Ameaça da China contra o PIM

Rebecca Garcia conversará com técnicos dos ministérios para impedir ameaça da China contra o PIM

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário do Amazonas nas ações da nova estatal do governo federal

Defendesa do AM na guerra fiscal

Rebecca Garcia faz discurso na Câmara dos Deputados para defender o Amazonas na guerra fiscal contra São Paulo.

8 de Março, dia Internacional das Mulheres

Parabéns a todas nós mulheres!

Av. Das Torres

Ministro das Cidades acelerará liberação de recursos para 2º fase da Avenida das Torres.

2 de fevereiro de 2008

SOCIEDADE - Carnaval Carioca. Hoje tem Coari para o Brasil.

Neste Sábado (02.02) a Grande Rio, escola do grupo especial do Rio de Janeiro, homenagea a Cidade de Coari em seu samba enredo, com o tema "O Verde de Coari vem meu Gás, Sapucaí".
É um grande orgulho como amazonense ver nossa cultura veiculada em todo País, uma boa oportunidade para que todos conheçam nossas belezas, potencialidades turísticas e econônicas de uma região pujante, belíssima.
Parabéns a todo povo de Coari!
Veja a programação no site - www.granderio.org.br

1 de fevereiro de 2008

Relembrando projetos




Dica de site

www.mirtessalles.com


Gostaria de oportunizar uma boa leitura aos meus amigos internautas. Informações sobre projetos, leis e ações positivas na Câmara Municipal de Manaus.
Mirtes Salles, vereadora do município de Manaus-AM, eleita com expressiva votação em 2004(10.303 votos). A mulher mais votada do pleito daquele ano e que honra muito os quadros progressistas de nosso País.
Atualmente é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde vem tendo atuação destacada nas mais variadas esferas do setor público.
Começou sua carreira como apresentadora do Programa “Esporte Total”, transmitido pela TV Rio Negro, Canal 13, no ano de 1992, mesmo período que passou a ancorar o “Jornal do 13”, na referida emissora onde continuou até 1999. No mesmo ano de 1999, ingressou no “Programa Exija Seus Direitos” como repórter.
Formou-se em Jornalismo pela Faculdade Nilton Lins no ano de 2000 pela turma pioneira. Pós-graduada em Propaganda e Marketing pelo ISAE/Fundaçăo Getúlio Vargas em 2004. Atualmente é acadêmica do Curso de Direito da Faculdade Uninilton Lins.

MEIO AMBIENTE - Programa prevê onde árvores serão derrubadas na Amazônia




Sistema desenvolvido na Universidade de Brasília apresentou 70% de acerto.Tecnologia pode ser aplicada em outras áreas que necessitam de monitoramento

Um programa de computador desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB) se mostrou capaz de prever, com até 70% de precisão, as áreas com maior risco de desmatamento no sul do Pará, uma das regiões mais ameaçadas da Amazônia. Fruto do doutorado de um coronel da Aeronáutica, o sistema pode ser ampliado para o resto da floresta, assim como ser utilizado para combater outros problemas, como a disseminação da dengue e da febre amarela. O AmazonPD analisa as características da floresta -- como a localização das árvores, a proximidade a rios e a inclinação do solo -- e as estatísticas de desmatamento de anos anteriores. A novidade é que ele não apenas estima as taxas prováveis de desmatamento, mas também mostra onde a destruição vai ocorrer. “O objetivo é orientar onde aplicar os esforços de combate ao desmatamento diretamente para a área onde ele deve ocorrer”, explicou ao G1 o coronel Darcton Policarpo Damião, doutor em desenvolvimento sustentável e mestre em sensoriamento remoto. O programa revela que as áreas onde há mais desmatamento reúnem certas características especiais. Geralmente, a derrubada ocorre em áreas próximas a outras que já foram devastadas e a rios, onde se concentra a maioria das populações da floresta. A inclinação do terreno também é um fator importante. “Ninguém quer tirar tora de madeira no desfiladeiro”, explica Damião.

O pesquisador colocou em seu banco os dados da região de São Félix do Xingu, no sul do Pará, de 1985 a 2000 e testou a capacidade de “previsão” do sistema. “1988 é passado para nós, mas é o futuro de 1985. Pegamos as características de 85 e vimos o que acontecia em 88. A partir dessa data, seguimos de quatro em quatro anos e os dados se fortaleceram”, afirma ele. Quando chegou em 2000, Damião resolveu fazer uma projeção de dados e estimar como seria o desmatamento quatro anos depois. Quando 2004 chegou, os resultados se mostraram melhores que o esperado e o acerto passou de 70%. Com os dados de 2004, Damião formulou como será o desmatamento em 2008 na área –- no final do ano, pretende confirmar seus dados e acredita que eles vão bater. “A relação entre os dados e os resultados é bastante clara. É como saber que dois mais dois é igual a quatro e, com isso, ter certeza que quatro mais quatro vai ser oito”, diz ele. Diretor do Instituto de Estudos Avançados do Comando-geral de Tecnologia Aerospacial da Aeronáutica, Damião gostaria de ver seu projeto ajudando a combater o desmatamento na prática. Não é algo que ele possa fazer em seu centro de pesquisas. “Tenho diversos pesquisadores aqui, de diversas áreas, mas o instituto não trata de trabalhos ambientais”, diz ele. “No entanto, estou aberto a propostas, porque não quero ver essa tecnologia parada”, afirma Para colocar o AmazonPD para trabalhar em toda a área da Amazônia seria necessário um investimento em equipamento e em pessoal. A adaptação do programa em si levaria pelo menos um ano. O trabalho, acredita o cientista, valeria a pena. “Se conseguirmos baixar em apenas um dólar as perdas por hectare por ano com o desmatamento, vamos economizar milhões, que poderão ser investidos em saúde, em educação. Por isso, o esforço compensa”, completa.

Mensagem do dia


31 de janeiro de 2008

POLÍTICA - Projeto concede benefício a idoso em internação domiciliar

A Agência Câmara publica nesta Quinta-feira (31.01) notícia referente ao Projeto que encaminhei para apreciação dos colegas da casa. Este trata do benefício às famílias que possuem um idoso sob seus cuidados.
Considero de extrema necessidade e importância a aprovação da matéria, em virtude de vivermos num país em que o sistema hospitalar está sem condições plenas de assumir a demanda crescente - uma nação que a cada dia tem mais a cara de gente experiente, que está envelhecendo e que carece de maior atenção a este público. Leia-se atendimento geriátrico qualificado, planejamento alimentar, de lazer, turismo (como mesmo já fez a Ministra Marta ao implantar o Projeto da Melhor Idade no Turismo), entre outros. É uma ação que tenho como prioridade e um grupo de trabalho que urge por uma nova visão dos gestores públicos.
Qualidade devida e respeito.



30 de janeiro de 2008

SOCIEDADE - Uma boa notícia para o Turismo e os profissionais da área.




COMENTÁRIO
Uma boa noticia para o Turismo Brasileiro e para os Guias de Turismo e Turismólogos, profissionais tão pouco valorizados em nosso País. Além de propiciar um maior número de empregos, este projeto do prezado colega parlamentar fará com que nossos parques, reservas, unidades de conservação possam ser efetivamente conservados. Aptos para receber a demanda de turista que cresce a cada ano - principalmente aqueles que vêm de longínquos lugares do mundo. São ações como estas, pontuais, que farão a transformação da nossa realidade econômica,pois o Turismo é uma atividade (talvez a única) que consegue congregar todas as outras.
Ao pensar nas suas últimas, tente memorizar no local onde esteve, seja ele onde for (praia, montanha, sitio, parque), os diversos lugares onde deixou algum valor em espécie. É um dinheiro que circula por todos os setores de serviço e que contribuem sobremaneira para aquele região.
Cidades como Gramado, Canela, Foz do Iguaçu, Fortaleza, Natal, Salvador, Rio de Janeiro, são bons exemplos em que o turismo possa ser uma ferramente de permanente investimento privado, o que invariavelmente traz o tão esperado investimento público - de olho na necessidade de expansão.


Proposta torna obrigatória presença de guia em parque
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2108/07, do deputado Valtenir Pereira (PSB-MT), que altera as normas para a elaboração de plano de manejo de parques nacionais. Pela proposta, o plano de manejo deve estabelecer as atividades que poderão ser realizadas pelos visitantes no interior de parques, como esportes, caminhadas em trilhas e banhos em cachoeiras, por exemplo. Além disso, o projeto torna obrigatória a supervisão de guias especializados durante as visitas. O objetivo é disciplinar o uso do espaço pelos visitantes a fim de evitar prejuízo ambiental decorrente da presença de turistas.

Para o deputado, a restrição ao uso dos parques ecológicos por turistas e visitantes é necessária para assegurar sua finalidade legal, que é a realização de pesquisas científicas e de atividades voltadas para a educação ambiental. Além disso, "a supervisão de guias especializados possibilita uma maior segurança na preservação ambiental e na integridade física do visitante".
Legislação atual
O projeto altera a Lei 9.985/00, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, ao acrescentar as duas exigências mencionadas. A lei já exige plano de manejo para todas as unidades de conservação, com o objetivo de definir o uso dos recursos naturais do local, da chamada zona de amortecimento (entorno) e dos corredores ecológicos (espaços que integram as unidades de conservação entre si ou elas com áreas florestais). Segundo a legislação vigente, o plano de manejo deve ser revisto a cada cinco anos. Entretanto, a legislação não é restritiva quanto à visitação aos parques nacionais.

Unidades de conservação
Conforme dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), existem 52 parques nacionais no Brasil. Eles fazem parte das unidades de conservação, que incluem outras 12 categorias, como as áreas de proteção ambiental e as florestas nacionais. A primeira unidade de conservação brasileira foi o Parque Nacional de Itatiaia (RJ), criado em 1937. Conforme levantamento do Ibama, atualmente o número de unidades de conservação é de aproximadamente 800.

MEIO AMBIENTE - Lula afirma que houve "alarde" em anúncio sobre desmatamento




Do Site G1

Presidente diz que números do Inpe serão investigados. Dados detectaram aumento de desmatamento nos últimos meses do ano passado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse não acreditar que o país esteja passando por um novo surto de desmatamento e que houve "alarde" na divulgação dos números do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), na semana passada. Sem citar a ministra Marina Silva, Lula criticou o Ministério do Meio Ambiente e as organizações não-governamentais, e disse que não se pode culpar a agropecuária, os produtores de soja e os sem-terra assentados pelo aumento do desmatamento na Amazônia . "Não dá para culpar ninguém", afirmou.

Ao criticar o Ministério do Meio Ambiente, que divulgou na quarta-feira (24) os dados do Inpe, o
presidente admitiu que os números do desmatamento estão "sob investigação" e anunciou ter pedido à ministra Marina Silva para convidar os governadores para uma reunião em Brasília, ainda sem data definida. Para Lula, o aumento do desmatamento no último trimestre do ano passado, comparado ao último trimestre de 2006, não quer dizer que, na conta do ano inteiro, o desmatamento de 2007 tenha crescido em relação ao ano anterior. "A questão é que a Amazônia não permite descuido", disse.

Dados do desmatamento
A ministra Marina Silva anunciou na semana passada que o Inpe havia detectado uma expansão do desmatamento nos últimos cinco meses do ano passado. Pelos cálculos dela, o desmatamento pode ter atingido cerca de 7 mil quilômetros quadrados no período. Essa área foi projetada a partir dos dados do Inpe, recolhidos pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que registrou 3.233 quilômetros quadrados de mata derrubada entre agosto e dezembro.

Em entrevista concedida no Itamaraty ao presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, o presidente Lula rejeitou a associação direta entre a ampliação da fronteira agrícola e o desmatamento. "É preciso investigar. Mas todos que promoveram queimadas ilegais devem receber um duro processo, perder inclusive a propriedade", disse. Ele afirmou ainda que "vai comprar briga" com as organizações não-governamentais se elas insistirem em ligar o crescimento da agricultura ao desmatamento. Segundo ele, há dados que mostram que a soja cresce "sem precisar derrubar árvores".

Artigo - Crime na Amazônia




MAIS UM ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO - QUARTA-FEIRA (30.01), DE AUTORIA DO ADVOGADO E EX-CONSULTOR-GERAL DA REPÚBLICA EMINISTROS DA JUSTIÇA DO GOVERNO SARNEY, SAULO RAMOS. TAMBÉM É AUTOR DO LIVRO "CÓDIGO DA VIDA".



TENDÊNCIAS/DEBATES

Crime na Amazônia

SAULO RAMOS


Impressionante é o teatro armado pelo governo federal para fingir estar escandalizado com o crime do qual é co-autor declarado

DE REPENTE, não mais que de repente, como diria Vinicius, o governo federal se escandaliza com o desmatamento da Amazônia. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) informou que, entre outubro e novembro de 2007, foram desmatados 3.235 km2. Não é verdade. A coisa foi muito pior.
Conforme esta Folha publicou, a estimativa da derrubada real das matas amazônicas atingiu 7.000 km2 durante aqueles dois meses. Impressionante é o teatro armado pelo governo federal para fingir estar escandalizado com o crime quando ele mesmo o permitiu, é co-autor declarado, na exata definição jurídica da co-autoria, que consiste em concorrer de qualquer modo para o evento delituoso. Houve reunião de emergência no Planalto para tratar da matéria. A ministra do Meio Ambiente, sempre quietinha, humilde, ostentando expressão de colegial inocente que repetiu de ano, resolveu dizer que o crime está sendo praticado pelos plantadores de soja e pelos pecuaristas.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, protestou, declarando que não houve aumento na área de produção de soja no país. Paralelamente, o ministro da Previdência, Luiz Marinho, passou a garantir cobertura previdenciária a invasores de terra que estejam trabalhando em área invadida, incluindo terras públicas. Eles podem usar o tempo de atividade rural para se aposentarem. A genial construção jurídica é válida para quem trabalhar nas áreas criminosamente desmatadas. Representam um teatrinho de brinquedo esperando que o povo fique entre um argumento e outro.

Ninguém tentou explicar o que ocorre com as árvores imensas da floresta derrubada. Há necessidade de arrastá-las com enormes tratores para grandes serrarias, cortá-las em toras e transportá-las em possantes caminhões, que terão de trafegar pelas estradas até a entrega às madeireiras. Para esse transporte, a preciosa mercadoria tem que ser acompanhada pelo DOF (Documento de Origem Florestal, que substituiu a antiga ATPF, Autorização de Transporte de Produtos Florestais). Quem emite o DOF? O Ibama.

Logo, um único pedaço de pau, um galho quebrado, uma árvore destroçada, nada pode ser transportado sem o documento expedido pelo Ibama, isto é, sem a autorização do governo. Salvo no caso de quebra-galhos. Aí existem muitos. A fiscalização diz não ter funcionários suficientes. Prepara a opinião pública para aprovar mais empregos. Os governos Sarney e Collor conseguiram baixar o desmatamento para 11,1 mil quilômetros quadrados por ano, o que ainda acho um absurdo. Em 1994/1995 o desmatamento disparou para 29,1 mil quilômetros quadrados. No primeiro ano de Lula (2003/2004), firmou-se em 27,2 mil quilômetros quadrados e por aí ficou. Parece que já são 160 mil quilômetros quadrados no total, o que foi festejado pelos ministros atuais como suficientes para a pecuária e para a agricultura. Vai parar por aí?

Claro que não. Primeiro, permitiram-se a devastação e o enriquecimento de centenas de madeireiros e seus indefectíveis companheiros de aventuras na matança das matas. Agora, promete-se punição rigorosa, a qual começa, segundo a ministra Marina Silva, com uma espécie de moratória de ópera-bufa, isto é, os devastadores devem espontaneamente cessar o desmatamento. Todos os fazendeiros serão cadastrados e punidos no futuro se desmatarem além do permitido. Logo, ainda haverá permissão para desmatar. Serão punidos igualmente os que comprarem produtos das áreas ilegalmente desmatadas, isto é, soja, gado. Em madeira ninguém falou. E não falará. Quem são os compradores da madeira? Como essa inescondível mercadoria chega aos portos ou aos centros industriais? Eu já escrevi tudo isso no livro "Código da Vida". Podem conferir (capítulos 72 e 73). Com esse comércio ilegal de madeira, em tamanho volume, observei ser impossível o presidente da República não saber de nada. Tanto mais quando lemos nesta Folha: "Governistas controlam maioria das cidades que desmatam mais". Lula disse agora que se reunirá com os governadores dos Estados envolvidos para se inteirar da situação. Se tivesse lido meu livro, já saberia, pois lá publiquei, em maio de 2007: "Vinte e sete mil quilômetros quadrados de mata derrubada é muito chão. O comércio de tanta madeira somente pode ser efetivado com a conivência dos governos estaduais e federal. Ou não?". Lula não leu. Lula não gosta de ler. E, de todas as acusações graves, tem um jeito só de se defender: "Eu não sabia".

Mensagem do dia


29 de janeiro de 2008

MEIO AMBIENTE - O custo do desenvolvimento


COMENTÁRIO
LEIA O ARTIGO PUBLICADO NA FOLHA DE SÃO PAULO NESTA TERÇA-FEIRA (29.01), DE AUTORIA DO ARTICULISTA JÂNIO DE FREITAS. E MAIS ABAIXO, MATÉRIA DO MESMO JORNAL EVIDENCIANDO A FALA DO PREZADO JORNALISTA.
É IMPORTANTE QUE FAÇAMOS UMA REFLEXÃO NESTE MOMENTO EM QUE VIVE O PAÍS. QUAL É O PREÇO DO DESENVOLVIMENTO? CRESCER SIM, MAS PARA QUAL SENTIDO? PARA CIMA OU PARA BAIXO? ENQUANTO NOSSAS TRÊS AMIGAS NAÇÕES DO CHAMADO RIC (Rússia,Índia e China) MELHORAM SIGNIFICATIVAMENTE SUA FORÇA PRODUTIVA, SUA OFERTA DE TRABALHO E O SEU PARQUE INDUSTRIAL, CONTRIBUEM SOBREMANEIRA PARA A DEVASTAÇÃO DE SEU RESQUÍCIO EXTRATO ARBÓREO, SUAS FLORESTAS CONSUMIDAS PELA FAMIGERADA DESTRUIÇÃO HUMANA.
SERÁ QUE É ESTE O CRESCIMENTO QUE QUEREMOS PARA NOSSO PAÍS? QUEM IRÁ PAGAR A CONTA? GERAÇÕES FUTURAS.SEU FILHO, MEU ETC..



Os desmatadores aliados

A posição de Lula em relação ao desmatamento sujeita-se ao interesse dos "partidos da base" e, sobretudo, do PMDB

CHAMADO DE mentiroso em jornais de importância internacional, por ter desmentida pelo próprio governo a sua proclamação de êxitos na redução do desmatamento amazônico, Lula continua driblando o tema, o que reflete em público a posição voltada para dentro do governo. A determinação crítica à ministra Marina Silva, por acusar os agropecuaristas, foi seu pronunciamento mais incisivo até agora: "Não é hora de acusar ninguém", frase que só não é inacreditável por ser de quem é. Por que não seria hora?No "Café com o Presidente" de ontem, Lula preferiu voltar a perder tempo com a bobice de que "tem gente que torce pro Brasil andá pra trás", em alusão aos oposicionistas. Na reunião ministerial, com sua típica explosão demográfica, Lula desperdiçou o tempo com a tolice de que "ficamos [lá eles] cinco anos juntos, sentamos nesta mesa, mas depois passamos um ano sem conversar entre nós.

Penso que entre vocês existe pouca conversa política, que meses e meses vocês não conversam entre si". O "passamos um ano" é de responsabilidade pessoal do próprio Lula, que passa meses sem chamar um ministro a despacho. E da falta de conversa entre ministros, quase fica a insinuação de que a Abin os ouve sempre, porque Lula não teria como saber quem conversa com quem. Mas, no "Café", como no blablablá com os ministros, o que lhe interessava era só a exibição marqueteira.A determinação de que "não é hora de acusar ninguém", clara proteção aos grandes desmatadores, e a fuga ao tema do desmatamento têm pouco ou nada a ver com o problema que os motiva. Completam-se em sua razão deprimente: até em relação ao desmatamento a posição de Lula sujeita-se ao interesse dos "partidos da base" e, no caso, sobretudo ao interesse das relações estaduais do sempre comprometido PMDB.

"Não é hora de acusar" os grandes desmatadores porque, ou são parte dos governos e esquemas partidários no Mato Grosso, no Pará, Amazonas, Rondônia, ou são financiadores políticos.O tom de surpresa que o governo quis dar aos dados do desmatamento feito em 2007 é inverdadeiro. Desde meados do ano passado o alerta para a reaceleração do desmatamento, em proporções irreversíveis, estava dado na Amazônia, com indicação mais importante por parte do representante do Greenpeace por lá, Paulo Adário, que faz trabalhos muito respeitados. Os alertas foram até publicados. E logo depois o Ministério do Meio Ambiente dava sinais de conhecer o retorno feroz do desmatamento, e considerar medidas para reprimi-lo. Só na Presidência ninguém sequer leu jornais. Melhor assim: fica mais fácil proteger os desmatadores aliados, sejam diretos ou indiretos.


Governo controla 81% das cidades líderes no desmate
Prefeitos de partidos aliados de Lula são 29, oposição tem 5 e 2 são dos "nanicos'PR, sigla de Maggi, controla um quarto das prefeituras; deputado líder da legenda diz que problema está fora da alçada do poder local

O PR, partido cujo presidente de honra é o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, controla um quarto das 36 cidades apontadas na semana passada pelo Ministério do Meio Ambiente como as campeãs do desmatamento amazônico.O PT, partido da ministra Marina Silva, vem em segundo lugar, ao lado do PMDB, com cinco cidades, cada, na "lista suja" do governo.O mapa dos municípios que mais desmatam mostra uma folgada maioria de prefeituras controladas por partidos da base do governo. São 29, enquanto três partidos de oposição (PSDB, DEM e PPS) têm juntas cinco prefeituras. As outras duas são de legendas "nanicas" sem representação no Congresso Nacional, o PRP e o PSL.Empresário que é apontado como "rei da soja", Maggi migrou no início do ano passado do PPS para o PR, com o objetivo de receber melhor tratamento do governo. Junto, levou cerca de 30 prefeitos, que seguem cegamente sua orientação política. Dos nove prefeitos do partido na lista dos desmatadores, oito são mato-grossenses e um é do Pará."Isso [desmatamento] não faz parte da orientação do PR. Inclusive temos um item no nosso programa que apóia integralmente a preservação ambiental", disse Luciano Castro (RR), líder do partido na Câmara dos Deputados.

Castro diz que o poder que os municípios têm para interferir no desmatamento é limitado, em comparação com os governos estaduais e federal. "A vinculação com as prefeituras me parece fora de foco. Acredito que a maior área desmatada seja privada, que está sobre o controle do Ibama e por isso os prefeitos não têm controle", afirma o representante do PR.

Mas, como lembra o secretário nacional de meio ambiente do PT, deputado Fernando Ferro (PE), os prefeitos podem agir como "agentes de identificação do problema"."Nós precisamos começar um processo de sensibilização com os prefeitos sobre a gravidade da situação. Em primeiro lugar, obviamente, procurando os prefeitos do nosso próprio partido", afirma Ferro. Mas ele nega que haja um desconforto político especial para o partido. "O desconforto é para o país como um todo".Alguns dos prefeitos fazem coro com o Ministério da Agricultura e negam que a expansão desmedida da pecuária seja a causadora do aumento da área desmatada na Amazônia.O prefeito de Santana do Araguaia (PA), Antônio Carveli Filho (PPS), por exemplo, aponta o dedo para os cerca de 5.000 assentados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no município."O próprio governo federal criou esse problema. Os colonos tocam fogo para fazer suas lavouras e nós não podemos fazer nada. Se a gente for lá, leva porrada", diz o prefeito da cidade paraense.

28 de janeiro de 2008

MEIO AMBIENTE - Para Brasileiro Ver.Fotos da Amazônia revelam "mentira" de governo, diz "The Guardian"


COMENTÁRIO
NUM MOMENTO EM QUE CONFRONTAMOS DADOS E OPINIÕES A CERCA DO NÍVEL DE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA BRASILEIRA, É OPORTUNO ANALISAR, REFLETIR SOBRE COMO A MÍDIA INTERNACIONAL ESTÁ "MIRANDO" EM NOSSO ESPAÇO. A MATÉRIA ABAIXO, PUBLICADA NA REDE BBC (BRASIL), É UMA DEMONSTRAÇÃO QUE A MÁXIMA "PARA INGLÊS VER" NEM CABE MAIS AO NOSSO IMAGINÁRIO DOCUMENTÁRIO ECOLÓGICO. NEM MAIS ELES PODEMOS ENGANAR. E MUITO MENOS OS BRASILEIROS QUE ESTÃO CONSCIENTES DE SUA TERRA..."PARA BRASILEIRO VER", ABAIXO
da BBC Brasil

As fotos aéreas da Amazônia revelaram a "mentira da recente 'grande conquista' brasileira em conter desmatamento da Amazônia", diz uma reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal britânico The Guardian.

A destruição da floresta era "um desastre ecológico que, aparentemente, havia sido evitado", afirma o jornal, citando o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto passado de que o desmatamento estava controlado.

"Ontem, no entanto, a boa notícia veio por água abaixo quando ministros admitiram que depois de três anos de queda o desmatamento está em alta de novo."

Segundo o Guardian, a destruição da floresta vem sendo causada por uma combinação da ação de madeireiras, fazendeiros e criadores de gado nos últimos 40 anos. A reportagem cita ambientalistas, que afirmam que 20% da floresta já foi destruída e que outros 40% poderão ser perdidos até 2050, caso a tendência não seja revertida.

Ambientalistas já vinham alertando para o aumento do desmatamento, afirma o autor da matéria, o correspondente Tom Phillips, que sobrevoou o norte do Mato Grosso e o sul do Pará com um grupo de ativistas do Greenpeace em setembro passado.

"Nas duas regiões os sinais de aumento do desmatamento foram fáceis de identificar. No Mato Grosso, havia vastas áreas de terra mexida, abrindo o caminho para plantações de soja. A paisagem estava coberta de árvores caídas, queimadas como palitos de fósforo. No Pará uma teia de estradas de terra ilegais era visível, passando por áreas relativamente intactas da floresta em direção às áreas abertas recentemente."

A notícia de que o desmatamento da Amazônia aumentou nos últimos meses de 2007 também foi destaque no Daily Telegraph, que cita algumas das medidas que o governo deverá tomar, entre elas, a criação de uma "lista negra" de proprietários e companhias que vêm violando leis ambientais e o congelamento na emissão de novas licenças para exploração madeireira nas áreas mais afetadas.

"Até a divulgação da nova descoberta, o presidente Lula e outros membros do governo brasileiro vinham dizendo, em várias reuniões internacionais, que o país estava conseguindo manter o desmatamento sob controle. "

"Se a tendência dos últimos cinco meses continuar, a taxa anual de desmatamento ainda vai ficar bem abaixo do pico de 27 mil km² de 2004, mas será um aumento substancial em relação ao ano anterior, e um constrangimento para o governo brasileiro, que busca ganhar reconhecimento internacional por sua contribuição para o clima conservando o que resta da Amazônia", afirma o Telegraph.

CULTURA - Uma boa notícia para a área cultural



CAIXA LANÇA PRIMEIRO EDITAL PARA PATROCÍNIO DE ESPETÁCULOS DE DANÇA E TEATRO

Inscrições para o processo seletivo vão até 31 de março; investimento chega a quase R$ 3 milhões

A Caixa Econômica Federal abre, pela primeira vez, edital para a seleção de projetos de festivais de teatro e dança. As inscrições para o processo seletivo vão até o dia 31 de março.

O edital prevê patrocínio a 20 projetos de teatro e 12 de dança durante o período de maio a dezembro de 2008. Para participar da seleção, as propostas deverão ser apresentadas por pessoa jurídica cuja natureza contemple a realização de eventos culturais e que atenda às exigências publicadas no edital.

Os interessados devem enviar, via Correios (correspondência registrada, com aviso de recebimento e data de postagem), formulário de inscrição e planilha orçamentária preenchidos, bem como a documentação exigida no edital.

A seleção atenderá a critérios como perspectiva de contribuição ao enriquecimento sociocultural da comunidade, caráter de responsabilidade social, análise da concepção geral do projeto, currículo do proponente e das companhias integrantes e, também a programação, a expectativa de interesse do público e a adequação orçamentária.

O nome do projeto e o valor concedido serão divulgados até 25 de abril no site da Caixa Cultural (
www.caixacultural.com.br). Os participantes cujos projetos não forem selecionados poderão recorrer da decisão.

O processo de seleção para patrocínio de festivais de dança e teatro é uma novidade da CAIXA para este ano. O apoio cultural da CAIXA também prevê os já tradicionais processos seletivos para ocupação dos espaços da Caixa Cultural e Adoção de Entidades Culturais.

No último ano, a CAIXA investiu cerca de R$ 30 milhões em projetos de arte e cultura. Em 2008, serão aplicados R$ 2,9 milhões em recursos para os festivais de dança e teatro. A CAIXA também prevê o lançamento, em caráter experimental, do Programa de Apoio ao Circo Brasileiro, com investimento de R$ 500 mil.

Para conferir o edital, acesse o link:
http://sitem.caixa/SitemArquivos/841/Arquivos/EditalfestivalteatroeDança.pdf

Mensagem do dia