500 contratos", disse Barreto. Do total de recursos, 45% foram para pequenos produtores (FNO Especial) e 55% para produtores médios e grandes (FNO Normal).

O pico de empréstimo ocorreu em 2004, ano de pico de desmatamentoPara Barreto, os empréstimos do Basa deveriam ser usados apenas para melhorar a qualidade e produtividade da pecuária, pois o FNO proíbe investimentos em áreas desmatadas. Mas, como o FNO constitui um subsídio, ele tende a aumentar o investimento nessa atividade mais do que o normal (usando taxas de juros de mercado). "E pode até estimular indiretamente o desmatamento. Um fazendeiro pode desmatar novas áreas sem empréstimo, pois sabe que obterá bons rendimentos usando o empréstimo subsidiado para comprar o rebanho", diz Barreto.


EXPLICAÇÕES

Para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o crédito fácil do Pronaf não estimula atividades que possam vir a causar danos ambientais. Em nota ao Estado, o MDA afirmou que o programa, criado há 13 anos, incentiva as práticas sustentáveis. "Em 2002, foi criada linha especial de crédito, Pronaf Floresta, que tem finalidade estritamente ambiental, incentivando projetos de sistemas agroflorestais, exploração extrativista ecologicamente sustentável, plano de manejo e manejo florestal", afirma o ministério. "Não há como relacionar o aumento das operações do Pronaf nos Estados da Amazônia Legal nos últimos cinco anos e o avanço do desmatamento verificado nos últimos meses.""Entre 2005 e 2006, registrou-se um crescimento de 17% no valor aplicado (no Pronaf) e 26% nos contratos na região.

Em 2007, as aplicações de crédito tiveram queda sensível de 45% no volume financiado e 40% no número de contratos - passando de R$ 1,3 bilhão (233.814 contratos) em 2006 para R$ 829 milhões (141 mil contratos) em 2007. No período em que o Pronaf crescia, o desmatamento caía. E, quando o desmatamento cresceu, as operações de Pronaf caíram, o oposto do que afirma o Imazon", afirma o ministério.

MEIO AMBIENTE - Pilhas são um perigo para o meio ambiente


COMENTÁRIO
Matéria veiculada neste Sábado (26.01) no Jornal Hoje - TV Globo, discutindo sobre a questão da destinação das pilhas. Aproveitando o gancho, irei levar á Comissão do Meio Ambiente e de Mudanças Climáticas a idéia de realizarmos uma campanha nacional sobre o tema, a fim de conscientizar as pessoas.Leia abaixo.
Quando estão carregadas, as pilhas e baterias facilitam a vida da gente. Mas depois que a carga termina, elas se transformam num problema sério para o meio ambiente.
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No controle remoto da TV, do som e do DVD. Na casa de Selmo, todos os aparelhos têm pilhas. Em média, cada brasileiro compra cem unidades por ano. “Torna tudo mais fácil”, diz Selmo.

No escritório, o biólogo José Milton Longo armazena as pilhas que já estão usadas. O cuidado para não jogá-las no meio ambiente começou oito anos atrás quando precisou se desfazer da bateria do celular. “Fui na revendedora credenciada da empresa e quando entreguei a bateria esperando a destinação mais nobre, eles jogaram no lixo”, conta.

Apesar de pequenas elas são perigosas. Uma pilha concentra grandes quantidade de metais pesados que demoram anos para se decompor. Zinco, mercúrio, chumbo que estão dentro da pilha, em contato com a nascente, podem contaminar a água que ficaria imprópria para consumo humano, animais e até mesmo para a produção agrícola. São poucos os pontos de recolhimento.

A professora Regiane Schio pesquisou os perigos dos resíduos domésticos. Na maioria das cidades brasileiras não há aterros sanitários e as indústrias não estão recolhendo as pilhas e as baterias. “Esta responsabilidade está sendo jogada para o consumidor e ele não tem a informação necessária e o apoio. Além de uma fiscalização maior e o comprometimento dos órgãos ambientais, falta um comprometimento maior da indústria que a lança no mercado, mas não se preocupa com o final”, acredita a professora.

POLÍTICA - Bancada feminina do AM quer mais mulheres no cenário político


COMENTÁRIO
O Jornal "Diário do Amazonas" publica neste Sábado (26.01) matéria sobre a inserção da mulher amazonense no cenário político. Muito mais do que desejo, é necessário preparo. E este preparo vem de formação pessoal,partidária, política. Mais do que isso.É preciso que sejam ofertadas informações a todas nossas mulheres. Motivação para lançar-se em um cenário tão competitivo e machista.
Se somos poucas ainda é por nossa própria culpa.A culpa de quem escolhe seus governantes. Se o cenário feminino é escasso nas câmaras e assembléias, como poderão ter representação as demandas femininas? E será que nós mulheres, quando estamos no poder, temos os olhos somente para as outras mulheres? Aí reside o equívoco e o paradigma principal que ronda o pensamento dos homens que se esquivam em nos dar um selo de confiança. A mulher tem um ponto mais do que positivo. O de ir além. Enquanto TODOS pensam nos problemas econômicos, de infra-estrutura, habitação, saúde etc. Nós enxergamos mais adiante, refletindo sobre tudo isso e todos aqueles que são afetados direta ou indiretamente. Assim como vale a máxima "pensar no cliente e não no produto" para a área de vendas, vale também outra para a área política "pense no beneficiado que o produto, ou mesmo o processo, será natural".
Se pensarmos nas inúmeras pessoas que todos os dias sofrem na cidade de Manaus com um sistema de transporte deficitário, enxergaríamos melhor as respostas. Mas não basta pensar, há de se aproximar, "sentir" o que cada um sente. Estar mais próximo. E criar em participação. Somente assim poderemos ter respaldo. E esse é o pensamento da mulher moderna, aliar conhecimento com o sentimento de estar próximo do outro, de ouví-lo.Sem demagogia e hipocrisia. Vamos pensar diferente?
Leia abaixo na íntegra.
Bancada feminina do AM quer mais mulheres no cenário político
As parlamentares do Amazonas defendem o aumento da participação feminina no cenário político. O Estado tem 1.563.850 mulheres, sendo que em Manaus elas são 824.331, ou 51% da população, mas apenas dez participam ativamente da política, em cargos eletivos. Para tentar reverter este quadro, semelhante em todo o País, esta semana, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) lançou uma campanha nacional para estimular o crescimento do número de candidatas nas eleições. A ala feminina da política amazonense aprovou a medida. A deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) disse que a bancada feminina na Câmara sempre discutiu o aumento da participação das mulheres na política. “Hoje, a representatividade é pouca”, diz.

Para a deputada federal Rebecca Garcia (PP), é necessário que homens e mulheres se dividam no poder. Segundo ela, é importante que se tenha visões sobre as questões sociais. Rebecca considera que a representatividade da mulher na política é mínima por falta de candidatas nas eleições. “A mulher na política é uma minoria, mas isso não quer dizer que seja por falta de opção. Na verdade é que são poucas as que se candidatam”, declarou. Segundo a deputada, no mês de março o PP vai lançar uma campanha para intensificar a participação das mulheres.

A deputada estadual Therezinha Ruiz (DEM), diz que a luta para a entrada das mulheres na política deve ser defendia pela categoria. “As campanhas são importantes, mas a defesa deve partir da ala feminina juntamente com os incentivos dentro dos partidos. No DEM, o assunto é defendido, mas é preciso muito mais que isso. A própria sociedade feminina precisa tomar conhecimento que os interesses femininos poderiam ser defendidos e discutidos com mais empenho se tivéssemos mais mulheres no poder”, destacou.

A vereadora Cláudia Janjão (PMN) considerou que a pouca representatividade das mulheres na política é decorrente da falta de opção. “Não é que haja preconceito da sociedade ao eleger mulheres. Vejo que as mulheres têm aversão à política. Isso não quer dizer que elas não entendam do assunto, mas, geralmente não gostam de se envolver no meio. Na política tem que ter envolvimento. E quando as mulheres se envolvem elas realmente vão a fundo”, destacou. Para a vereadora, as mulheres são mais sensíveis aos problemas sociais e muitas vezes desempenham melhor o mandato do que os homens.

Já a vereadora Lúcia Antony (PCdoB) afirma que 40% da bancada federal do PCdoB é representada por deputadas. Segundo ela, dos 13 deputados federais da legenda cinco são mulheres. Para Lúcia Antony, a representação feminina ainda é pouca devido à falta de incentivo e de oportunidades por parte dos partidos. “É preciso incentivo dentro dos partidos. No PCdoB, por exemplo, o assunto é sempre discutido e priorizado, tanto que hoje no Amazonas, nós temos duas representantes no parlamento”, afirmou. No Congresso Nacional a participação das mulheres é irrisória: na Câmara, as deputadas são 8,8% dos parlamentares; no Senado são 12,3%. A bancada feminina do Amazonas é formada pelas deputadas federais Rebecca Garcia e Vanessa Grazziotin, deputadas estaduais Therezinha Ruiz, Vera Castelo Branco (PTB) e Conceição Sampaio (PP), vereadoras Mirtes Sales (PP), Glória Carrate (PMN), Claudia Janjão e Lúcia Antony e pela prefeita de Santa Izabel do Rio Negro Eliete da Cunha Beleza (PR).

MEIO AMBIENTE - Ministra: RO dificulta combate ao desmatamento




Do Portal Terra


A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou o governador de Rondônia, Ivo Cassol, como o gestor estadual que mais dificulta o combate ao desmatamento no País. "É fato que ele é o governador com quem nós temos mais dificuldades de trabalhar nas ações de combate ao desmatamento e combate ao uso ilegal das áreas protegidas; tanto as áreas federais quanto as áreas estaduais", afirmou nesta sexta-feira em entrevista coletiva no Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Na última quarta-feira, o governador ordenou a retirada de reforço policial que dava suporte a uma operação de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nos municípios de Machadinho D'Oeste e Cujubim, próximos da capital do Estado, Porto Velho. A ação acabou sendo suspensa.

A atividade, que também contaria com agentes das polícias civil e militar do Estado, teria como objetivo combater o desmatamento irregular e apreender madeira extraída ilegalmente na região, além de vistorias de planos de manejo, em conjunto com o governo do Estado.
"É fato que ele retirou o contingente da PM que estava dando suporte à operação, ele que deu a ordem", destacou Marina. Cassol reconheceu ter ordenado a saída dos policiais e argumentou que os fiscais do Ibama "querem desestabilizar o Estado de Rondônia para acobertar o Pará, o Acre e outros Estados".

A assessoria de imprensa do governador afirmou que a resposta à crítica feita pela ministra está em uma nota publicada na agência de notícias do Estado. De acordo com o texto, o governador considera o Estado uma "vítima" e afirma que, em 2004, pediu veículos para fiscalização ambiental e não foi atendido nem com "uma carroça".

25 de janeiro de 2008

SOCIEDADE - O retrato da realidade. A Violência contra a Mulher.

Para não ser espancada, mulher mata marido.


"A doméstica Lea dos Santos matou agora a pouco, na Compensa, com uma facada no coração, o marido Josinaldo Pereira, depois de ser ameaçada de espancamento. Josinaldo havia passado a noite bebendo em um bar nas proximidades de casa, não rua São Paulo, e quando retornou quis bater em Lea, que reagiu. Veja fotos da criminosa e da vítima, em instantes, no Blog".

COMENTÁRIO
Em matéria publicada nesta Sexta-feira (25.01) no http://www.blogdoholanda.com/, site jornalístico do Amazonas, vemos mais um caso de desespero e de nao operância da lei que protege a mulher.
A sanção presidencial à Lei Maria da Penha selou o destino de milhões de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no Brasil. A partir da tragédia pessoal de uma cidadã brasileira, vítima de agressões que deixaram marcas permanentes na alma e no corpo, o País enfim vê nascer no ordenamento jurídico nacional a sua mais importante resposta à sociedade internacional sobre os compromissos firmados por tratados e convenções há mais de dez anos para o combate à violência doméstica contra a mulher.
E foram muitas as mudanças: inovações no processo judicial, nos papéis das autoridades policiais e do Ministério Público, alterações no Código Penal, no Código de Processo Penal e na Lei de Execuções Penais.
Trata-se de um verdadeiro estatuto no combate à violência doméstica e familiar.

ONDE PROCURAR AJUDA NO AMAZONAS

Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulherligação gratuita de qualquer lugar do Brasil Para orientar as mulheres que estão em situação de risco e não sabem o que fazer para se verem livres das agressões sofridas. O serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana, em todo Brasil. Recebe também denúncias de discriminação racial e de orientação sexual.

Secretaria Municipal de Direitos Humanos – SEMDIH
Av. 24 de Maio, 399- Centro - Cep: 69010-050
Telefones: (92) 3633-5148 / 3633-2546
Fax: 3221-4288
http://www.manaus.am.gov.br/secretarias

Núcleo de Promoção dos Direitos da Mulher ¡V SEMDIH
Av. 24 de Maio, 399 – Sobre Loja
Telefones: (92) 3633-5148

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Manaus)
Rua Recife nº 3395, Conjunto Eldorado ¡V Parque Dez
Telefones: (92) 3236-7012 / 3634-3874

Instituto Médico Legal- IML
Av. Noel Nutels, nº 300 – Cidade Nova I
Telefones: (92) 3216-6040 / 3216-6041

Serviço de Atendimento ás Vítimas de Violência Sexual ¡V SAVAS
Rua Kamapuã, nº108, Hospital Francisca Mendes – Cidade Nova I
Telefone: (92) 2123-2911
Maternidade Moura Tapajós
Telefone: (92) 3671-3332

Defensoria Pública do Estado do Amazonas ¡V DPE
Rua Major Gabriel, nº 1728 – Centro
Telefone: (92) 3233-2087 / 3303-5061
www.defensoria.am.gov.br
gabinete@defensoria.am.gov.br
Horário de expediente: 7:30 às 13:30h

Conselho Municipal dos Direitos da Mulher ¡V SEMASC
Av. Darcy Vargas, nº 77 – Chapada
Telefones: (92) 3236-0474 / 3642-6277
http://www.sejus.am.gov.br/programas_01.php?cod=5855965

Programa Sentinela ¡V Atendimento à Criança, Adolescente e Família em Situação de Violência Sexual ¡V SEMASC
Av. Darcy Vargas, nº77 – Chapada
Telefones: (92) 3236-5435 / 3648-0655
http://www.saude.am.gov.br/projetos/cepav/cepav_encont_ajuda.php

Conselho Estadual dos Direitos da Mulher
Telefones: (92) 3648-0657
http://www.sejus.am.gov.br/programas_01.php?cod=5855965

TJ / AM Vara Especializada da violência doméstica e familiar contra a Mulher.
Telefones: (92) 7333-7557
http://www.tj.am.gov.br/
NA INTERNET

24 de janeiro de 2008

MEIO AMBIENTE - Proibir é a solução?

Proibir.Proibir.Proibir...Será que este será apenas o verbo que norteará as ações de todos os governos brasileiros? Quando vamos veremos palavras como "manejo, associação, cooperação, reinvenção"? Necessitamos de um novo modelo de gestão ambiental e florestal. As populações amazônicas agradecem. O mundo aplaude.

Leia matéria abaixo do portal G1.





36 municípios são proibidos pelo governo de desmatar




Esses munícipios são responsáveis por metade do desmatamento na região Amazônica. Será necessário o recadastramento das propriedades rurais nestes municípios.


A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou nesta quinta-feira (24) uma série de medidas para conter o desmatamento na Amazônia, entre elas o bloqueio do financiamento para atividades que gerem desmatamento e o embargo de propriedades rurais nos 36 municípios com maior incidência de desmatamento. A reunião foi convocada em caráter de emergência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi detectado que entre agosto e dezembro de 2007 o desmatamento no país foi da ordem de 7.000 quilômetros quadrados. Mato Grosso é o estado que concentra a maior parte da devastação, seguido do Pará e de Rondônia. Para reverter essa tendência, o governo pretende realizar uma série de ações envolvendo a Polícia Federal, o Ibama, Incra e os Ministérios do Meio Ambiente, da Defesa, da Agricultura, da Justiça e do Desenvolvimento Agrário. Homens do Exército e da PF vão combater ações de desmatamento. A PF enviou mais 300 homens para 11 postos de controle e a partir do dia 21 de fevereiro vai iniciar uma série de operações.


Lista
O governo também divulgou uma lista dos 36 municípios responsáveis por metade do desmatamento na região Amazônica. Eles estão localizados na Amazônia, no Pará, no Mato Grosso e no Amazonas. Segundo Marina Silva, está proibido o desmatamento nestes municípios até que os proprietários rurais façam o recadastramento de suas propriedades. De acordo com a ministra, o proprietário rural que não recadastrar sua propriedade não poderá adquirir empréstimos ou até mesmo vende-la. As empresas que compraram produtos agrícolas destes proprietários rurais serão considerados co-responsáveis pelo desmatamento e poderão ser punidos com sanções e multas até a suspensão de suas atividades comerciais.

SOCIEDADE - O descaso com o Transporte público. Até quando?

Todas capitais brasileiras enfrentam problemas de transporte urbano. Umas mais, outras menos. Excesso de velocidade dos condutores, falta de veículos, paradas, trabalhadores treinados, cobranças indevidas e altas demais para a população pagar, ausência de planejamento viário, entre outros. No começo dos anos 2000, a cidade de São Paulo viveu um momento de renovação de sua frota e de construção de novos corredores de ônibus. Atualmente Brasília inicia seus primeiros passos para a implantação do programa "Brasília Integrada". Já Curitiba é uma das primeiras a criar um sistema eficiente que agrada grande parte de sua população.
O administrador que assumir a prefeitura de Manaus, deverá conhecer todos estes projetos bem geridos e planejados, adequando cada um para a realidade regional e não se esquecendo que a frota de automóveis cresce assustadoramente a cada ano.

Leia abaixo matéria publicada no blog do jornalista Raimundo Holanda - http://www.blogdoholanda.com/ - sobre a questão do transporte urbano no município de Manaus - AM, intitulada "Retrato do Descaso".
E mais abaixo, artigo sobre o transporte público de Curitiba-PR.


http://www.blogdoholanda.com/news/detail.asp?iData=1400&iCat=623&iChannel=1&nChannel=News

A DIFERENÇA - Sistema de Transporte Coletivo Mais Diferenciado do Brasil



A partir de 1974, Curitiba passou a dispor do Sistema de Ônibus Expresso, o chamado metrô de superfície. Trata-se de uma solução inédita para ligação entre o centro e os bairros por vias exclusivas. Assim foi criado o sistema trinário de vias, que tem ao centro uma canaleta exclusiva para o Expresso, ladeada por duas vias de tráfego lento, em sentidos opostos. Paralelamente existem ainda duas ruas de tráfego rápido. A canaleta possibilita o aumento da velocidade média dos ônibus sem comprometer a segurança dos passageiros.

Atualmente são 72Km de vias exclusivas, que cruzam a cidade nos sentidos Norte, Sul, Leste, Oeste e Sudeste (Boqueirão). Os grandes eixos são complementados por 270Km de linhas alimentadoras e 185Km de linhas interbairros. Somado às linhas convencionais, o sistema de transporte urbano de Curitiba cobre toda a área do município.Implantado nos anos 70 com a preocupação de privilegiar o transporte de massa, o sistema é reconhecido por aliar baixo custo operacional e serviço de qualidade. Cerca de 1,9 milhão de passageiros são transportados diariamente.Ganhador de diversos prêmios internacionais. O mais recente, concedido pela prestigiosa instituição inglesa Building and Social Housing Foundation, é apenas um exemplo. Outro é a classificação do sistema como "exemplar", feita pelo Worldwatch Institute, um dos maiores institutos de pesquisa ambiental dos Estados Unidos.


O grande diferencial do transporte curitibano é dispor de tarifa integrada, permitindo deslocamentos para toda a cidade pagando apenas uma passagem. Cada pessoa pode compor seu próprio percurso, já que o sistema é integrado por meio de terminais e estações-tubo. Os terminais são pontos de integração localizados nos extremos dos eixos estruturais. Os usuários que moram nas regiões vizinhas chegam até um dos 21 terminais existentes por meio de "linhas alimentadoras". De lá podem escolher qualquer percurso pagando apenas uma tarifa. Os ônibus da Linha Expresso complementam o trajeto até o centro da cidade. Qualquer outro ponto de Curitiba pode ser alcançado com os ônibus da Linha Interbairros e Ligeirinho.Já as estações-tubo, são 351 plataformas de embarque e desembarque, no mesmo nível da porta de acesso dos ônibus da Linha Direta, apelidados de "Ligeirinhos".

A tarifa é paga antecipadamente, na própria estação, dispensando-se a presença do cobrador no interior do coletivo. Os veículos percorrem os trajetos em menor tempo, dispondo de estações-tubo a cada 800 metros, em média.A cobrança antecipada da tarifa provoca economia de tempo para o usuário de até uma hora por dia. E, em relação ao sistema convencional, economiza até 18% do custo operacional. Ao todo, 195 estações-tubo são dotadas de elevadores para deficientes físicos. A Rede Integrada de Transporte está voltada também para os deficientes físicos. Eles têm elevadores ou rampas de acesso aos terminais de ônibus e estações-tubo. Há, ainda, quatro linhas especiais, equipadas para facilitar a vida dos portadores de deficiências físicas. Em caráter complementar, o transporte de alunos do ensino especial é feito por linhas exclusivas, que buscam o estudante em sua residência.

SOCIEDADE - O descaso com o Transporte público. Até quando?

MEIO AMBIENTE - Quanto você está disposto a pagar?Plano para clima custará €3 por semana a europeus.

Todos nós temos valores e conceitos dos quais fazemos o nosso propósito de vida para sermos pessoas melhores a cada dia. Pode ser um amor, uma religião, a carreira profissional ou simplesmente um princípio de vida.Você se preocupa em preservar o meio ambiente onde vive? Leia abaixo matéria publica na mídia internacional sobre os caminhos operados na comunidade européia para tentar "minimizar"os impactos das alterações climáticas.




UE diz que medida vai onerar seu setor produtivo e promete "proteger" empresas se acordo global contra efeito estufa não vingar
Christophe Karaba/Efe

Torres de resfriamento de usina nuclear em Cattenom, França; tecnologia não emite carbono
DA REDAÇÃO

Os cidadãos da UE (União Européia) terão de desembolsar 3 cada um por semana para ajudar a bancar o plano do bloco de países contra o aquecimento global. O valor estimado do projeto, que prevê um corte de 20% na emissão de gases de efeito estufa até 2020 (em relação aos níveis de 1990), foi anunciado ontem.

Em entrevista coletiva, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, anunciou que o plano deve consumir em média 0,5% do PIB da UE anualmente -um preço que considerou barato, porque o custo de não fazer nada seria muito maior."Todo dia o preço do petróleo e da gasolina sobe, e o custo real do pacote [o plano da UE contra o efeito estufa] cai", disse. "Ao invés de custos, deveríamos estar falando de ganhos para a União Européia."
Segundo Durão Barroso, boa parte do plano será bancada por meio da taxação de indústrias poluidoras, sobretudo no setor de energia. O sistema tributário usado para isso será o "cap-and-trade" (no qual emissões acima de uma certa quota são comercializadas).
A usinas movidas a combustíveis fósseis deverão ter de desembolsar cerca de 50 bilhões por ano para poder funcionar. Esse dinheiro deverá servir, entre outras coisas, para estimular a construção de usinas de geração de energia por meio de fontes renováveis.
A taxação e a conversão tecnológica farão o preço da eletricidade subir em média 15%, estima a UE. Haverá metas obrigatórias de cortes de emissão para os 27 países do bloco, mas a distribuição será desigual. Nações ocidentais mais ricas terão cortes mais profundos para permitir que as do Leste europeu tenham seu crescimento menos comprometido.
Proteção comercial
O presidente da Comissão Européia deu destaque em seu discurso ao fato de que todas essas medidas devem onerar o setor produtivo nos países do bloco. Isso pode comprometer a competitividade de produtos europeus no mercado externo, caso os parceiros comerciais do bloco não entrem em acordo sobre um pacto global para reduzir as emissões de gases-estufa em tempo hábil."Se não fizermos progresso com esse acordo global, nós vamos proteger as empresas européias", disse Durão Barroso, dando sinal de que poderão surgir barreiras para importação. "Se eles [outros países] acham que nossas medidas são protecionistas, por favor façam o mesmo. Tentem atingir as mesmas metas."
A UE diz que deve aumentar para 30% sua meta de corte até 2020, se outros países concordarem com um plano global com meta de 20%.De acordo com o plano europeu, as fontes de energia renovável deverão representar 20% matriz energética em 2020. Hoje elas são 8,5% apenas. A mudança representará o corte de 900 milhões de toneladas de CO2.Fontes de energia como vento, sol e biocombustíveis movimentam um volume total de 30 bilhões hoje na europa.
Expandir o setor custará 18 milhões por ano, mas resultará em economia de energia e mais empregos, afirma Durão Barroso. A UE projeta uma estimativa de receita de 15 bilhões para o setor em 2016.A porcentagem de biocombustíveis na matriz energética de transporte deverá ser de 10% até o fim do período do plano, mas leis exigirão que sua produção tenha de ser "ambientalmente neutra".
Insuficiente
O plano europeu para cortes de emissões foi considerado relativamente tímido por ONGs ambientalistas. "As partes promissoras desse pacote energético acabam sendo ocultadas por uma meta para gases-estufa que está bem abaixo do necessário", diz Sonja Meister, da Amigos da Terra. "Reduzir os gases estufa em 20% simplesmente não é o suficiente."O IPCC (painel do clima da ONU) estima que as emissões globais de gases-estufa têm de cair pela metade até 2050. Se isso não for feito, o aumento da temperatura média do globo deve ultrapassar os 2C, limite considerado "perigoso".O Greenpeace criticou a meta para biocombustíveis no setor de transporte, alegando que essa fonte, na Europa, é mais adequada para eletricidade.


MEIO AMBIENTE - Desmate cresce e põe Planalto em alerta




Da Folha de S.Paulo

Medições feitas pelo Inpe indicam aceleração em meses de chuva, o que é anormal; preocupado, Lula reúne ministros hojeReaquecimento dos preços de gado e soja impulsiona corte da Amazônia, que pode ter batido 7.000 km2 entre agosto e dezembro

O Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou a derrubada de 3.235 km2 de floresta na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007. Mas a área real devastada entre agosto e dezembro pode ter alcançado o dobro disso: até 7.000 km2, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
Os dados foram apresentados ontem em novo alerta de desmatamento na Amazônia. Preocupado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência com seis ministros hoje no Palácio do Planalto.Segundo avaliação da equipe da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), o retrato feito pelo Deter indica uma tendência de alta "inequívoca" no ritmo das motosserras, cuja ação o governo vinha conseguindo conter desde 2004.
O reaquecimento da devastação a partir de meados de 2007 já vinha sendo indicado por projeções do próprio Inpe e de um sistema independente, do Imazon, uma ONG de pesquisas de Belém.Para o Inpe, o ritmo mostrou-se especialmente acelerado em Mato Grosso -que havia perdido a liderança no ranking do desmatamento para o Pará- e em novembro e dezembro, meses em que tradicionalmente não há corte raso da floresta porque chove muito.Segundo o Imazon, no entanto, a real explosão no final do ano aconteceu no Pará: dados que serão publicados hoje pela ONG mostram um crescimento de 300% em novembro em relação a outubro. Para os cinco meses (agosto a dezembro), a perda da floresta aumentou 74%. Para o Inpe, o aumento foi de apenas 18%.
Para Adalberto Veríssimo, do Imazon, apesar das discrepâncias ambos os dados trazem uma mensagem clara: "O aumento do desmatamento está absolutamente confirmado e bem caracterizado". Em meados de 2007, quando essa tendência começou a aparecer, lembra Veríssimo, o governo negou a subida. Agora, se as projeções do MMA estiverem certas, em cinco meses, três deles (outubro a dezembro) de tradicional baixa na devastação, cortou-se 62% de tudo o que se cortou no ano passado.
Boi e soja, é claro
Marina Silva apontou como prováveis causas do aumento do desmatamento a pressão por aumento da produção de soja e carne, commodities cujos preços subiram. Os satélites indicam que o desmatamento se concentrou em regiões produtoras de soja -o Nordeste mato-grossense, onde o governador do Estado, Blairo Maggi, tem uma fazenda- e de gado -o Sudeste do Pará."A pecuária e a soja são atividades típicas desses Estados; a realidade econômica indica que essas atividades pressionam o desmatamento", observou a ministra.
"Esperamos conseguir conter o desmatamento mesmo com o aumento do preço das commodities."Veríssimo, do Imazon, se diz preocupado com o que acontecerá a partir de abril, quando a Amazônia seca e o desmatamento esquenta para valer. "A decisão de desmatar devido ao aumento das commodities já está tomada. Como o governo vai reverter isso?"Ele afirma que o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento do governo ainda não incorporou as restrições de crédito aos produtores rurais que desmatam ilegalmente. Sem isso, avalia, será difícil evitar um desastre em 2008."Sem controle da produção, não teremos solução para o desmatamento", investiu Gilberto Câmara, diretor do Inpe, ao defender o rastreamento da origem da soja e do gado na Amazônia.
Este deve ser o tema mais polêmico da reunião de hoje no Planalto: como conciliar o aumento da produção agropecuária e o avanço da fronteira agrícola com a queda do desmatamento.A equipe do Meio Ambiente sugere o uso mais intenso de 160 mil quilômetros quadrados de áreas de florestas já derrubadas, áreas que seriam pouco aproveitadas.
O Ministério da Agricultura estima em R$ 850 o custo por hectare de recuperação de pastos degradados e avalia que o valor elevado incentiva o abate de árvores para a abertura de novos pastos.Decreto editado em dezembro por Lula pune quem comercializar ou mesmo transportar produtos de áreas desmatadas ilegalmente. "Vamos responsabilizar toda a cadeia produtiva", insistiu João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Meio Ambiente.
O decreto começará a ser regulamentado nos próximos dias, com a divulgação da lista dos 30 municípios que mais derrubam floresta. Os campeões são São Félix do Xingu e Cumaru do Norte, ambos no Pará, seguidos de Colniza (MT).O aumento do preço das commodities é apenas um dos fatores de pressão sobre a floresta. Marina Silva atribui também à proximidade das eleições municipais uma resistência maior dos governantes locais à ação dos fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

23 de janeiro de 2008

Mensagem do dia

MEIO AMBIENTE - Objetivos do plano europeu


BRUXELAS, 23 Jan 2008 (AFP) - A Comissão Européia apresentou nesta quarta-feira, em Bruxelas, seu plano de ação energético 20-20-20 de luta contra as mudanças climáticas, que tem como principal medida exigir da indústria o pagamento de cotas para poluir o meio ambiente.

Seguem os eixos da proposta de Bruxelas:

- OBJETIVOS OBRIGATÓRIOS COLETIVOS "20-20-20":

As emissões de gases de efeito estufa deverão ser reduzidas em 20% até 2020 em relação aos níveis de 1990. Este objetivo poderá ser elevado a 30% no caso de um acordo mundial sobre mudança climática.

As energias renováveis (eólica, solar, biomassa) deverão representar 20% do consumo energético total da União Européia em 2020.

A UE estabeleceu, além disso, um objetivo específico para os biocombustíveis, que deverão representar pelo menos 10% do consumo total do combustível e fuel no transporte.

Quanto à eficácia energética, o compromisso é economizar 20% do consumo total de energia para 2020 graças a uma melhor utilização da energia nas casas, indústria e transportes.

- EMISSOES GLOBAIS:

Cada país tem "seu" objetivo nacional obrigatório, estabelecido em relação aos níveis de emissão de 2005.

Os países da Europa Central, ainda em fase de recuperação econômica, podem aumentar suas emissões, mas com certos limites. Os países ricos da UE deverão, em compensação, reduzir suas emissões.

Nenhuma país deve reduzir suas emissões em mais de 20% e nenhum pode aumentá-la em mais de 25%.

- BOLSA EUROPÉIA DE CO2:

Este sistema permite às empresas intercambiar trocas de emissões de CO2 (também conhecidas como 'permissão para poluir'), que, a partir de 2013, serã pagas para incentivar as empresas a se adequarem às normas meio ambientais da UE.

O primeiro setor a pagar de forma completa por essas cotas será o da eletricidade, seguido de forma progressiva pela aviação, os produtores de alumínio e amoníaco e as as petroquímicas, entre outros.

- ENERGIAS RENOVÁVEIS:

Cada Estado tem um objetivo obrigatório de consumo para 2020 com relação a 2005 e deverá apresentar um plano nacional.

Os países com pouco potencial de desenvolvimento nesta área poderão comprar cotas no exterior para cumprir seu objetivo.

A UE estabeleceu, além disso, um objetivo específico para os bicombustíveis, que deverão representar ao menos 10% do consumo total de combustível nos transportes para 2020.

Apenas certos biocombustíveis denominados "duráveis" poderão ser contabilizados no objetivo de 2020. Não deverão ser produzidos com matérias-primas procedentes de florestas e selvas virgens ou zonas naturais protegidas.

SOCIEDADE - Humanidade mais carnívora: risco para a saúde e o meio ambiente


PARIS (AFP) - O consumo de produtos animais, que deverá aumentar em 50% até 2020, segundo a Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE), acarreta grandes riscos sanitários e coloca em perigo os ecossistemas, ressaltaram especialistas.

O aumento do consumo de carne em escala planetária ocorre sobretudo nas economias emergentes, tendo China e Índia como principais consumidores, e se traduz pelo comércio cada vez maior de produtos animais.

"Há riscos sanitários complementares, porque os produtos circularão mais rapidamente que o tempo de incubação das doenças", constata Jean-Luc Angot, diretor-geral adjunto da OIE.

Entre os fatores de surgimento ou ressurgimento de novas patologias, há também o aquecimento global, a modificação dos ecossistemas ou a mudança de hábitos alimentares.

"A febre catarral ovina (ou doença da língua azul) surgida em regiões onde não era conhecida anteriormente, como no norte da Europa, era considerada até então tropical", lembra Angot.

A destruição dos ecossistemas expõe o homem e os animais ao surgimento de novos agentes patogênicos. No final dos anos 90, o desmatamento na Malásia fez sair das florestas os morcegos frugívoros que contaminaram os porcos, levando à erradicação de muitas varas de porcos e provocando 300 mortes humanas.

As febres hemorrágicas como o Ebola também estão ligadas aos contatos entre o macaco e o homem devido ao desmatamento na África.

Em relação aos hábitos alimentares, o vírus da Aids poderia ter contaminado o homem ao cruzar a barreira da espécie por causa do consumo de carne de macaco, segundo uma hipótese que ainda não foi cientificamente provada.

O aumento do número de aves aumenta o risco de um vírus da gripe aviária passar por mutações para ser transmitido eficazmente de homem para homem, o que não parece felizmente ser o caso da cepa H5N1.

De maneira geral, "o desenvolvimento de criações industriais no Sudeste Asiático, na China e na Índia, nas portas das cidades cria problemas de hiperconcentração, de não-gestão de dejetos, de riscos sanitários", constata André Pfimlin, diretor de pesquisa e desenvolvimento do Instituto de Criações em Paris.

No final de 2006 a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calculou em um relatório que os bovinos produzem mais gases causadores do efeito estufa que os carros. O metano que expelem e o protóxido de nitrogênio de seus dejetos são muito mais nocivos para o meio ambiente que o CO2.

Este relatório também colocou em evidência que grande parte dessas emissões provinham de criações pastoris, praticadas por populações muito pobres do Sahel ou da Ásia Central que dependem do gado para sobreviver.

A margem de manobra é pequena para que se possa reduzir as emissões de metano, mas "se todos os sistemas de criação otimizarem seus dejetos, seus adubos, ganharão em dinheiro e reduzirão o risco de poluição para a água e para o ar", segundo Pfimlin.

Nas zonas tropicais, a produção de carne reduz também os "poços de carbono" (que reúnem CO2 na vegetação). "Quando queimamos a floresta, no Brasil, na América Central, e também na Indonésia, o fazemos muito freqüentemente para criações de gado e também para plantações de soja" que servem para alimentar os porcos e as aves, explica este especialista.

22 de janeiro de 2008

POLÍTICA - Municípios amazonenses recebem verba do Ministério das Cidades


Através de meu empenho junto ao Ministério das Cidades, na pessoa do colega progressista e ministro Márcio Fortes, os municípios Tefé-AM e Manacapuru-AM foram contemplados com importantes verbas na ordem de R$ 18 milhões - ambas relativas à area de infra-estrutura urbana e saneamento. Veja abaixo as tabelas do edital que foi publicado hoje na página do prezado ministério.

Como amazonense e parlamentar, é uma grata satisfação ver o empenho do poder executivo na resolução destas demandas sociais. É um passo expressivo para a transformação da realidade de meu Estado e de toda regiao amazônica.




SOCIEDADE - O Orkut e a participação popular



Para quem não conhece minha página no orkut


Nela, diariamente recebo várias sugestões, agradecimentos, críticas e discussões sobre temas importantes referentes ao meu Estado e ao País. Agradeço a todos que podem de uma forma indireta compartilhar de meu trabalho e, principalmente, me auxiliar no desempenho de minha função como parlamentar.

Abaixo seguem alguns scraps que tenho recebido ao longo destes meses que estou "online". Abraços a todos amigos orkutianos!





SOCIEDADE - Lula proibe venda de bebida alcoólica nas estradas


Uma excelente notícia para o nosso carnaval. Chega de mortes na estradas, atropelamentos etc.Precisamos entrar em numa nova fase, um novo modelo de acompanhamento e monitoramento do trânsito. Combater a imprudência e todos os excessos, sejam eles materiais ou imateriais.
Do Globo
"O Presidente Lula acaba de assinar uma Medida Provisória proibindo a venda de bebida alcoólica nas estradas federais. Enviará em breve ao Congresso um projeto de lei baixando de 13% para 0,5% o teor alcólico de bebidas para efeito de propaganda no rádio e televisão. Uma pesquisa do Ministério de Saúde constatou que 150 mil pessoas dirigem diariamente alcolizadas no país.

Quem desrespeitar a proibição da venda de bebida pagará multa de R$ 1,5 mil. Reincidentes receberão o dobro da multa e o acesso ao estabelecimento pela rodovia suspenso por dois anos.

Estabelecimentos comerciais às margens das rodovias deverão fixar avisos a respeito da proibição. Caso contrário, estarão sujeitos a multas de R$ 300,00..

Para que a nova lei seja cumprida, a Polícia Rodoviária Federal vai reforçar a fiscalização nas estradas com a Operação Carnaval - programa do Ministério da Justiça com lançamento previsto para 31 de janeiro."

Mensagem do dia


MEIO AMBIENTE - Pequim tem mais de mil novos carros por dia




Da Ansa, em Pequim

Mais de 400 mil automóveis entraram em 2006 na frota que circula nas ruas de Pequim, o que gera uma média de mais de mil novos veículos por dia, segundo estatísticas divulgadas nesta segunda-feira pelas autoridades municipais.

Circulam hoje em Pequim mais de três milhões de automóveis, no entanto, as autoridades não têm a intenção de colocar limites no crescimento da frota, mesmo com o tráfego em continuo crescimento e a aproximação dos Jogos Olímpicos em agosto.

Para os próximos anos está previsto que o número de veículos irá continuar a um ritmo de 10% ao ano.

Olimpíadas
Autoridades chinesas descartam no final de 2007 a possibilidade de limitar o número de carros particulares nas ruas de Pequim durante a Olimpíada de 2008. Pequim não seguirá o que foi adotado em Xangai, que restringe a circulação de veículos particulares.

A cidade de 17 milhões de habitantes inaugurou no segundo semestre do ano passado sua principal linha de metrô e reduziu o preço das passagens para encorajar que mais pessoas utilizem o meio de transporte. Uma nova linha também irá ligar o centro de Pequim ao aeroporto da cidade antes de agosto deste ano, quando acontece a Olimpíada.

MEIO AMBIENTE - Florestas podem não estar sumindo, diz inglês




Da Folha de S.Paulo

As florestas tropicais podem não estar desaparecendo em ritmo acelerado como se imagina. Ao contrário, podem estar se regenerando. Simplesmente não é possível determinar qual é a tendência global de longo prazo com base nas informações disponíveis hoje.

A afirmação aparentemente contra-intuitiva foi feita pelo geógrafo britânico Alan Grainger, da Universidade de Leeds, em um estudo publicado na edição desta terça-feira da revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Mas ela não significa que os cidadãos preocupados com o ambiente possam dormir tranqüilos. "Você deveria ir para a cama igualmente preocupado com o fato de que não existem no mundo instituições capazes de monitorar as florestas", disse o pesquisador à Folha.

A crítica de Grainger tem endereço certo: os relatórios globais sobre florestas da FAO, órgão das Nações Unidas para a agricultura. Esses relatórios, publicados regularmente desde a década de 1980, são o único dado oficial disponível para estimar a quantidade global de florestas tropicais. Eles serviram de base para centenas de estudos, inclusive os modelos do IPCC (o painel do clima das Nações Unidas) que estimam a emissão de gás carbônico por desmatamento tropical.

Acontece que os dados da FAO têm falhas sérias --e isso não é segredo para ninguém. "Eles são uma confusão", resume Dalton Valeriano, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). "São baseados em relatórios fornecidos pelos governos, e cada país faz do seu jeito. No Brasil, por exemplo, o relatório é feito pelo IBGE com base no censo. O proprietário da terra informa o quanto de sua propriedade tem de floresta."

Segundo Valeriano, até a definição de floresta varia de país para país. "O que no Sudão é floresta para a Nigéria é uma formação aberta", afirma.

A FAO tem ciência disso e, desde a Eco-92, tem tentado estabelecer um padrão para os inventários florestais. Mas o máximo que a agência consegue é fazer recomendações aos governos --não obrigá-los a segui-las.

O resultado disso foi relatado por Grainger após passar três anos revirando as estatísticas. Em 2000, a FAO mostrou que a área de florestas tropicais havia caído de 1,926 bilhão de hectares em 1990 para 1,756 bilhão em 2000 em 90 países.

Acontece que, dez anos antes, a agência dissera que a área de florestas nesses mesmos 90 países caíra de 1,910 bilhão de hectares em 1980 para 1,756 bilhão em 1990. Ou seja, cifras diferentes para o mesmo ano.

"Os erros das estimativas podem ser da mesma ordem que a floresta alegadamente perdida de um ano a outro", disse Grainger. "E os cientistas simplesmente pegam esses dados e põem nos modelos deles."

Após uma varredura nos dados da FAO, o britânico tentou fazer uma "média" com estimativas de várias fontes para saber se, afinal, as florestas estão sumindo. Concluiu que não existe tendência clara à diminuição. "Você poderia sugerir que elas estão crescendo, mas não há evidência convincente de que estejam declinando."

Elogio ao Brasil
A resposta pode estar no fato de que as estatísticas tendem a ignorar a regeneração que acontece quase sempre que uma área desmatada é abandonada. "Há muita regeneração que não vemos", disse. "Muitos países monitoram suas florestas só de dez em dez anos. Se todo mundo copiasse o Brasil [que tem um programa sistemático de monitoramento], o mundo seria um lugar melhor."

Mas até na Amazônia, que diz ter visitado uma vez, o britânico afirma que a regeneração pode estar compensando boa parte do desmatamento. "É um exagero", retruca Valeriano, do Inpe.

MEIO AMBIENTE - "Déficit ambiental" de país rico supera dívida de pobre



Da Folha de S.Paulo

O dano ambiental que ações de países desenvolvidos causaram aos países em desenvolvimento é maior do que a dívida externa da ala pobre do mundo. A conclusão é de um estudo publicado hoje por um grupo de ecólogos e economistas dos Estados Unidos.

O consumo e a destruição de recursos da natureza por parte dos ricos entre as décadas de 1960 e 1990 deverá impor ao longo do século 21 uma perda de US$ 7,4 trilhões da economia de países de renda per capita baixa e média. A dívida externa dos países pobres na mesma época atingiu US$ 1,7 trilhão.

Os autores do estudo, liderados pelo economista Richard Norgaard, da Universidade da Califórnia em Berkeley, trazem também um novo número do prejuízo que o dano ambiental no período estudado causará à humanidade como um todo: US$ 47 trilhões.

Em estudo na revista "PNAS", os autores afirmam ter feito "estimativas conservadoras" para os custos ambientais de atividades humanas ligadas a mudança climática, destruição da camada de ozônio, expansão da agricultura, desmatamento, pesca predatória e danos a mangues.

"Ajustando os valores dos impactos para os diferentes padrões de vida ao longo desses grupos [ricos e pobres], como é de costume, encontramos desequilíbrios notáveis", escrevem Norgaard e colegas. "Apenas por meio da emissão proporcional de gases de efeito estufa, o grupo rico pode ter imposto danos climáticos aos pobres maiores do que a dívida externa destes."

Apesar de o estudo ter lidado com diversos tipos de dano ambiental, o aquecimento global e o problema com o ozônio são de longe os fenômenos mais impactantes, representando mais de 97% das perdas.

Segundo o economista Peter May, da ONG Amigos da Terra, não é a primeira vez que se faz uma estimativa da chamada "pegada ecológica" global, mas Norgaard realizou um estudo "mais bem trabalhado e aprimorado". "Esse é o primeiro trabalho que faz isso mostrando em forma de matriz, revelando de onde vem o custo e para onde vai", afirmou May.

O economista afirma, porém, que quantificar os danos globais em termos de dólares ainda é uma ciência muito "inexata". Um problema com o que os economistas se deparam com freqüência nesse tipo de estudo, por exemplo, é o de tentar prever como a economia global vai se comportar no futuro.

Como é preciso escolher um pouco arbitrariamente, por exemplo, um valor para as taxas de juros futuras, o valor final acaba tendo uma grande margem de erro.

"No caso, eles usaram um valor baixo, que não se encontra muito na literatura [de economia]", diz May. Com um valor mais tradicional, argumenta o economista, a cifra final da "pegada ecológica" global estimada poderia ser menor. "O fator pode ser de mais de 50% de redução, por isso há tanta incerteza", diz.

21 de janeiro de 2008

MEIO AMBIENTE - Relatório britânico rejeita biocombustíveis e destaca seus danos




Da Efe, em Londres


O Reino Unido e a União Européia deveriam renunciar à promoção indiscriminada dos biocombustíveis porque causam mais danos que benefícios para o ambiente e prejudicam os países mais pobres, segundo um relatório parlamentar britânico publicado nesta segunda-feira.

O comitê de auditoria ambiental acusa em seu relatório Londres de apoiar os biocombustíveis sem se assegurar que sua produção não prejudicará a floresta tropical, não causará escassez de alimentos nos países em desenvolvimento nem contaminará fontes de água.

Segundo os deputados britânicos, as emissões de CO2 dos veículos a motor podem ser reduzidas mais facilmente com outros métodos menos prejudiciais para o planeta. O comitê defende uma moratória imediata para esse tipo de produção e propõe alternativas mais sustentáveis.

Os deputados britânicos criticam o fato de o governo britânico não levar em conta as advertências de importantes cientistas de que alguns métodos de produção de biocombustíveis têm um impacto mais prejudicial sobre o ambiente que os combustíveis fósseis tradicionais.

Entre os impactos negativos que identificam em seu relatório estão a energia usada no cultivo, a coleta, o transporte e o processamento das colheitas, a destruição de habitat naturais e das florestas tropicais, e o uso crescente de pesticidas e adubos.

A publicação do relatório coincide com a revisão realizada pela União Européia de sua estratégia sobre a mudança climática, que inclui um conjunto de regras destinadas a reduzir os danos causados pelos biocombustíveis.

A UE reconhece que é improvável que se alcance a meta de que 5,75% do combustível utilizado pelos automóveis que circulam pelas estradas européias sejam de origem biológica até 2010, chegando a 10% até 2020.

Os deputados britânicos reivindicam tanto a seu governo quanto à UE que se alterem os padrões de produção de biocombustíveis de modo que se apóiem apenas os que representem uma vantagem não só por emitir menos gases do efeito estufa, mas também pelos efeitos sobre a sustentabilidade do planeta.

POLÍTICA - Boas novas para o Amazonas II




Da Agência Brasil


Turismo na Amazônia pode receber investimentos de R$ 58 mi
O Banco da Amazônia (Basa) planeja investir R$ 58 milhões em turismo na Amazônia em 2008. A iniciativa partiu do próprio banco, que em dezembro de 2007 pediu ao Ministério do Turismo e às secretarias de Turismo dos nove estados da região projetos para o setor de acordo com a vocação turística de cada área. O banco também prevê financiar pequenos investidores.

O prazo para recebimento das propostas terminou nesta sexta-feira e agora o Basa vai analisar os projetos que poderão ser financiados. O gerente de Desenvolvimento Regional do Banco da Amazônia, Oduval Lobato, diz que se aplica pouco em turismo na região, mas o banco pretende apoiar quem quiser investir no setor.

"A Amazônia tem tanto potencial, mas a gente precisa transformar esse potencial em coisa efetiva, que possa gerar todos os benefícios que a sociedade deseja. Tudo que a gente está fazendo é parte da diretriz do Plano Nacional de Turismo. O banco busca parceiros, induz e apóia para eles transformarem essa idéia em coisas reais, em coisas práticas na região".

O diretor de Financiamento e Promoção de Investimentos do Ministério do Turismo, Alfredo Morais, está otimista. Ele diz que as comunidades tradicionais vão participar da iniciativa, porque o turista também vai procurá-las.

"Uma pessoa que visita outra cidade, outro país, não quer entrar em um shopping center. Vai querer um contato mais próximo da realidade, uma experiência cultural mais rica com as demais localidades da região".

De acordo com a Secretaria de Turismo do Pará (Paratur), o estado tem cinco ramos principais de turismo: rural, cultural, ecológico, de pesca e de negócios e eventos. O gerente de Negócios da Paratur, Daniel Alves, explica como o estado pretende dinamizar o setor.

"Aqui na Paratur, somos geralmente procurados por empresários que já atuam no setor turístico, ou por pessoas que desejam se tornar empresários dentro do turismo. A idéia é que essas pessoas possam receber orientação da Paratur sobre como podem elaborar seu projeto e, a partir daí, sim, pleitear um financiamento junto ao Banco da Amazônia.

POLÍTICA - Boas novas para o Amazonas I



Ação conjunta de ministérios irá beneficiar 23 cidades do AM

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lançará no próximo dia 28, o Programa Territórios da Cidadania. Concebido e coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o programa prevê 100 ações de 10 Ministérios nas áreas de apoio às atividades produtivas, acesso a direitos e ações de infra-estrutura, totalizando R$ 7 bilhões no ano de 2008. O Estado do Amazonas será um dos contemplados com esses investimentos, segundo informações da assessoria do MDA.

Elas receberão ações de 18 órgãos federais, visando a melhora do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lançará no próximo dia 28, o Programa Territórios da Cidadania. Concebido e coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o programa prevê 100 ações de 10 Ministérios nas áreas de apoio às atividades produtivas, acesso a direitos e ações de infra-estrutura, totalizando R$ 7 bilhões no ano de 2008. O Estado do Amazonas será um dos contemplados com esses investimentos, segundo informações da assessoria do MDA. O Territórios da Cidadania é um programa de desenvolvimento regional e garantia de direitos sociais voltado às regiões mais pobres do Brasil. Trabalha com base na integração das ações do Governo Federal e dos governos estaduais e municipais, em um plano desenvolvido em cada território com a participação da sociedade. Em cada território um Conselho Territorial composto pelas três esferas governamentais e pela sociedade determinará um plano de desenvolvimento territorial e uma agenda pactuada de ações.

Para este ano, foram selecionados 60 territórios de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). No Amazonas, o Governo Federal escolhidas 23 cidades, incluindo Manaus, para receber essa espécie de ação conjunta. Em 2009, serão 120 territórios alcançados pelo programa. A partir do dia 28, haverá lançamentos públicos em cada um dos 60 territórios, marcando o início da implantação do programa, que se caracteriza pela participação de estados, municípios e sociedade no processo de deliberação das ações, estimadas em mais de 6 mil obras e serviços em todo o território nacional.Menor IDHO Governo Federal já definiu e orçou as ações que irão compor o programa.

Serão R$ 2,45 bilhões para 52 ações de apoio às atividades produtivas; R$ 2,84 bilhões para 38 ações de cidadania e desenvolvimento social; R$ 1,37 bilhão para 10 ações na área de infra-estrutura.Os primeiros 60 territórios foram selecionados pelo menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). São áreas com maior concentração de agricultores familiares e assentamentos, beneficiários do Bolsa Família, populações quilombolas e indígenas, e agrupando municípios com baixo dinamismo econômico e com melhor organização social para encaminhar as reivindicações. Segundo o ministro o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, essa integração do conjunto de políticas públicas e dos investimentos previstos contribuirão para melhorar o IDH, evitar o êxodo rural e superar as desigualdades regionais.

Artigos - O longo prazo a curto prazo / O Ideoduto de Mangabeira

Leia abaixo dois artigos publicados na Folha de São Paulo. O primeiro, escrito pelo professor titular da Faculdade de Direito da Universidade Harvard (licenciado), atualmente ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos e ex-colunista da Folha . Já o segundo, uma espécie de "crítica" ao primeiro, produzido pelo jornalista e colunista da área científica do mesmo jornal,Marcelo Leite.


O longo prazo a curto prazo



Há toda diferença entre um projeto que paira sobre o mundo e um que intervém. Não há futuro viável que não se possa prefigurar já

MODELO DE desenvolvimento baseado em ampliação de oportunidades econômicas e educativas, para dar braços e asas ao dinamismo frustrado dos brasileiros -é isso o que mais quer a nação. Para construir esse modelo, é preciso formular plano de longo prazo e traduzi-lo em iniciativas tangíveis e prontas: primeiras prestações de outro futuro. É preciso tratar do longo prazo a curto prazo.


Desse entendimento resultou a decisão de organizar o trabalho inicial de minha pasta em torno de quatro grandes temas: oportunidade econômica, oportunidade educativa, Amazônia e defesa. Para cada um deles, formulamos, em colaboração com os ministros das respectivas áreas e com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ações que encarnem e antecipem novo modelo de desenvolvimento. Idéias, quando reforçadas por uma lógica de co-autoria dentro do governo e da sociedade, constituem o primeiro requisito para mudar o país.


Uma das iniciativas de oportunidade econômica é política industrial e agrícola voltada para as pequenas empresas e os empreendimentos emergentes que constituem a maior força de nossa economia. Formação de práticas e de quadros, ampliação do crédito ao pequeno produtor e transferência de tecnologia são as diretrizes.

Outra iniciativa se destina a refazer nosso modelo institucional de relações entre o trabalho e o capital. O Brasil está ameaçado de ficar espremido no mundo entre economias de trabalho barato e economias de produtividade alta. Precisamos escapar dessa prensa pelo lado alto, o da valorização do trabalho e da escalada de produtividade.


Não temos futuro como uma China com menos gente. É essa a preocupação que orienta o esforço de construir, com as centrais sindicais e as lideranças do empresariado, um plano para resgatar mais da metade de nossos trabalhadores da informalidade, reverter a queda da participação dos salários na renda nacional e reorganizar o regime sindical.


Em matéria de oportunidade educativa, são três os programas a que nos dedicamos, junto com os ministros Fernando Haddad (Educação), Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Gilberto Gil (Cultura). Rede de escolas médias federais que, ao fortalecer o elo fraco de nossa rede escolar, também sirva de instrumento para mudar nosso paradigma pedagógico no rumo de ensino analítico e capacitador.


Conjunto de procedimentos para reconciliar a gestão local das escolas pelos Estados e municípios com padrões nacionais de investimento e de qualidade. (A qualidade do ensino que uma criança brasileira recebe não deve depender do acaso do lugar onde ela nasce.) E programa de inclusão digital que organize infovia nacional, fortaleça as capacitações populares de acesso à rede, estimule a produção de conteúdos nacionais e crie estrutura de governança capaz de dar voz à sociedade civil, não só aos governos e às empresas.


Na Amazônia, o Brasil pode revelar-se ao Brasil. Zoneamento econômico e ecológico, que tome por pressuposto a resolução das questões fundiárias, é ponto de partida para delinear estratégias econômicas distintas para diferentes partes da Amazônia.


Uma estratégia para a Amazônia já desmatada, onde temos chance para deixar de repetir os erros de nossa formação econômica. E outra estratégia para a Amazônia com mata, que assegure que a floresta em pé, porém aproveitada de forma controlada e sustentável, valha mais do que a floresta derrubada. Na defesa, começa esforço vital para nosso futuro. Não há estratégia de desenvolvimento nacional sem estratégia nacional de defesa. A diretriz é reorganizar as Forças Armadas em torno de vanguarda tecnológica e operacional, pautada por cultura de mobilidade e de flexibilidade e baseada em capacitações nacionais. Essas iniciativas são apenas um começo. Não asseguram a reconstrução de nossas instituições, necessária para democratizar o mercado e para aprofundar a democracia.


Não nos eximem de formular estratégia de desenvolvimento nacional que seja abrangente e de longo prazo. O objetivo de tal estratégia não é tolher nosso futuro; é, pelo contrário, prover a nação de meios para que ela se possa reconstruir experimentalmente. Há toda diferença, porém, entre projeto que paira sobre o mundo e projeto que intervém no mundo. Não há futuro viável que não se possa prefigurar já. O bom do Brasil tem sido sua vitalidade. O ruim tem sido seu conformismo. Não basta nos rebelarmos contra a falta de justiça se não nos rebelarmos também contra a falta de imaginação. Vitalidade -vibrante, anárquica, quase cega- já temos. Quando a imaginação der olhos à rebeldia, teremos também grandeza.


O CONTRAPONTO....


O Ideoduto de Mangabeira






Depois de trocar a aprazível Cambridge, Massachusetts, pela aridez de Brasília, Roberto Mangabeira Unger, o extraordinário ministro de Assuntos Estratégicos, baixou na Amazônia com comitiva de mais de 30 pessoas. Cheio de idéias. Fora de seu lugar natural, pareciam também fora de propósito.Estava na lista o nome de Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, que fez o caminho inverso (dos cafundós do Acre para o Plano Piloto), mas não deu as caras. Deu foi um cano, e logo depois de falar em São Paulo num simpósio... criacionista (mas isso são outros 500). Assim funciona o governo.

Dá na veneta de um ministro formular um plano grandioso para metade do país, e os outros o deixam falando sozinho. É bem verdade que o alcance das idéias de Mangabeira não deve animar ninguém a acompanhá-lo naquela altitude. Nem em pensamento. Sua idéia que mais chamou atenção, a ponto de ocupar manchete de primeira página do jornal "O Globo", foi a de aquedutos para levar água da Amazônia ao Nordeste. Direto da sobra "inútil" para a falta "calamitosa". Simples.

Tão simples que o próprio Mangabeira se perguntou se não seria ingênuo. Sua resposta é técnica: novas maneiras de conceber e construir aquedutos. "A razão, porém, acabará por assistir ao ingênuo, não ao técnico. O custo do transporte de água é relativo às tecnologias disponíveis para transportá-la", pontificou. Empreiteiros devem ter aplaudido à beça. Engenheiros contraporiam, em reserva, que distância e valor por peso do bem a transportar também pressionam a equação, mesmo sem lastrear a imaginação. Sendo imponderáveis, não custa nada transportar muitas idéias -por exemplo- de avião. Mangabeira aproveitou o vôo para despejá-las em cascata sobre a comitiva brasiliense e as platéias amazônidas. Duas mais merecem comentário -uma deslocada, outra desinformada.

O ministro está preocupado com os índios da Amazônia: "Ameaçam afundar na desagregação social e moral -no ócio involuntário, no extrativismo desequipado, no alcoolismo e no suicídio". Para um filósofo e titular de Harvard, a incorreção antropológica soa chocante. Além de não se justificar pelos valores, o dito tampouco se fundamenta em fatos. Pode valer para um ou outro indígena na Amazônia, mas não é a regra para os muitos povos que lá tiveram suas terras demarcadas e homologadas. Decerto se aplica à tragédia dos guaranis em Mato Grosso do Sul, que não fica na Amazônia, no entanto. Mais alarmante é sua proposta de mobilizar o "potencial energético latente nas árvores -na celulose e na lignina". Em outras palavras, usar a floresta chuvosa para fazer combustível (álcool de madeira). Com "replantio constante das árvores", cuida de esclarecer o ministro.

É a prova cabal de que Mangabeira nada entende de mata amazônica. Apenas transfere para elas esquemas mentais lobrigados nos bosques temperados do hemisfério Norte. O potencial energético das árvores amazônicas já é mobilizado -à taxa de mais de 2 milhões de metros cúbicos por ano- na forma de carvão vegetal e ilegal. Tudo para alimentar uma dúzia de usinas de ferro-gusa no Pólo Carajás (Pará). A ferro e fogo, bem no estilo nacional. Além disso, o filósofo desconhece que o manejo florestal, na Amazônia, prescinde do replantio de árvores. A reposição é feita naturalmente, se forem deixadas produtoras de sementes em densidade suficiente na mata. Há grandeza nessa visão da vida amazônica. O que lhe falta é acuidade.

MARCELO LEITE é autor de "Promessas do Genoma" (Editora da Unesp, 2007) e de "Clones Demais" e "O Resgate das Cobaias", da série de ficção infanto-juvenil Ciência em Dia (Editora Ática, 2007).
Blog: Ciência em Dia (
www.cienciaemdia.zip.net). E-mail: cienciaemdia@uol.com.br

Artigo - Convite oficial à velocidade



A Folha de S.Paulo publica hoje interessante artigo de Rogério Gentile sobre o trânsito, as leis e o sistema político.Em um cenário em que mais e mais mortes somam-se nas estradas e avenidas deste País, é pertinente refletir sobre a nossa condição de dirigentes....nos dois sentidos....Leia abaixo


SÃO PAULO - Deve-se a uma medida eleitoreira, aprovada por Lula durante a campanha presidencial de 2006, boa parte da responsabilidade pelo atual recrudescimento das mortes nas estradas.Naquela ocasião, quando os números da brutalidade no trânsito eram os menores em anos, o governo achou por bem abrandar as multas por excesso de velocidade.
Por conta daquela decisão, um sujeito flagrado a 179 km/h em uma rodovia de 120 km/h recebe apenas uma multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira. Antes, eram R$ 574,62 e a suspensão da habilitação. O que era uma infração gravíssima virou grave. A grave virou média, e as conseqüências são as piores.
O índice de mortes em acidentes nas estradas federais estava em queda contínua. Foram 18,41 casos fatais em 2002 para cada 100 mil veículos; 15,77 no ano seguinte; 15,59 em 2004; 15,19 em 2005 e 13,59 em 2006. Agora voltou a subir: 13,89 em 2007.O absurdo da decisão fica ainda mais evidenciado quando se leva em conta que a maior parte das mortes, de acordo com a própria Polícia Rodoviária Federal, ocorre em trechos com bom estado de conservação (80,75%), em retas (71,4%), na luz do dia (53,6%) e com tempo seco (63%).
O convite oficial à velocidade foi agravado ainda pelo fato de que as lombadas eletrônicas, importante instrumento de fiscalização, ficaram desativadas na maior parte do ano passado por problemas na licitação -em 1999, quando começaram a ser instaladas, houve uma redução de até 85% nos acidentes nos trechos urbanos das rodovias.Agora, diante dos números e do que ficou conhecido na mídia como "o Natal sangrento", o governo vai enviar em fevereiro ao Congresso projeto que aumenta as penas para infratores. Nas palavras do ministro Tarso Genro (Justiça), num arroubo de preocupação, serão medidas "draconianas". Então tá.

20 de janeiro de 2008

SOCIEDADE - Contradições à vista e a prazo.


DO DICIONÁRIO : Diz-se que há contradição quando se afirma e se nega simultaneamente algo sobre a mesma coisa. O princípio da contradição informa que duas proposições contraditórias não podem ser ambas falsas ou ambas verdadeiras ao mesmo tempo.Existe relação de simetria, não podem ter o mesmo valor de verdade.



CONTRADIÇÕES DE UM MESMO ESTADO. ENQUANDO TEMOS UMA CAPITAL COM SUA ECONOMIA PUJANTE, CRIANDO EMPREGOS,FRENTES DE TRABALHO, EMPRESAS INTERNACIONAIS; NOSSO INTERIOR CONTINUA REFÉM DE UM PLANEJAMENTO QUE NÃO PRIVILEGIA AQUELES QUE MAIS NECESSITAM E QUE ESTÃO À MARGEM DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL. ENQUANTO NÃO PENSARMOS QUE O AMAZONAS É O AMAZONAS E NÃO APENAS MANAUS, CONTINUAREMOS A OLHAR DE BINÓCULOS O CRESCIMENTO DO PAÍS E O FIM DA DESIGUALDADE SOCIAL..


LEIA AS MATÉRIAS ABAIXO


Conheça os 50 municípios que mais criaram empregos em 2007
São Paulo, Santa Catarina e Paraná têm o maior número de cidades no ranking.Já oito estados não têm nenhuma cidade entre as que mais criarem empregos.




Quase metade do interior fica estagnado no emprego
Quase metade dos municípios amazonenses (45,2%) não apresentaram crescimento, ou tiveram redução na quantidade de empregos formais em 2007. De acordo a Superintendência Regional do Trabalho do Amazonas (SRT/AM), sete municípios (11,3%), não registraram admissão ou demissão de nenhum trabalhador com carteira assinada durante todo o ano passado. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, Manaus concentra 94,4% do saldo de empregos gerados no Estado.

Entre os municípios que não geraram admissão ou demissão de trabalhadores formais no ano passado estão Amaturá, Anamã, Anori, Beruri, Envira, Ipixuna e Japurá. As cidades que apresentaram os maiores índices de redução de empregos formais foram Presidente Figueiredo, Parintins, São Gabriel da Cachoeira e Lábrea, com mais de 2 mil demissões.

Fonte : G1 e Diário do Amazonas

SOCIEDADE - A moda e a preocupação mundial



Do G1

Cavalera desfila no Tietê

Com capas impermeáveis e máscaras, os jornalistas assistiram à manifestação-desfile da Cavalera a bordo do Almirante do Lago, embarcação que trabalha pela conscientização ambiental a partir da experiência real de navegar pelo Tietê no seu trecho mais degradado.

Logo na entrada do barco, o pintor Edu das Águas, cujos quadros são inspirados no rio, mostra suas telas que retratam, segundo ele, o Tietê do futuro.

Nas margens, com o concreto das pontes ao fundo, o desfile começou ao som de uma sirene de alerta. Apostando na reciclagem de materiais, a coleção foi aberta por um modelo masculino descendo a escadaria com uma echarpe da bandeira do Brasil.

Vestidões de cintura baixa, longos tomara-que-caia xadrez, roupas de combate para encarar o ritmo da vida urbana e casacos em forma de casulos surgiram marcados pela influência militar.

A apresentação atingiu seu objetivo: alertar para o desastre e constatar que 35% da poluição acumulada na Bacia do Tietê vêm do lixo jogado nas ruas e 76% das indústrias de São Paulo.

O desfile teve direção criativa de Marcelo Sommer, direção cênica de Alberto Renault, styling de David Pollak e beleza de Robert Setevão.