Ameaça da China contra o PIM

Rebecca Garcia conversará com técnicos dos ministérios para impedir ameaça da China contra o PIM

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário do Amazonas nas ações da nova estatal do governo federal

Defendesa do AM na guerra fiscal

Rebecca Garcia faz discurso na Câmara dos Deputados para defender o Amazonas na guerra fiscal contra São Paulo.

8 de Março, dia Internacional das Mulheres

Parabéns a todas nós mulheres!

Av. Das Torres

Ministro das Cidades acelerará liberação de recursos para 2º fase da Avenida das Torres.

16 de maio de 2008

Instituições Federais nos Municípios Amazonenses

No fim de abril, encaminhei ao Presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, requerimento de indicação para o Poder Executivo, comentando a pesquisa feita pela Associação Amazonense de Municípios sobre a ausência de instituições federais nas cidades do interior do Amazonas e solicitando providências.

Alguns dados da pesquisa são tão alarmantes que julguei necessário solicitar que o Poder Executivo interviesse para que algo fosse feito com a maior brevidade possível. Por exemplo, em um Estado em que a grilagem de terra é problema recorrente, o Incra só está presente em 18,03% dos municípios. Presença mínima e quase insignificante, se levarmos em consideração a extensão territorial do Amazonas.

O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) está em apenas 14,75% dos municípios. Bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, instituições criadas para fomentar o social, estão presentes, respectivamente, em somente 6,55% e 29,50%. A falta de instituições federais no interior do Estado, além de prejudicar a sociedade, reflete na própria eficiência do Estado, que tem perdas sociais e econômicas.

Nesta quinta-feira (15), o requerimento, indicado por mim, foi encaminhado para avaliação do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. Agora é acompanhar de perto e checar que ações serão feitas para resolver este problema tão comum na vida dos cidadãos amazonenses.

15 de maio de 2008

O jornal está certo, porém...

O jornalismo é uma atividade profissional que sempre me encantou e continua me encantando. O simples fato de ligar um aparelho de TV e assistir um noticiário é uma prova incontestável da importância que o jornalismo desempenha em nossas vidas.

Posso afirmar, com total segurança, que o encanto do jornalismo nunca desaparecerá para mim. A certeza que tenho se deve ao fato de uma matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, no último fim de semana, em que sou citada como uma das pré-candidatas a prefeitura com maior número de ausências nas sessões plenárias da Câmara dos Deputados.

Acho que o jornal está correto. É um exemplo de jornalismo que cumpre uma função social importante, fiscalizando os poderes constituídos e informando a sociedade sobre a realidade. Os números apresentados pelo jornal, pelo menos no que diz respeito ao meu mandato, estão corretos. Nada a contestar.

Porém, há uma questão também importante a ser considerada, que foge a nossa vontade. Este ano tive problemas de saúde que me obrigaram a tratamentos especializados e que me afastaram das funções legislativas. Estou com cálculo renal e minhas ausências estão plenamente justificadas. Mesmo assim, não condeno a matéria e nem a critico. Acho que o jornal cumpriu a sua obrigação para com a sociedade, cabendo a mim, explicar e justificar o motivo da minha ausência. É a essência da democracia.

Desde quando senti o primeiro sintoma da doença, pensei em comunicar o fato à imprensa, já prevendo que teria de me ausentar do Plenário. Porém, considerei naquela ocasião que a doença era uma questão de foro íntimo, a ser compartilhada apenas com amigos e familiares. Foi uma dúvida que me atormentou naquela ocasião e que continua a me perturbar. Não sei se seria correto. Se dissesse, teria evitado especulações sobre minha ausência, ao mesmo tempo que provocaria especulações desagradáveis sobre o mal que me aflige, com certeza.

É uma das inúmeras dúvidas que atormentam as mentes de parlamentares brasileiros. Silenciar e ser punido ou calar e ser sentenciado. Não há como escapar. O agente político brasileiro é um ser frágil, que pode ser facilmente questionado.

É importante que a imprensa investigue e informe à sociedade sobre a realidade legislativa brasileira. Nós, políticos, temos que trabalhar com a nossa fragilidade, provocada por crises e mais crises morais e éticas que abalaram nossa credibilidade perante a população.

Porém, minha ausência do Plenário da Câmara dos Deputados, em uma única vez sequer, ocorreu por conta de minha pré-candidatura à prefeitura de Manaus. Faltei sessões pelo motivo acima citado e também por estar em missão oficial, representando a Câmara seja no exterior ou em outras regiões brasileiras. Recentemente, fiquei uma semana ausente de Brasília para representar a Câmara em uma reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia. É apenas um dos vários casos em que trabalhei toda a semana e não compareci ao Plenário.

Reitero que não questiono a matéria do jornal paulista. Está correta na essência e conteúdo e exerce sua função social inquestionável. Porém, é preciso destacar que ela me obriga a uma explicação à população brasileira, principalmente àqueles que me honraram com seus votos, para que eu pudesse exercer o mandato de Deputada Federal. Louvo a democracia por isso. O jornal acabou provocando um fato importante, em que o político se vê obrigado a se explicar, mesmo que a explicação seja a mais desagradável, como é o caso de uma doença.

O jornal está certo, porém...

Câmara debate alto preço da banda larga no Amazonas

O preço cobrado pelos serviços de internet banda larga no Amazonas chega a ser 977% maior do que o praticado em outros estados, onde os internautas têm acesso com velocidades 70% superiores às locais. Os dados são de um estudo feito pela Associação Brasileira de Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) que constatou, anteriormente, que Manaus tem a banda larga de internet mais cara do mundo.

A pesquisa motivou a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (CMM) a realizar uma audiência pública para discutir o assunto. A audiência acontece hoje, às 9h, no auditório da CMM, no bairro Santo Antônio, Zona Oeste.

Entre os assuntos que serão discutidos na reunião estão a democratização da internet e a redução do valor da cobrança aos consumidores.

- Não há como falar de inclusão digital e desenvolvimento quando as diferenças sociais são ainda mais acentuadas por um mercado que privilegia as regiões mais próximas em detrimento de localidades afastadas. Além disso, o alto valor cobrado pela internet não é justificado, já que as prestadoras desse serviço se utilizam da mesma estrutura existente para TV a cabo e telefonia, ou seja, o custo operacional é mínimo - enfatizou o vereador Marcelo Ramos (PCdoB), que apresentará o estudo do valor cobrado pelo acesso à internet em todo Brasil.

Estudo - De acordo com o estudo, no Rio de Janeiro, para serviços de acesso à internet de banda larga ADSL (linha telefônica), os internautas pagam R$ 39,90 por dois megabytes (2MB) de velocidade, enquanto que em Manaus é preciso desembolsar R$ 219 (449% a mais) por apenas 300 Kbps.

Ramos afirmou que vai reivindicar maiores investimentos por parte das prestadoras do serviço na estruturação da internet, além de cobrar do governo federal quanto à aplicação do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), na Região Norte.

A audiência pública contará com a presença de representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Embratel, Vivax/Net, Oi/Velox, ministérios Público Federal (MPF) e Estadual (MPE), Procon/AM, entidades de classe (Cieam e CDL-M), empresários de vários setores e universitários do curso de Ciência da Computação de algumas faculdades.

Fonte: Portal Amazônia

14 de maio de 2008

Internet banda larga para a Região Norte

Pronunciamento feito pela Deputada Federal, Rebecca Garcia, do Partido Progressista (PP) de Amazonas, no Plenário da Câmara dos Deputados, 14 de Maio de 2008, sobre Internet em banda larga

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,

Manaus tem quase dois milhões de habitantes e é um dos municípios mais importantes economicamente para o Brasil, mas não recebe a contrapartida devida em termos de infra-estrutura de internet em banda larga. Na verdade, tem-se em Manaus um dos serviços mais precários prestados a uma capital de Estado e, com certeza absoluta, o mais caro de todo o Brasil. É uma realidade que chega a ser humilhante para uma capital da importância de Manaus e que precisa ser modificada imediatamente. Solicitei uma audiência pública para tratar o assunto na Câmara dos Deputados, envolvendo todas as empresas prestadoras do “serviço”, empresas provedoras e a Anatel.

Esperamos, com a audiência pública, não apenas apontar caminhos e mostrar soluções, mas resolver – na prática – um problema que aparentemente não é de solução tão difícil como querem nos fazer acreditar. É inconcebível, Senhor Presidente, que em Manaus esteja a mais cara conexão para internet do mundo e, mesmo assim, oferecer um serviço de péssima qualidade aos cidadãos. A começar da denominação banda larga, que inexiste em Manaus. Sabemos que a denominação banda larga só é válida para conexões a partir de 2 Mbps, mas em Manaus ela vai de 200 Kbps a 650 Kbps. Há um link via satélite e outro via rádio. A fibra ótica, que ligaria definitivamente Manaus ao resto do País, ainda não atravessou o rio.

O preço cobrado em Manaus chega a ser 11 vezes mais caro do que o cobrado em outras regiões brasileiras, pois o cidadão paga R$ 199,00 por apenas 200 Kbps, enquanto na região Sudeste o consumidor paga em média R$ 60 reais por 2 Mbps. As operadoras amazonenses transferem a responsabilidade pelo valor cobrado para os provedores, Telemar e Embratel. Em uma recente reunião da Comissão de Turismo, Comércio e Indústria da Câmara Municipal de Manaus, convocada pela vereadora e colega progressista, Mirtes Sales, o gerente de mercado da empresa Jet deu nome e número aos bois. Segundo ele, sua empresa paga, em Natal, Rio Grande do Norte, por uma banda larga de um mega R$ 737. Em Manaus, pela mesma banda larga, o preço sobe para R$ 8 mil.

O disparate, Senhoras e Senhores Parlamentares, é alarmante. Se adicionarmos ao preço o serviço deficiente e a péssima qualidade, aí entenderemos porque Manaus vive um caos absoluto em termos de conexão com internet. Abusos com os consumidores são permanentes. Em Manaus, paga-se até pelo aluguel do cable modem. A maioria das ruas é desprovida do sistema e, se algum morador interessar em ter acesso em sua casa, passará por um grave constrangimento. Terá de ir de casa em casa e perguntar se alguém está interessado em ter internet. Terá de conseguir, no mínimo, 50 assinaturas para que o serviço seja levado à sua casa.

Exigência da empresa, que deveria visitar os moradores, apresentar seu serviço e não transferir o trabalho para o consumidor. Os absurdos não param por ai. Em fevereiro deste ano Manaus viveu um dia de pânico, quando o sistema caiu, paralisando as atividades de agências bancárias, órgãos estaduais, municipais e federais. Os órgãos de defesa do consumidor estão repletos de reclamações, principalmente com relação à velocidade anunciada nos planos das operadoras, que nunca correspondem à realidade.

Portanto, Senhor Presidente, espero que a audiência pública faça com que o governo invista alto em comunicação na região Norte, notadamente em Manaus, que não pode continuar à mercê da boa vontade de operadoras que, até agora, só se mostraram interessadas em receber suas mensalidades, sem oferecer o serviço à altura para o povo amazonense. É uma oportunidade única para solucionarmos o problema e não poderemos nos sentir recompensados com promessas e nem deveremos criar expectativas falsas para a população de Manaus. O momento – repito – é único e acontece na hora e no local certo. Vamos torcer para que o resultado vá de encontro ao grande desejo de Manaus.

Muito obrigada!

Planalto confirma Carlos Minc como novo ministro do Meio Ambiente

O porta-voz da Presidência da República Marcelo Baumbach anunciou oficialmente o secretário de Meio Ambiente do Estado Rio de Janeiro, Carlos Minc, como o novo ministro do Meio Ambiente para o lugar de Marina Silva, que pediu demissão ontem. Segundo o porta-voz, o presidente Lula e Minc - que está em Paris, na França - conversaram por telefone por volta das 15h40 e combinaram um encontro para a próxima segunda-feira.

Em coletiva à imprensa após o comunicado, Baumbach disse que a data da posse será decidida na reunião que Lula e Minc terão na segunda-feira. E explicou que Lula conversou com Minc, deixando claro a ele que espera que a experiência e conhecimento do secretário venham a contribuir para a continuidade das políticas do governo Lula na área.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, o convite de Lula foi aceito por Carlos Minc e não houve necessidade de convencimento.

A assessoria de imprensa da Secretaria do Meio Ambiente do Rio já havia confirmado que Carlos Minc teria aceitado o convite do presidente Lula. A reportagem do UOL falou com Carlos Minc, por telefone, às 15h10, e ele desconversou. "Não posso dizer que aceitei nem que não aceitei. Desculpe-me, tenho respeito pelo trabalho de vocês, mas neste momento não é possível falar nada ainda. Mais tarde eu falo."

No início da tarde, o presidente Lula já tinha dito a jornalistas no Itamaraty, após almoço com a chanceler alemã Angela Merkel, que iria fazer um telefonema para convidar Carlos Minc para assumir o Ministério.

"Eu agora vou para o meu gabinete, vou ligar para o meu companheiro Minc... porque ele estava no avião quando tomei a decisão, portanto vou agora no meu gabinete ligar para ele na expectativa de que ele venha contribuir com seu conhecimento para dar sequência às políticas que nós estamos implementando já há algum tempo", disse ele, que também negou que tenha convidado o ex-governador do Acre Jorge Viana para o lugar de Marina Silva.

Segundo matéria desta terça-feira de Kennedy Alencar, da Folha de S.Paulo, o presidente Lula já elogiou o estilo de Minc a outros ministros. Segundo Lula, Minc agiu com rapidez na concessão de licenças ambientais no Rio de Janeiro. Marina, por sua, vez, era criticada pelo presidente pela suposta lentidão na liberação de projetos de investimentos.

Carlos Minc não era a única opção do presidente Lula para assumir a pasta. Desde que Marina Silva pediu demissão do ministério, o Palácio do Planalto se mobilizou pelo menos em duas direções.

Ontem, após o anúncio da demissão de Marina Silva, Carlos Minc foi o primeiro nome mencionado como seu sucessor. Na manhã de hoje, no entanto, o secretário falou à TV Globo, no aeroporto de Paris, que havia prometido ao governador Sérgio Cabral que recusaria um eventual convite de Lula. "E eu prometi de pés juntos que não vou para Brasília. É essa a posição", afirmou na entrevista.

Horas depois, Sérgio Cabral afirmou que recebeu novo telefonema de Lula para tratar de um possível convite a Minc. "Por mim, Minc aceita o Ministério", disse Cabral.

Enquanto isso, o presidente Lula sondava outro acreano para o lugar de Marina. Ele se reuniu no Palácio do Planalto com o ex-governador do Acre, Jorge Viana.

Do mesmo grupo político de Marina Silva -ambos são do Acre e ligados à causa ambiental-, Jorge Viana reuniu-se na manhã desta quarta-feira com o presidente Lula no Palácio do Planalto. O ex-governador deixou o encontro com "o amigo", em suas palavras, evasivo.

"Conversei muito com ele (Lula) hoje, e ele me contou da dificuldade de lidar com o tema e achar um substituto à altura de Marina. Posso dizer que o presidente está tratando do assunto com muito carinho. Assim como a área social, a área ambiental merece um tratamento diferenciado, e a Marina simbolizava isso".

Opção desagrada a base - A escolha do secretário estadual do Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, para substituir Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente não agradou parte dos parlamentares da base aliada do governo. A Folha Online apurou que os governistas defendiam o nome do ex-governador Jorge Viana (PT-AC) para o cargo pelo seu histórico na defesa do ambiente.

"Essa é a visão do governo: priorizar o desenvolvimento em detrimento do meio ambiente. Os ministros tentam resistir a isso, vamos ver quanto tempo ele [Minc] consegue", disse Fernando Gabeira (PV-RJ)

Quem é Carlos Minc - Carlos Minc Baumfeld nasceu em julho de 1951, no Rio de Janeiro. Estudou no Colégio Aplicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e, em 1967, foi vice-presidente da Ames (Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas). Líder estudantil, participou ativamente da resistência contra a ditadura militar, sendo preso em 1969, com 18 anos, e exilado. Em 1979, com a Anistia, voltou ao Brasil. É casado e pai de dois filhos.

Minc tem mestrado pela Universidade Técnica de Lisboa (1978) e doutorado pela Universidade de Paris I - Sorbonne (1984). Junto a Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis e outros companheiros, Minc ajudou a fundar o PV (Partido Verde). Foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986, em coligação com o PT (Partido dos Trabalhadores).

Recebeu em 1989 o Prêmio Global 500, concedido pela ONU aos que se destacam mundialmente nas lutas em defesa do meio ambiente.

Reeleito, já pelo PT, em 1990, 1994, 1998 e 2002, está no sexto mandato consecutivo, que deixou para assumir a Secretaria do Meio Ambiente do Rio a convite do governador Sérgio Cabral (PMDB).

Minc é também escritor e tem vários livros com viés ambiental publicados.

Fonte: UOL, com informações da Folha Online, Reuters e do site pessoal de Carlos Minc

Governo deve vetar plantio de cana-de-açúcar na Amazônia

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou nesta quarta-feira que a tendência do governo é não autorizar o plantio de cana-de-açúcar na região Amazônica e nem mesmo em área degradáveis. Apesar de que na opinião pessoal dele, seria melhor utilizar a área degradada para plantio, ao invés de queixar como esta.

- Como ministro da agricultura não posso concordar com conceito de Amazônia Legal, porque ele não existe. É costume - argumentou o ministro.
Stephanes disse também que não concorda com restrições de plantio em áreas onde a soja e o milho, por exemplo já estão consolidadas.

Ao comentar as criticas sobre as conseqüências da produção de biocombustiveis, ele disse que o Brasil é o único país que tem produção excedente. Se tem algum vilão neste caso, segundo o ministro, seriam os Estados Unidos - que utilizam o milho para produzir etanol -e os países de União Européia - que substituíram áreas de produção de alimentos para produzir energia limpa a um custo altíssimo.

Fonte: Geralda Doca / O Globo

13 de maio de 2008

Esforço conjunto pela ZFM

Nesta terça-feira (13), o jornal A CRÍTICA publicou reportagem sobre as emendas substitutivas à Proposta de Emenda Constitucional (PEC 233/2008), que altera o Sistema Tributário Nacional Emendas Constitucionais, apresentadas pelos deputados da bancada do Amazonas. A maioria delas prevê benefícios fiscais para a Zona Franca de Manaus.

Apresentei também três emendas que trazem benefícios ao Estado e pretendem defender a Zona Franca. A primeira delas garante que os recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal, Fundo de Equalização de Receitas e Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional sejam descontingenciados. Com isso, garanto que eles sirvam para romper os desequilíbrios regionais e sociais.

As outras duas possuem uma abrangência social enorme, pois determinam que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) não incidam sobre operações que tenham por objeto medicamentos de uso contínuo ou medicamentos, produtos e substâncias necessários às ações de vigilância sanitária ou epidemiológica. Isso reduzirá os custos de aquisição dos produtos, beneficiando principalmente os setores mais pobres da sociedade.

Confira na íntegra a matéria publicada pelo jornal
A CRÍTICA:

"Termina na próxima quinta-feira, 15 de maio, o prazo para que os deputados federais apresentem à Comissão Especial da Reforma Tributária as emendas substitutivas à Proposta de Emenda Constitucional (PEC 233/2008) que altera o Sistema Tributário Nacional. A bancada do Amazonas trabalha para apresentar cerca de 20 propostas de mudanças ao texto original, com a quase totalidade delas prevendo a manutenção dos benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus. Para ser admitida, cada emenda deve obter no mínimo 171 assinaturas.

Emendas dos deputados federais Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Marcelo Serafim (PSB) antecipam para 2008 ou quando a PEC 233 for promulgada a prorrogação da ZFM. Elas acrescem ao artigo 92 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) mais 20 e 30 anos, respectivamente, de vigência aos incentivos fiscais. Em 2003, a prorrogação da ZFM passou de 2013 para 2023. Caso a emenda de Vanessa passe, os incentivos se estenderão até 2028, e a de Marcelo Serafim levará a ZFM até 2038.

"A PEC é um momento oportuno para assegurar a continuidade da tutela da Zona Franca com vista à sua consolidação e à sua reafirmação como projeto de maior significação econômica implantado pela União na Amazônia Ocidental, sendo imprescindível à integração do Amazonas ao espaço econômico e político do Brasil", justificam os deputados amazonenses. Vanessa diz que conseguiu 211 assinaturas para a emenda da prorrogação.

Uma das emendas apresentadas por Francisco Praciano (PT-AM), Marcelo e Vanessa, introduzindo o artigo 40-A do ADC, prevê a não incidência do ICMS e dos impostos da União sobre a produção, consumo ou circulação de mercadorias ou bens ou prestação de serviços nas operações e prestações destinadas ao modelo que se iniciem no exterior; no País, realizadas por contribuinte da ZFM, destinadas a outros pontos do território nacional, e nas operações e prestações realizadas dentro da própria Zona Franca.

Carlos Souza (PP) propõe que os produtos industrializados serão seletivos, de acordo com a essencialidade e o seu impacto ambiental e do correspondente processo de industrialização. As alíquotas das mercadorias, bens ou serviços também poderão ser diferenciadas em função da questão ambiental.

Ao deputado Silas Câmara (PSC-AM) foi destinada a emenda que preserva a área geográfica e o prazo constitucional daZFM das isenções, incentivos ou benefício fiscal por meio de lei complementar."

Ministra Marina Silva pede demissão, diz assessoria

Ministra do Meio Ambiente entregou carta de demissão nesta terça. Segundo assessoria, pedido seria em caráter irrevogável.

A ministra do Meio Ambiente entregou a carta de demissão nesta terça-feira (13). Segundo a assessoria da ministra, o pedido é em caráter irrevogável. O Planalto ainda não confirmou que recebeu o pedido da ministra.

Mas o suplente da ministra no Senado, Sibá Machado, confirmou ao G1 que foi avisado por ela de que pediria demissão. Maria e Sibá teriam conversado às 13h30 sobre a saída da ministra. O senador não revelou o motivo da saída da ministra. "Isso só ela pode dizer", afirmou.

A assessoria de imprensa da ministra disse ao G1 que foi pega de surpresa pela decisão de Marina de sair do governo e não saberia dar os motivos que a levaram ao pedido de demissão. A carta de demissão entregue nesta terça ainda não foi divulgada.

Segundo a assessoria, Marina Silva não vai dar declarações nesta terça-feira. O ministério também não pretende revelar o teor da carta enviada ao presidente Lula sobre o pedido de exoneração. De acordo com a assessoria, apenas o Palácio do Planalto poderia divulgar a carta.

Integrantes do governo lançaram uma operação para tentar manter a ministra no cargo. Nesta tarde, logo após o anúncio de que Marina pedira exoneração, os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) ligaram para falar com a ministra. O ministro José Múcio (Relações Institucionais) também tentou convencer a ministra a permanecer no governo, segundo a líder do PT no Senado, ideli Salvatti (PT-SC).

Biografia - Marina Silva filiou-se ao PT em 1985. Participou das Comunidades Eclesiais de Base, de movimentos de bairro e do movimento dos seringueiros. Em 1984 foi fundadora da CUT no Acre. Chico Mendes foi o primeiro coordenador da entidade e Marina, a vice-coordenadora.
Nas eleições municipais de 88 foi eleita vereadora por Rio Branco. Em 1990 foi eleita deputada estadual. Foi eleita pela primeira vez para o Senado em 1994, pelo PT do Acre. Em 2002 foi reeleita.

Foi designada Ministra de Estado do Meio Ambiente pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva e tomou posse em 1º de janeiro de 2003.

No Senado Federal, é vice-presidente da Comissão de Assuntos Sociais e membro titular da Comissão de Educação. Foi vice-presidente da Comissão Especial do Congresso de Combate à Pobreza, criada por proposta de sua autoria. Foi líder da bancada do PT e Bloco de Oposição no ano de 1999.

Fonte: G1

Bibliotecas Públicas no interior do Estado

Recebi, nesta segunda-feira (12), em meu gabinete, a visita do prefeito do município de Rio Preto da Eva e presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), Anderson Souza. O prefeito solicitou apoio para a construção de bibliotecas públicas nos municípios do interior do Estado.

Apesar de 2008 ser um ano eleitoral, no qual, a partir de junho, o governo federal está impossibilitado legalmente de liberar verba, me comprometi em ajudar na luta pela implementação do projeto. Garanto me empenhar junto à bancada federal do Amazonas para que, em 2009, consigamos o máximo de recursos possíveis para essas e outras necessidades do Estado. A leitura é uma prática essencial para o desenvolvimento da educação.

Confira a íntegra da reportagem publicada no jornal A CRÍTICA:

AAM pede apoio parlamentar

A Associação Amazonense dos Municípios (AAM) vai propor à bancada federal do Amazonas apresentação de emenda ao orçamento da União 2009 para construção de bibliotecas públicas nos municípios do interior do Estado. A informação foi dada ontem pelo presidente da entidade, o prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson Souza (PMDB).

Trinta e seis das 61 cidades do interior do Amazonas não possuem bibliotecas públicas. A carência desses espaços de cultivo da leitura e a inexistência de salas de teatro e de cinema nos municípios amazonenses foi tema de matéria de A CRÍTICA de domingo, da Série Realidade dos Municípios.

Segundo Anderson Souza, em junho o Orçamento da União para o próximo ano já começa a ser discutido. "Vou pedir, em nome da associação, para os parlamentares amazonenses fazerem uma emenda de bancada para construção de bibliotecas", afirmou o prefeito.

Anderson Souza relembra que, em 2004, houve emenda com o mesmo objetivo, mas que não teve a liberação concretizada. "A emenda coletiva não saiu. Mas o senador Jefferson Péres conseguiu, por meio de emenda individual, bibliotecas para quatro municípios", conta o presidente da AAM.

Dez municípios do Amazonas, diz Anderson Souza, vão assinar convênios com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para montarem bibliotecas públicas. Rio Preto da Eva, Envira, Maués e Novo Aripuanã estão entre as cidades contempladas pelo programa do Ministério da Educação e Cultura (MEC).

De acordo com Anderson Souza, o MEC fornecerá os livros e computadores e, as prefeituras, os prédios e os funcionários para as bibliotecas. "Só vamos melhorar a Educação Pública com o incentivo à leitura. A matéria de A Crítica tocou em um ponto importante. Alguns prefeitos comentaram comigo. Expliquei que havia um programa no Ministério para isso," disse Souza.

Não são só as administrações municipais que precisam enfrentar o problema da falta de bibliotecas. Apenas 197, de um total de 320 escolas estaduais do interior do Amazonas, têm biblioteca. São salas com acervos que variam de 20 mil livros (pequena), 30 mil unidades (média) e 40 mil livros (grande), segundo Sônia Rodrigues, coordenadora do departamento de coordenação de bibliotecas da Seduc.

A carência de bibliotecas atinge escolas públicas de todo o Brasil. Somente 19,4% das escolas do ensino fundamental têm esse espaço de leitura devidamente equipado. Os dados são de pesquisa realizada em 2005 pelo Associação Latino-Americana de Pesquisa e Ação Cultural. Foram estudadas 196 escolas do ensino fundamental de 19 municípios de oito estados, conforme notícia postada no site do MEC.

Essas bibliotecas ficam em salas pequenas e inadequadas à leitura, diz a pesquisa.

Fonte: Aristide Furtado / A CRÍTICA

12 de maio de 2008

Material e quadras esportivas para comunidades indígenas


Com o intuito de ajudar o desenvolvimento do esporte no Estado do Amazonas, participei na semana passada, de uma Audiência Pública com o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, o Vereador do Município de São Gabriel da Cachoeira (AM), Ernanes Vaz, e o representante das aldeias indígenas da região Álvaro Tucano.

O Vereador apresentou ao Ministro duas reivindicações: construção de cinco quadras poliesportivas nas comunidades indígenas da região e a doação de materiais esportivos. A receptividade de Orlando Silva foi muito positiva. Ele afirmou que tem muito interesse em ajudar e se comprometeu a atender os pleitos, dentro das possibilidades do Ministério.

A doação dos materiais será entregue à liderança política para que ela faça a distribuição para as comunidades. Quanto a construção das quadras, a minha assessoria de orçamento e a do Ministro irão analisar as condições do Ministério e se ajustar para que a reivindicação seja implementada o mais breve possível.

Na oportunidade, aproveitei para entregar a Orlando Silva as solicitações do Município de Humaitá, que também tratam da construção de quadras poliesportivas e doação de material esportivo. De acordo com o Ministro, os mesmos esforços serão feitos para atender aos pleitos de Humaitá. "Farei tudo o que puder para atender os pedidos. Nessa região existe um Brasil que muita gente não conhece. É muito importante vocês estarem trazendo um pouco do que acontece lá, para que a gente possa conhecer e ajudar essas comunidades", afirmou o Ministro.

Reforço na fiscalização de transportes em rios do Amazonas

Depois da tragédia ocorrida na madrugada do dia 4 de maio, com a embarcação Comandante Sales no Rio Solimões, onde morreram 48 pessoas até agora, a segurança de transportes em rios no Amazonas será incrementada.

No dia seguinte ao acidente, solicitei ao Poder Executivo, requerimento de indicação para cobrar o encaminhamento das medidas levantadas na Audiência Pública, ocorrida em março, na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional. Ele foi encaminhado, na quarta-feira (7), aos Ministros de Transportes e da Defesa. A intenção é enfatizar a imediata necessidade de se empreender um esforço interministerial e, se possível, verdadeiramente federativo, para reduzir o número e a gravidade dos acidentes no âmbito da navegação fluvial brasileira.

Confira a íntegra da matéria publicada no site
Agência Brasil:

O governador do Amazonas, Eduardo Braga, informou que, ainda neste semestre, 200 fuzileiros navais vão se integrar ao efetivo das equipes de fiscalização de transportes nos rios do estado. Em visita ao município de Manaquiri, no interior do estado, Braga cobrou mais atenção do Ministério dos Transportes para as hidrovias da Amazônia.

Segundo Braga, é preciso aumentar a fiscalização dos barcos na região para impedir que se repitam acidentes como o que ocorreu no último dia 5 em Manacapuru. Ao participar, ontem (9), da inauguração da agroindústria de óleos de Manaquiri, o governador lamentou mais uma vez o acidente ocorrido com o barco Comandante Salles 2008.

"O Ministério dos Transportes precisa olhar para nossas hidrovias, e nós precisamos balizá-las e sinalizá-las, porque, do contrário, o risco de acidentes é maior", disse Braga, ressaltando que o trânsito nos rios da região vem aumentando.

Braga disse que a preocupação com o transporte de passageiros nos rios amazônicos já é compartilhada com o governo federal e citou o Programa Amazônia Sustentável, lançado quinta-feira (8), que prevê a implantação de uma grande política de balizamento e sinalização das hidrovias da região. Para ele, embora a situação do Amazonas seja diferente da de outros estados da região, o assunto terá prioridade: "O transporte hidroviário no Amazonas é diferente do de outros estados. O Pará e o Acre, por exemplo, têm malhas hidroviárias muito maiores do que a nossa. Contudo o assunto é prioridade no Amazonas."

De acordo com a Marinha, todos os meses, cerca de 2,8 milhões de pessoas usam algum meio de transporte aquático para viagens intermunicipais e travessias entre comunidades. "O número é alto, porque na Amazônia os rios são as estradas dos que desejam se deslocar para outros lugares", disse o comandante da Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental, Dennis Teixeira. Segundo ele, é preciso haver mais fiscalização, mas o contingente da Marinha não é suficiente para atender toda a demanda.

"Seria preciso mais gente para garantir maior cobertura dos rios da região amazônica. A Marinha tem uma área enorme para atender, e não há Capitania [dos Portos] em todos os municípios. Infelizmente, a Marinha é pequena para o tamanho do nosso país", afirmou o comandante. Para ele, o problema da insuficiência nas fiscalizações é acentuado na Amazônia em virtude de uma cultura local de desrespeito às exigências da Marinha.

"Num processo normal, quem quer explorar a atividade de transporte fluvial precisa apresentar para a Capitania dos Portos um projeto que será analisado mediante o que se quer. A partir daí, o proprietário já é orientado sobre os devidos equipamentos de segurança, tripulação etc. O problema é que na Amazônia, muitas vezes, o indivíduo constrói o barco, coloca-o no rio e, geralmente, só depois de ser descoberto pela Marinha numa situação irregular ou até de acidente, é que procura fazer a regularização."

O comandante destacou, entretanto, a existência do Programa de Segurança da Navegação da Amazônia Ocidental, que desde 2003 orienta os armadores e a população sobre todas as circunstâncias de tráfego no meio hidroviário, o que pode contribuir para reverter o elevado número de acidentes. "Durante todo o ano, nossos homens realizam cursos de pequena e média duração sobre segurança nas embarcações e até mesmo como preparação para quem deseja ser condutor ou tripulante dos barcos."

Mulheres ainda brigam por espaço na política

Parlamentares do Estado consideram que falta incentivo para ampliação da participação feminina.

Com objetivo de incentivar candidaturas femininas, nas próximas eleições, será realizado dia 21 o Fórum de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, em Brasília. Segundo o estudo da Organização Internacional União Parlamentar, o Brasil ocupa a 146ª posição no ranking de participação de mulheres nos parlamentos. No Amazonas, ao todo, nove mulheres ocupam cargos políticos. Na Câmara Municipal de Manaus (CMM) estão Glória Carrate (PMN), Cláudia Janjão (PMDB), Lúcia Antony (PCdoB) e Mirtes Sales. Na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) pontificam Conceição Sampaio (PP), Terezinha Ruiz (DEM) e Vera Lúcia Castelo Branco (PTB). Na Câmara dos Deputados, há as deputadas federais Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Rebecca Garcia (PP).

Rebecca confirmou que vai participar do Fórum, em Brasília, pois sabe da importância do incentivo ao aumento do número de mulheres na política. “Esses fóruns são necessários, para que a participação das mulheres aumente. Essa discussão precisa ser ampliada para as universidades também, onde alguns estudos mostram que muitas mulheres se interessam pela política. O problema é ultrapassar a barreira para se candidatar”, explicou.

A deputada estadual Terezinha Ruiz também concorda que a participação feminina ainda é pequena. “Há ainda a necessidade de mobilizar a participação de outras mulheres nos partidos. No mês de abril, eu participei de um evento do meu partido que incentivava a participação feminina. Muitas vezes não conseguimos nem preencher a cota de 30% para cada partido. Como custou muito para a mulher ter espaço, ainda é normal que ela fique com medo de participar diretamente da política, como candidata”, afirmou.

A vereadora Lúcia Antony também ressalta a importância da participação das mulheres na política, principalmente no nosso Estado, onde o número ainda é pequeno. “A nossa sociedade ainda é machista. Esse machismo está na cabeça de mulheres e homens. O homem sempre como o produtor e a mulher que cuida da casa e dos filhos. As mulheres são 47% da força de trabalho, mas a sociedade ainda a vê como um ser incapaz e é por isso que não consegue votar nelas. Esse Fórum vai ser muito importante, mas eu não poderei participar. Nele serão debatidas muitas questões que vão ajudar a mobilizar as mulheres que também já participam de partidos políticos, mas como cabos eleitorais. A maioria que chega a se eleger é por que é filha ou mulher de algum político”, enfatiza.

Legislação mantém cota - Desde 1996 os partidos políticos têm uma cota mínima de 30% para participação de mulheres. Mas nem mesmo essa determinação da Lei Eleitoral 9504/97 pode mudar a realidade que indica a predominância masculina nas eleições. “Nós percebemos que a participação das mulheres ainda é tímida. Isso acontece em todos os Estados, pois a porcentagem é repetitiva. Mas esse histórico está diminuindo, pois há pouco tempo a mulher não podia nem votar”, informou Rebecca.

A partir de 1946, todas as mulheres brasileiras receberam o direito de votar. De acordo com o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos vinte e oito partidos o PRB é o que possui o maior número de mulheres filiadas. São 1.989 mulheres e 1.767 homens. Ao contrário do PSOL, da ex-candidata à presidência da República, Heloísa Helena, onde apresenta o menor índice de participação feminina.

No Fórum serão discutidas como essas formas de incentivo vão ser viabilizadas. Umas das propostas é a produção de campanha publicitária em TV e rádio mostrando a importância da participação feminina nas eleições municipais de outubro de 2008.

Segundo o site do governo federal, a pesquisa do Estado/Ipsos, de janeiro deste ano, mostra que 67% dos brasileiros acham que uma presença mais forte do público feminino melhoraria o nível da política no país. No Brasil, a participação das mulheres na política está expressa em muitos cargos, mas não na presidência. Na América do Sul há exemplos em outros países como Argentina com Cristina Kirchner e Michelle Bachelet no Chile.

Fonte: Ana Célia Costa / Amazônia em Tempo

Desafio na Amazônia é manter controle sobre as atividades ilegais, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou no programa de rádio “Café com o presidente”, nesta segunda-feira (12), que o desafio para o governo na Amazônia é manter o controle sobre as atividades ilegais.

Referindo-se ao Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado na última quinta-feira (8), o presidente disse que o programa é basicamente um conjunto de diretrizes que vão orientar as políticas públicas do governo na Amazônia.

“Um dos grandes problemas que identificamos na Amazônia é o desmatamento ilegal. E começamos, já em 2003, a implementar uma forte estratégia de combate a este tipo de crime. O desafio agora é manter o controle sobre as atividades ilegais e criar alternativas concretas para as atividades econômicas na Amazônia”, declarou.

Lula explicou que uma das principais ações é a Operação Arco Verde que tem quatro grandes ações: as emergenciais que prevêem agilizar o seguro-desemprego e a contratação e capacitação de cerca de 2500 agentes de defesa ambiental; o Programa de Pró-Recuperação Florestal, de recuperação de áreas degradadas; as ações de ordenamento fundiário e territorial que prevêem o levantamento da ocupação de 36 municípios e o projeto de governança ambiental, em que há a previsão de liberação de R$ 500 milhões do BNDES para investimentos em melhorias no processo de licenciamento, gestão territorial, elaboração e implementação do zoneamento.

“Vamos também estabelecer a criação de um Cadastro Ambiental Rural. O produtor só terá acesso ao crédito, fomento e assistência técnica se ele fizer parte desse cadastro”, destacou o presidente.

Olimpíada de Matemática - presidente também falou sobre a Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas. O campeonato que terá as inscrições encerradas no próximo dia 16, na opinião de Lula, é uma oportunidade para melhorar a relação do aluno com a disciplina.

“Acho importante lembrar que, quando nós criamos a Olimpíada da Matemática, muita gente achava que os meninos das escolas públicas e as meninas não iam ter interesse. E hoje nós temos a maior olimpíada de matemática do mundo”, frizou.

As inscrições vão até esta sexta-feira (16) e devem ser feitas pela internet no endereço www.obimep.org.br.

Fonte: G1

Óleos vegetais do Amazonas serão matéria-prima para empresas da Zona Franca

Com expectativa de lucro mensal de R$ 750, aproximadamente 40 famílias de produtores rurais de Manaquiri (AM), iniciaram nessa sexta-feira (9) as atividades da Agroindústria de Óleos do município.

A usina foi inaugurada apenas dois dias depois que o Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) aprovou o início dos trabalhos da primeira indústria de biocosméticos no Pólo Industrial de Manaus (PIM).

Com a inauguração, os óleos de frutos e sementes de andiroba, castanha, tucumã, açaí, buriti e babaçu serão usados como matéria-prima por outras indústrias que atuam no setor de cosméticos, sobretudo na Zona Franca de Manaus (ZFM).

Em todo o Amazonas, existem mais de 120 espécies de plantas e frutas oleaginosas catalogadas. O valor do quilo dos produtos deve variar entre R$ 20 e R$ 25.

Para participar da divisão dos lucros, a família deve ser obrigatoriamente integrante da Cooperativa de Fitocosméticos de Manaquiri (Coopfitos) e atuar em uma das atividades previstas no processo de fabricação dos óleos, incluindo o trabalho de reflorestamento da área (atividade inclusa no projeto e que prevê o plantio de novas mudas das plantas utilizadas na usina), até a colheita dos frutos e sementes.

O início das atividades da agroindústria de Manaquiri ocorre no momento em que a ZFM se prepara para uma expansão do setor de higiene pessoal e perfumaria, já que, em dezembro passado, foi aprovado o Projeto Produtivo Básico (PPB) dos Cosméticos, que viabilizará a entrada de empresas do ramo no PIM, com os incentivos fiscais existentes na região.

Além de servir como matéria-prima para fabricação de cosméticos, os óleos de Manaquiri que não estiverem dentro da classificação "primeira qualidade" serão aproveitados pela Fundação de Vigilância Sanitária (FVS) para a fabricação de repelentes a serem usados no Amazonas para o combate à malária. A usina deve produzir 50 litros por hora e a distribuição será feita por via rodoviária, com apoio dos governos municipal e federal.

A novidade vinha sendo esperada há pelo menos três anos pelos moradores do local, segundo Antônio Santa Rita, líder de uma das comunidades integrantes da Coopfitos. Ele diz que é grande a expectativa da comunidade sobre o andamento do novo negócio da cidade e também sobre a melhoria dos rendimentos da população.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abithec) mostram que, só em 2007, o setor de cosméticos movimentou mais de R$ 19 milhões no Brasil e hoje o país ocupa o terceiro lugar no ranking global de higiene pessoal e de beleza.
"Tudo começou em 2002 quando pesquisadores do Inpa [Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia] vieram para cá para fazer seus trabalhos e pesquisas sobre os frutos, sementes e potencialidades dos recursos naturais na nossa área. Como nós já fazíamos a extração do óleo de forma artesanal, mas como fonte de renda e trabalho, surgiu a idéia de fazer a indústria. Agora estamos otimistas. Em média de rendimento mensal das famílias deve saltar de R$100 para R$ 750", conta.

De acordo com Santa Rita, a divulgação da pesquisa e do trabalho dos ribeirinhos culminou na chegada dos cursos técnicos preparatórios do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae) às duas comunidades inicialmente integrantes da cooperativa e por fim toda preparação técnica até a inauguração da usina.

O professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e especialista em Planejamento de Sistemas Energéticos, José de Castro, avalia que para que o projeto da usina ocorra de forma satisfatória para seus trabalhadores e para o meio ambiente, é necessário haver a sustentabilidade sócio-ambiental de todo processo existente.

Ele informa que a Ufam é uma das apoiadoras da agroindústria e revela que apesar do inventário das áreas de floresta da região feito pelos moradores de Manaquiri, a idéia é auxiliar os comunitários no desenvolvimento da atividade.

"A universidade está ajudando os comunitários com apoio técnico e também fazendo a ligação dessas comunidades com as possibilidades de investimentos que elas podem ter, como os editais de instituições diversas divulgados pela internet. Nosso papel é ajudá-los na sustentabilidade econômica e sócio-florestal", afirma Castro.

Segundo a gerente de Agronegócios do Sebrae Amazonas, Vanderléia Oliveira, a partir do início das atividades, a agroindústria de Manaquiri se prepara para um novo passo: a certificação de seus produtos.

"A certificação dos produtos vai agregar valor ao que já é feito e trazer mais segurança ao comprador que a matéria-prima tem a qualidade esperada", antecipa Vanderléia.
Ela reforça que em meio aos treinamentos realizados com os ribeirinhos, também foi incluída a capacitação a respeito da qualificação da produção. "Eles já receberam toda capacitação necessária para as boas práticas de fabricação e estão prontos para receber a certificação".
Durante a inauguração da Agroindústria de Óleos de Manaquiri, o governador do Amazonas, Eduardo Braga, disse que ainda este ano o município irá receber mais R$ 2 milhões para a implantação de sua segunda indústria, dessa vez na área de Fecularia.

"A verba para a indústria de Fécula de Batata já está disponível para o município e será repassada via Secretaria de Produção Rural e a expectativa é que mais cinco mil famílias sejam beneficiadas", anunciou Braga. Manaquiri é atualmente o maior produtor de batata doce do estado.

Fonte: Agência Brasil

Na política como na vida, mãe é sempre mãe

A figura materna é essencial na vida de qualquer pessoa. Na carreira política não é diferente. O apoio da mãe nas dificuldades e percalços da trajetória parlamentar pode representar um trabalho bem-sucedido. Por outro lado, as mães que atuam na política precisam se desdobrar para dar conta do trabalho e da educação dos filhos.

A dona de casa Terezinha de Jesus Pereira da Silva, 60, mãe do vereador Braz Silva (PSDC), é um exemplo de influência positiva na vida do parlamentar. Mãe de oito filhos – e mais um de criação – ela conta que, junto ao marido, sempre se esforçou para dar uma vida digna à família, mesmo em condições financeiras desfavoráveis. Ela acredita que agora está colhendo os frutos da boa educação que deu aos filhos.

Um cartaz com a foto do filho vereador na fachada de sua casa, no bairro Betânia, Zona Sul da cidade, já dá uma idéia do tamanho do carinho e da dedicação de dona Terezinha. Ao falar da família, ela se mostra entusiasmada e diz que todo o sofrimento que passou para criar os filhos valeu a pena. “Graças a Deus, vivo muito feliz”, ressalta.

Dona Terezinha participa intensamente da vida política do filho. “Quando ele disse que queria ser candidato, pedi que ele pensasse muito bem se era realmente isso que ele queria. Tinha medo desse negócio de política, porque meu filho é uma pessoa honesta e a gente sabe que nesse meio existe muita coisa ruim. Mesmo assim, dei apoio”, conta.

Uma das mais esforçadas militantes da campanha de Braz Silva foi a própria mãe. O parlamentar concorreu pela primeira vez às eleições municipais em 2000, mas não conseguiu levar a disputa. “Nós batalhamos muito. Eu pedia voto para as pessoas da família, para os amigos”, lembra. Na segunda tentativa, ele se elegeu vereador.

Incentivo - A educação baseada na religiosidade e no respeito ao próximo é apontada pelo vereador Braz Silva como uma das grandes contribuições de sua mãe tanto para a vida pessoal quanto profissional. “Nossa família é matriarcal. Minha mãe manda em todo mundo, aconselha e me ajuda muito quando estou enfrentando alguma dificuldade”, conta o parlamentar.Na avaliação dele, a mãe é a grande responsável por seu interesse pela ajuda humanitária. “Se eu tenho esse perfil de ser uma pessoa solidária é porque eu me espelhei nela”, afirma.O parlamentar diz que está sempre em contato com dona Terezinha, seja por telefone ou mesmo indo à casa dela. “Parece que ainda não cortamos o cordão umbilical. Todos os dias nos encontramos, almoço com ela, e aos domingos vamos à igreja juntos”, ressalta.

Política e família - Militante desde a década de 1980, a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) fala sobre a dificuldade em dividir o tempo entre as atividades políticas durante mais de duas décadas e a criação da filha Rafaela, hoje com 24 anos e formada em medicina. “Eu e o Eron (Bezerra, marido da deputada, do mesmo partido) sempre acordamos muito cedo para tomar café com ela e levá-la à escola. Apesar da vida corrida, sempre procurei ter um tempo para ficar perto dela”, lembra.

Vanessa conta que o apoio dos pais também foi muito importante para que ela pudesse se dedicar à política. “Tive muita ajuda da minha mãe e do meu pai para cuidar da Rafaela. No início da militância, eu viajava bastante e eles ficavam com a minha filha para que eu pudesse desenvolver meus trabalhos”, diz.

As folgas entre um projeto e outro e os dias de férias eram aproveitados para reunir a família. Além disso, a parlamentar conta que muitas vezes teve que levar a filha em reuniões, encontros do PCdoB e até mesmo para o trabalho na Assembléia Legislativa, quando exerceu mandatos como deputada estadual. “Ela participou de tanta coisa sem querer, e eu acho que isso fez com que ela não se interessasse pela carreira política”, afirma.

Estreante na política, a deputada federal Rebecca Garcia acredita que está conseguindo administrar bem o tempo entre a vida política em Brasília e a educação dos filhos de 3 e 6 anos, que ficam em Manaus. “No começo foi difícil, mas agora consigo lidar melhor com a situação”, ressalta.

A deputada passa três dias da semana na capital federal e fica em Manaus no período entre sexta e segunda-feira. “Quando estou aqui, faço questão de levá-los à escola, ajudar a fazer a lição de casa, passear, levar ao médico. Domingo é um dia sagrado para ficar com eles, se puder não atendo nem o celular”, conta.


Fonte: Fabíola Pascarelli / Amazonas em Tempo

11 de maio de 2008

Retrato de Mãe

"Uma mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus, e muito de anjo pela incansável solicitude dos cuidados seus; uma mulher que, ainda jovem, tem a tranqüila sabedoria de uma anciã e, na velhice, o admirável vigor da juventude; se de pouca instrução, desvenda com intuição inexplicável os segredos da vida e, se muito instruída age com a simplicidade de menina; uma mulher que sendo pobre, tem como recompensa a felicidade dos que ama, e quando rica, todos os seus tesouros daria para não sofrer no coração a dor da ingratidão; sendo frágil, consegue reagir com a bravura de um leão; uma mulher que, enquanto viva, não lhe damos o devido valor, porque ao seu lado todas as dores são esquecidas; entretanto quando morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para vê-la novamente ao menos por um só momento, receber dela um só abraço, e ouvir de seus lábios uma só palavra. Dessa mulher não me exijas o nome, se não quiseres que turve de lágrimas esta lembrança, porque... já a vi passar em meu caminho. Quando teus filhos já estiverem crescidos, lê para eles estas palavras. E, enquanto eles cobrem a tua face de beijos, conta-lhes que um humilde peregrino, em paga da hospedagem recebida, deixou aqui para todos o esboço do retrato de sua própria mãe."

Tradução do original de D. Ramóm Angel Jara Bispo e Orador Chileno