Ameaça da China contra o PIM

Rebecca Garcia conversará com técnicos dos ministérios para impedir ameaça da China contra o PIM

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário do Amazonas nas ações da nova estatal do governo federal

Defendesa do AM na guerra fiscal

Rebecca Garcia faz discurso na Câmara dos Deputados para defender o Amazonas na guerra fiscal contra São Paulo.

8 de Março, dia Internacional das Mulheres

Parabéns a todas nós mulheres!

Av. Das Torres

Ministro das Cidades acelerará liberação de recursos para 2º fase da Avenida das Torres.

6 de junho de 2008

Recursos para a cardiologia do Hospital Francisca Mendes

A Deputada Rebecca Garcia aprovou Emenda Individual, de sua autoria, no Orçamento Geral da União 2008 (Ministério da Saúde / Fundo Nacional de Saúde), que transfere o recurso de R$ 1.200.000,00 (hum milhão e duzentos mil reais) para o Hospital Universitário Francisca Mendes, em Manaus.

Na tarde desta sexta-feira (6), ela foi pessoalmente ao Hospital para entregar ao diretor-geral, Dr. Pedro Elias de Souza, o documento que formaliza a ação. Inicialmente, o recurso seria utilizado para a construção da ala de cardiopatia infantil do Hospital, mas ele será utilizado, ainda neste primeiro semestre, para a ampliação dos serviços de Terapia Intensiva da Cardiologia Adulta – Unidade Coronária.

De acordo com o diretor, existe uma questão muito importante que tem que anteceder a criação da Ala infantil, que é a solidificação da cardiologia adulta. “Para implementarmos um serviço dessa complexidade, temos que ter bases muito fortes e não podemos correr riscos.”

Mesmo sendo utilizado, neste momento, para a ampliação da Unidade Coronária, o diretor do Hospital se comprometeu com a Deputada em encaminhar uma proposta ao Governo do Estado para a criação da Ala de Cardiopatia Infantil.

Segundo o Dr. Pedro Elias, o apoio da Deputada é muito bem-vindo e importante. “Sem dúvida alguma a gente vai poder atender muito melhor a população”. Além dos recursos destinados à Cardiopatia, a Deputada aprovou, na semana passada, o repasse de R$ 300 mil para a construção do Bloco Administrativo do Hospital.

Fotos: Eduardo Rodrigues

Debate sobre a preservação da Amazônia

A Câmara dos Deputados promoveu nesta quinta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, uma Comissão Geral para debater o tema Meio Ambiente e Amazônia. Vários convidados participaram da sessão comandada pelo presidente da casa, Arlindo Chinaglia, e que contou com a participação do novo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. A Deputada Rebecca Garcia, indicou para fazer parte da Comissão, por meio do Partido Progressista (PP), o nome do pesquisador Dr. Antônio Manzi, gerente-executivo do Programa de Experimento de Grande Escala da Biosfera – Atmosfera na Amazônia (LBA), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

A Comissão debateu, durante toda a tarde, medidas para a preservação da Amazônia. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Antônio Herman comentou que o Brasil tem uma das melhores legislações ambientais do mundo, porém ainda falta organização e fiscalização. “Enfrentamos problemas extremamente graves no que diz respeito a combate ao desmatamento, tratamento de resíduos, poluição do ar, das águas e do solo e, muito especificamente, no que diz respeito às competências da União, dos Estados e dos Municípios.”

De acordo com o Dr. Antônio Manzi, os projetos de desenvolvimento sustentável para a Amazônia têm que ser calcados em conhecimento científico. “Esses programas no Ministério da Ciência e Tecnologia, juntando-se a outros programas de outros Ministérios, podem contribuir — e muito — , com subsídios, para a definição de políticas públicas.”

Ministro - Durante o debate, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, falou sobre as ações que ele já desenvolveu nesses poucos dias de Ministério. Comentou também com que serão criadas três novas reservas ambientais na Amazônia, totalizando 2,6 milhões de hectares, extensão duas vezes e meia superior à área devastada na região no ano passado.

LBA — É o maior programa de pesquisas ambientais em regiões tropicais já realizado no mundo. É uma iniciativa brasileira que conta com cooperação internacional de diversos países. Nos últimos 10 anos, o LBA gerou uma grande quantidade de conhecimento sobre o funcionamento integrado dos ecossistemas amazônicos. "Os resultados são a referência que temos para discutir a questão da Amazônia no contexto das mudanças climáticas globais", afirma Dr. Manzi.
Fotos: Edson Almeida

Meio Ambiente rejeita exigência de papel não-clorado

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável rejeitou na quarta-feira (4) proposta que determina a substituição de todo o papel branqueado a cloro, que é um método poluente, por papel não-clorado nos órgãos da administração direta ou indireta do governo federal. De autoria do deputado Enio Bacci (PDT-RS), o Projeto de Lei 1592/99 determina que a substituição seja feita no prazo de quatro anos.

O projeto recebeu parecer contrário da relatora, Rebecca Garcia (PP-AM), que considerou a proposta "extemporânea". A deputada argumentou que as tecnologias de branqueamento de papel já superaram, nas principais indústrias do mundo, a utilização do cloro. "Os avanços tecnológicos permitiram adaptar o dióxido de cloro ao branqueamento de papel, sem geração de resíduos perigosos", afirmou.

Rebecca Garcia ressaltou também que a indústria nacional segue, inclusive por razões de competitividade no mercado mundial, a tendência de suas congêneres em países do Primeiro Mundo. "Tendo em vista que as proposições procuram sanar um problema ambiental que já se encontra equacionado pelos avanços das técnicas de produção industrial, voto pela rejeição", resumiu a parlamentar.

Tramitação - O projeto, que já havia sido rejeitado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, ainda será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto tramita em caráter conclusivo.

Fonte: Agência Câmara

Lula: Amazônia é como água benta, todo mundo quer meter o dedo

Durante solenidade em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar os que acham que a Amazônia deve ser tratada pela comunidade internacional, e não pelo Brasil. Lula, afeito a metáforas, foi além:

- De vez em quando eu fico pensando que a Amazônia é como aqueles vidros de água benta que tem nas igrejas: todo mundo acha que pode meter o dedo. Basta ser católico e entrar na igreja que quer colocar o dedo para se benzer. A Amazônia, além de ser católica, é evangélica. Então, tem mais gente querendo botar o dedo ali - comparou o presidente, em cerimônia para assinatura do decreto de criação de três novas reservas na região amazônica, sendo duas reservas extrativistas e um parque nacional, que representam mais 2,6 milhões de hectares de área protegida.

O presidente também voltou a criticar "pessoas que não têm autoridade política" para opinar sobre a Amazônia, que, segundo ele, são "pessoas que desmataram o que tinham e o que não tinham. Pessoas que emitem CO2 como ninguém"

- É importante que as pessoas, quando vêm na casa da gente, que elas peçam licença para abrir nossa geladeira - comparou.

A devastação da Amazônia tem preocupado as entidades ambientalistas. Depois de três anos consecutivos de redução do desmatamento, a taxa voltou a subir em 2007, e especialistas atribuem o avanço ao plantio de commodities, como a soja. Nesta semana, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que a Amazônia perdeu 1.123 quilômetros quadrados de floresta em abril, área pouco menor que a cidade do Rio de Janeiro. No mês anterior, foram 145 quilômetros. Dos estados que compõem a região, o Mato Grosso liderou o desmatamento em abril.

Na solenidade, que teve a presença dos ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Dilma Rousseff (Casa Civil), Lula assinou decretos que criam um parque nacional e duas reservas extrativistas na Amazônia num total de cerca de 2,6 milhões de hectares.

O presidente assinou mensagem ao Congresso Nacional do projeto de lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima, que vai nortear o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, bem como outras ações a serem implementadas nos três níveis da federação.

Lula ainda relembrou seu discurso em defesa dos biocombustíveis na abertura da reunião da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no início desta semana em Roma.

O presidente defendeu uma ajuda mais próxima aos países africanos que enfrentam dificuldades com a alta nos preços dos alimentos. Lula afirmou que não adianta "dar um dinheirinho de vez em quando" às nações africanas e citou a instalação de escritórios da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no continente africano.

Minc fez questão de dizer que a Amazônia pertence ao povo brasileiro. Lula, mais conciliador, afirmou que a Humanidade pode se valer dos benefícios das florestas brasileiras.

- Eu não sou tão egoísta como o Minc, que fala que a Amazônia é do Brasil. Eu acho que somos tão solidários, que o território é nosso, mas os benefícios causados pela preservação que nós lá estamos fazendo queremos partilhar com a humanidade porque queremos que todos respirem o ar verde produzido pelas nossas florestas - disse Lula.

As reservas extrativistas (Resex) a serem criadas são Médio Xingu, Pará (303,8 mil hectares), e Ituxi, Amazonas (776,9 mil hectares). A criação do Parque Nacional Manpiguari (1,6 milhão de hectares), localizado nos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas, tem o objetivo de preservar ecossistemas naturais de grande importância ecológica.

Fonte: O Globo / Reuters

Governo é contra projeto que reduz reserva legal de florestas na Amazônia, diz Minc

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (5) que o governo é contra o projeto de lei que reduz de 80% para 50% a área de reserva legal de florestas na Amazônia. O projeto está sendo analisado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

"Como ministro, eu procuraria os presidentes da Câmara e do Senado para mostrar a inviabilidade, a insustentabilidade desse projeto que pretende reduzir a reserva legal da Amazônia de 80% para 50% e a área desmatada de 20% para 50% ", afirmou o ministro.

Ele disse ainda que vai procurar a Frente Parlamentar Ambientalista para mostrar que o governo é contrário a aprovação do projeto. Minc também disse que já conversou com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que também demonstrou ser contra a proposta.

Minc participou hoje na Câmara de comissão geral para discutir projetos ligados ao meio ambiente e a Amazônia.

Fonte: Agência Brasil

5 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente


Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, distribuí mudas de orquídeas, doadas pelo Jardim Botânico de Brasília, para todos os senadores e deputados do Congresso Nacional. Uma pequena lembrança para incentivar as pessoas a cuidarem de uma plantinha, e, a partir desta, cuidarem de todas as outras que estão em nossas matas, preservando, assim, o nosso meio ambiente.

“Quase sempre minorias criativas e dedicadas tornam o mundo melhor. Se eu soubesse que o mundo acabaria amanhã, ainda hoje plantaria uma árvore”, com as palavras de Martin Luther King, o cartão que acompanhava as plantas passava esse sentimento de que pequenas ações individuais podem mudar o mundo.

Flores - Essas mudas de orquídeas são originárias da Amazônia e levaram seis anos para serem cultivadas. Elas fazem parte de uma pesquisa do Jardim Botânico de Brasília, que, na pessoa de seu diretor-executivo Jeanito Sebastião Getilini e de sua gerente de manejo de recursos naturais Lilian Breda, foi parceiro nessa comemoração.

Manaus – A ação do Dia Mundial do Meio Ambiente não ficou só em Brasília. Sementes de Seringueira e Açaí também foram distribuídas em várias localidades da capital do Amazonas, entre eles, no Tribunal de Justiça, na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal.

Sem vontade política não chegamos a lugar nenhum e, pensando nisso, promovi esta comemoração para conclamar esse minuto de reflexão e compromisso com o meio ambiente.

“Madeira dói? Pergunta quem me vê os braços verdes, os olhos cheios de asas. Por mim responde a luz do amanhecer que recobre de escamas esmaltadas as águas densas que me deram raça e cantam nas raízes do meu ser.” Thiago de Mello

Fotos: Edson Almeida

4 de junho de 2008

Plano Nacional de Mudanças do Clima


Na manhã desta quarta-feira (4), a Comissão de Mudanças Climáticas promoveu uma Audiência Pública para debater a elaboração e ações do Plano Nacional de Mudanças do Clima. Participaram da discussão o coordenador geral do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Dr. Luiz Pinguelli Rosa, o diretor da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Dr. Ruy de Góes e o subchefe adjunto de políticas governamentais da Presidência da República, Jhaness Eck. A Deputada Rebecca Garcia presidiu a Comissão por um período e participou como relatora, em substituição ao senador Renato Casagrande (PSB-ES).

O Plano Nacional está previsto no Decreto 6263/07, de criação do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), composto pela Casa Civil, 15 ministérios, Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

O Plano pretende definir metas de diminuição da emissão de gás carbônico na atmosfera e busca preparar o Brasil para enfrentar o aquecimento global e o impacto das mudanças no clima. Outra diretriz é o incentivo à pesquisa científica para identificar fontes de emissão de gás carbônico.

Na reunião foram apresentados dados de emissão de gases e eventos que influenciam no clima das regiões e os efeitos que as alterações causam na natureza. As ações do governo federal que vem sendo feitas e as previstas para o Plano Nacional também foram debatidas. De acordo o Dr. Ruy Góes, as diretrizes do Plano têm que ser bem definidas e é importante que ele leve em consideração preocupações nacionais e internacionais. “O Plano não pode estar descolado das metas e regras mundiais de preservação do meio ambiente. As ações têm que caminhar juntas.”

Para o presidente da Comissão, Deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), o debate desta quarta foi muito produtivo. “É um tema extremamente transversal e ele não pode se findar aqui. Temos que continuar as reuniões para discutir este assunto tão importante. Assim, poderemos contribuir para a redução da emissão de gases na atmosfera.”

De acordo com a Deputada Rebecca Garcia, a Comissão tem feito de maneira muito legítima o seu trabalho. Ela espera que os novos relatórios possam contribuir ainda mais com as ações do governo . “O Brasil tem de tudo para sair na frente neste debate sobre as mudanças climáticas e a preservação do meio ambiente. Acredito que está faltando mais ousadia. O país está muito tímido em um discurso que ele é protagonista.”

Para ela, o governo tem condições de ser mais ousado e tomar frente das questões relacionadas ao meio ambiente. “Está faltando colocar isso na agenda como prioridade. Espero que com a entrada do novo ministro as ações sejam mais significativas.”


Fotos: Edson Almeida

O papel do Exército na luta contra o desmatamento


A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou, nesta quarta-feira (4) de manhã, o Requerimento n. 188/08, apresentado por mim, que solicitava uma Audiência Pública para debater o papel do Exército Brasileiro na Floresta Amazônica.

Quando o novo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, assumiu o cargo, ele afirmou que iria sugerir ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que houvesse a participação das Forças Armadas na defesa dos parques nacionais e das reservas extrativistas da Amazônia.

Desde então, muito já se discutiu o assunto na mídia, porém acredito que uma Audiência Pública reunindo o novo Ministro e representantes das Forças Armadas é de fundamental importância para se compreender qual o papel que o Exército poderia exercer na defesa da Floresta Amazônica e para gerar idéias para o desenvolvimento de um plano de ação.

Como a preservação da Amazônia é um dos temas mais importantes da atualidade, gostaria de saber até que ponto o Exército poderia participar na luta contra o desmatamento? Que soluções conjuntas poderiam ser construídas para que todas as áreas do Poder Executivo Nacional pudessem participar da luta em defesa da Amazônia?

Nesta semana, Minc disse que o Ministro da Justiça, Tarso Genro, confirmou a criação da Guarda Nacional Ambiental para conter o desmatamento no país. Segundo Minc, serão disponibilizados 500 homens, especializados em ações ambientais, que atuarão a partir do 2º semestre. Acredito que esta Audiência pode contribuir muito para ação desta Guarda Nacional Ambiental.

Além da aprovação do Requerimento, a Comissão aprovou também a rejeição do parecer que apresentei como Relatora sobre o Projeto de Lei N. 1.592/99, que institui a substituição gradual do papel branqueado a cloro pelo tipo não clorado nos órgãos da administração pública direta ou indireta do Governo Federal.

Sugeri a rejeição do Projeto, por ser uma iniciativa, por assim dizer, extemporânea. O estado da arte das tecnologias de branqueamento de papel superou, nas principais indústrias do mundo, o problema que se busca sanar por força de lei. Os avanços tecnológicos permitiram adaptar o dióxido de cloro ao branqueamento de papel, sem geração de resíduos perigosos.


Foto: Edson Almeida

Minc delega a estados poder de autorizar fazendeiros da Amazônia a obter financiamento

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, entregou aos governos estaduais o poder de determinar quais propriedades rurais serão impedidas ou autorizadas a tomar empréstimos públicos na Amazônia. Para escapar aos efeitos da medida que regulava a concessão do chamado "crédito verde", a mais polêmica do pacote antidesmatamento lançado pela ex-ministra Marina Silva, os fazendeiros agora só precisarão de declaração do órgão ambiental estadual atestando que a terra está fora do bioma Amazônia. Minc admitiu que o sistema pode abrir espaço para fraudes, mas prometeu acionar o Ibama para fiscalizar a distribuição do documento a agricultores, pecuaristas e madeireiros.

A mudança na resolução do Banco Central que vetou crédito a proprietários que desmatam a floresta foi publicada nesta terça no Diário Oficial. Assinado por Minc, o texto estabelece que a declaração do governo estadual de que a propriedade está fora do bioma Amazônia "poderá ser apresentada pelo tomador de crédito ao agente financeiro para fins de não-aplicação das normas previstas pela resolução do Banco Central".

A portaria de Marina restringia o crédito a fazendeiros de 527 municípios da Amazônia Legal. Segundo Minc, a nova medida livrará parte dos produtores de 96 desses municípios, que têm território dividido entre Amazônia e Cerrado. A idéia seria isentar de punição as fazendas que não ocupam áreas de floresta. A maior parte das cidades beneficiadas fica em Mato Grosso.
- Quem define onde acaba cada bioma é o IBGE, e todos os secretários de Meio Ambiente têm essa linha pendurada na parede. É que nem o samba de gafieira: quem está fora não entra, quem está dentro não sai - comparou Minc.

Minc admitiu a possibilidade de fraudes. Mas disse que usará o Ibama para fiscalizar, por amostragem, a distribuição do documento que permitirá a tomada de empréstimos.

- Pode haver fraude. O secretário, como o governador, é contra a resolução, ou como ele é amigo do produtor, ou o cara que oferece R$ 100 mil para dizer que está fora da linha do IBGE... Mas é falsidade ideológica, dá prisão. Se o cara meter na gafieira quem está fora, é cana dura.

Tanto o Greenpeace como a Sociedade Rural Brasileira avaliaram nesta terça que a captura de bois piratas, anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, seria uma medida inócua. As entidades dizem ainda que o governo precisa promover o zoneamento ecológico e o ordenamento fundiário da Amazônia. A Região Amazônica tem um rebanho de 80 milhões de cabeças de gado - quatro vezes o número de moradores. Segundo o Greenpeace, uma área de 150 mil km² de terras já desmatadas na floresta podem ser destinadas a dobrar a produção agrícola da Amazônia, desde que haja um zoneamento.

- Não vai ser caçando bois no pasto que vamos resolver o problema. Até porque bois não ficam sobrando assim, perdidos na floresta. Na Amazônia, para os desmatadores, boi é melhor que tora de madeira, porque vai andando até o ponto de venda e vira dinheiro na hora - disse Sérgio Leitão, diretor de Políticas Públicas do Greenpeace.

Já o presidente da SRB, Cesário Ramalho da Silva, afirmou que o ministro Carlos Minc precisa parar de dar declarações agressivas contra o agronegócio e cuidar das diferenças regionais do país para o meio ambiente. Além de zoneamento, o agronegócio quer nova legislação ambiental para o país, adequada regionalmente:

- Por exemplo: temos a mesma legislação para Rio de Janeiro, Amazônia, pampa e Pantanal. Isso precisa ser mais bem adequado. O país tem leis e o agronegócio é uma atividade legal. Ninguém quer ficar fora da lei. O agronegócio gera 37% dos empregos e 29% do PIB nacional - afirmou Ramalho.

Segundo especialistas ligados a órgãos de pesquisas do governo ouvidos pelo Globo, tecnicamente não há nenhum impedimento para que o país faça um zoneamento. O problema, avaliam, é que um zoneamento bem feito, que não atenda ao interesse de nenhum ministério, vai contrariar a todos. Para ser isento, o zoneamento vai desagradar a indígenas e produtores rurais, ambientalistas e investidores, e talvez o governo não esteja preparado para tanta polêmica.
Segundo Leitão, o desmatamento é muito maior que o mostrado pelo Inpe.

- O imenso tapume de nuvens encobriu situações muito mais graves, inclusive em outras regiões, como o Pará - disse o diretor do Greenpeace.

Fonte: O Globo Online

IBGE lança banco de dados sobre vegetação da Amazônia Legal

Acervo contém 2.500 pontos de inventário florestal e de coleta de material botânico.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está montando um banco de dados com informações sobre a vegetação na Amazônia Legal, que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, parte do Maranhão e cinco municípios de Goiás.

Segundo nota divulgada pelo IBGE, as informações podem ser acessadas gratuitamente, pelo site do instituto. O acervo de dados contém 2.500 pontos de inventário florestal e de coleta de material botânico. Para atualização do mapeamento, foram utilizadas imagens de satélites, bibliografias atualizadas, informações obtidas em trabalhos de campo e também estudos realizados por outras instituições. A ferramenta deverá ser constantemente atualizada.

Amazônia - Ainda de acordo com o IBGE, a Amazônia Legal representa 59% do território brasileiro, ou cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, distribuídos por 775 municípios. , onde vivem pouco mais de 20 milhões de pessoas.

Fonte: G1

Pastagem soma 7,8% da área da Amazônia Legal

A Amazônia Legal ganhou ontem um banco de dados que pretende servir como subsídio para a formulação de políticas públicas para a região, formada por Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

Com nível de detalhamento inédito, o sistema mostra que as áreas modificadas pelo homem, de 748.698 km2, já correspondem a 15% do total da região --as pastagens respondem por 7,8%. Com 3.016.363 km2, a floresta ocupa 61,07% da área total.

"Essa é uma ferramenta poderosa para que se conheça um pouco mais dessa região e para orientar as políticas públicas", diz Ricardo Braga, gerente de Recursos Naturais do IBGE, responsável pelo produto.

Segundo ele, a escala de 1:250.000, em que 1 cm no mapa corresponde a 2,5 km de território, permite uma abordagem com baixo nível de generalização.

Os dados começaram a ser coletados na década de 70 e foram revisados e atualizados através de imagens de satélites e trabalhos de campo, realizados por cerca de 20 funcionários do IBGE. Eles foram a 2.500 pontos de inventários florestais, regiões de um hectare quadrado onde coletaram a vegetação local e fizeram a medição das árvores com potencial comercial -aquelas com mais de 30 centímetros de diâmetro. Isso permite precisar com bastante credibilidade a ocorrência de determinada espécie de árvore.

A divulgação das informações, segundo afirmou o gerente do IBGE, chegou a ser questionada pelo Ibama, pois poderia funcionar como um "mapa da mina" para os madeireiros. O órgão, no entanto, acabou dando apoio à iniciativa.

"Adotamos o critério de transparência", afirmou Roberto Ricardo Vizentin, diretor de zoneamento territorial do Ministério do Meio Ambiente. "Quanto mais conhecimento o governo e a sociedade tiverem, mais condições políticas teremos para adotar medidas coerentes com o desenvolvimento sustentável", disse.

Apesar de não ser atualizado constantemente, o banco de dados permite acompanhar a evolução do desmatamento na região e também qual é a vegetação mais afetada pelo desmatamento. O sistema pode ser acessado gratuitamente no site do IBGE (www.ibge.gov.br). Os arquivos estão no formato "shape", que demanda programas específicos para ser lido.

Fonte: Folha de S.Paulo

3 de junho de 2008

Em um mês, área desmatada na Amazônia equivale à cidade do Rio

Dados do Inpe mostram que acumulado em 9 meses é 15% maior que em 1 ano; MT tem 71% do devastado em abril

O desmatamento acumulado dos últimos nove meses na Amazônia já superou em 15% o acumulado de 12 meses do ano anterior. Foram 5.850 km2 derrubados entre agosto de 2007 e abril de 2008, comparado a 4.974 km2, entre agosto de 2006 e julho de 2007 - período pelo qual se calcula a taxa anual de destruição da floresta.

Acompanhe levantamento mês-a-mês
- Só no mês de abril, o programa de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) identificou 1.123 km2 de desmatamento - área equivalente à cidade do Rio, com 1.182 km2. Em março, o sistema havia detectado só 145 km2 de floresta cortada ou degradada. A diferença deve-se em grande parte à menor cobertura de nuvens em abril (53%) do que em março (78%), o que permitiu que o satélite “enxergasse” muitas áreas que já estavam desmatadas, porém escondidas sob as nuvens.

Os números, divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), confirmam a tendência de aumento da devastação registrada desde o fim de 2007, após três anos consecutivos de queda. Os cálculos foram feitos com base em imagens de satélite do Deter, que identifica áreas desmatadas ou com floresta em estágio avançado de degradação acima de 25 hectares. O Inpe não tem como determinar em que mês uma área foi desmatada, apenas o momento em que o corte foi detectado.

“Não podemos dizer que houve aumento de março para abril, porque as condições de detecção foram diferentes. O que podemos dizer é que há um processo de degradação crescente e isso nos preocupa muito”, disse o diretor do Inpe, Gilberto Câmara.

“Isso significa que as medidas aplicadas pelo governo, apesar de duras, ainda não foram suficientes para frear o desmatamento”, avaliou Adalberto Veríssimo, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), organização que também monitora o desmatamento na região.

O calendário anual de monitoramento termina em 31 de julho, o que deixa menos de dois meses para que o governo consiga reverter essa alta. Além disso, a tendência é que a pressão aumente daqui para a frente, a medida que a diminuição das chuvas facilita o acesso ao interior da floresta, e que a redução das nuvens escancara o desmatamento dos meses anteriores.

O Estado com a maior área desmatada em abril foi Mato Grosso, com 794 km2. Em abril, apenas 14% do Estado estava coberto por nuvens, comparado a 69% em março. Roraima aparece em segundo lugar, com 284 km2 desmatados e só 18% de cobertura de nuvens em abril. Rondônia, que esteve 95% visível para o satélite, desmatou 34 km2. Já o Pará, onde o desmatamento costuma ser alto, ficou quase que totalmente encoberto durante os dois meses. Por isso, aparece com apenas 1,9 km2 desmatado em março e 1,3 km2, em abril.

Cerca de 17% da Amazônia já foi desmatada nos últimos 20 anos - 4 milhões de km2, área equivalente aos territórios de Minas Gerais, Rio e Espírito Santo. Na média, segundo Câmara, isso equivale a um campo de futebol destruído a cada 10 segundos.

“Colhe-se o que se plantou”, disse o diretor da organização Amigos da Terra, Roberto Smeraldi. “Você aumenta a exportação de ferro-gusa com carvão de floresta nativa, triplica os frigoríficos, titula ocupações de até 1.500 hectares, licencia obras ilegais e ainda não cobra as multas: depois espera o quê? Considerando que só há dados sobre Mato Grosso e Roraima, a tendência é de termos um ano entre os piores, voltando à casa dos 20 mil km2 (desmatados por ano).” Em 2006-2007, o desmatamento foi de 11.224 km2 segundo o Prodes, programa que calcula a área total de corte raso, incluindo áreas menores do que 25 hectares, não vista pelo Deter.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Minc: Guarda Nacional Ambiental atuará no 2º semestre

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o Ministério da Justiça confirmou a criação da Guarda Nacional Ambiental para conter o desmatamento no país, em especial na região da Amazônia. Segundo Minc, 'o ministro Tarso Genro me disponibilizou 500 homens especializados em ações ambientais que vão dar sustentação a ações conjuntas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) e da Polícia Federal', disse. A guarda começará a atuar no segundo semestre deste ano.

Carlos Minc anunciou também outras medidas para conter o desmatamento. Além da criação da Guarda Nacional, e da apreensão de gado criado em área ilegal, a partir do dia 15 deste mês, as siderúrgicas, madeireiras, serrarias e qualquer empresa do agronegócio, terão de informar ao Ibama a origem do produto que vão revender.

O ministro acredita que, com isso, será possível se chegar às regiões onde existe exploração ilegal. Ele explica que todas as empresas serão notificadas pelo Ibama a passar a informação. - Se uma madeireira compra madeira ilegal ela é responsável por isso, se alguém compra soja em área embargada também. Hoje em dia os grandes compram dos pequenos na ilegalidade e lavam as mãos em águas poluídas - disse.

O ministro avalia que essas ações não terão efeito imediato, mas no futuro poderão contribuir na diminuição dos índices de desmatamento.

Fonte: Portal Terra

Comissão geral discutirá legislação sobre meio ambiente

A Câmara promove comissão geral na próxima quinta-feira (Dia Mundial do Meio Ambiente) para discutir meio ambiente e Amazônia. Entre os temas que deverão ser debatidos está a sistematização das leis ambientais, em estudo por um grupo de trabalho. O relator do grupo, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), já apresentou parecer que unifica toda a legislação do setor.

Os deputados também devem abordar a definição de uma política nacional de uso da água, as reservas indígenas, ecoturismo, redução da emissão de gases poluentes, biodiesel e desenvolvimento sustentável. Na área econômica, os parlamentares devem abordar a votação pelo Plenário do Projeto de Lei Complementar 269/08, do deputado Davi Alves Silva Júnior (PDT-MA), que propõe a criação de uma zona de desenvolvimento que reúna as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. A proposta já foi aprovada pela comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional.

Entre as ações programas pela Câmara para o Dia Mundial do Meio Ambiente está uma edição especial do Jornal da Câmara sobre meio ambiente, que será impressa em papel reciclado. No futuro, o papel reciclado deverá ser usado em todas as edições do jornal.

A comissão geral está marcada para as 14 horas, no plenário Ulysses Guimarães.

Fonte: Agência Câmara

2 de junho de 2008

Em busca de melhorias pra as Feiras Municipais


Na campanha eleitoral, firmei o compromisso de implementar melhorias nas Feiras Municipais do Estado. Desde então, as visito constantemente para checar as necessidades e conversar com os feirantes.

No sábado pela manhã (31/05), fui convidada para ir à Feira Comunitária Oswaldo Frota. Os feirantes me mostraram as péssimas condições de trabalho em que eles se encontram. A Feira tem muitos problemas de infra-estrutura e não possui nem banheiros públicos. Em agosto ela completará um ano de fundação e ainda não está construída por completo, o que prejudica a vida de aproximadamente 50 famílias.

Escutei as reivindicações dos feirantes e me comprometi a continuar brigando para melhorar as condições de trabalho destas pessoas que sobrevivem do comércio nas Feiras do Estado. A situação desta Feira é a mesma de muitas outras que já visitei e algo precisa ser feito, com a maior brevidade possível, para que esses problemas sejam resolvidos. É muito importante que se dê o mínimo de estrutura para que estes profissionais exerçam a sua profissão da melhor maneira possível e possam sustentar as suas famílias.
Fotos: Eduardo Rodrigues

Em pauta: banda larga para todo o país

Na quinta-feira (5), a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) realizará, às 10 horas, uma Audiência Pública para discutir a administração de uma estrutura para levar a banda larga a todo o pais. Solicitei esta Audiência com o intuito de reforçar este debate, para que, com a maior brevidade possível, a maioria da sociedade brasileira consiga ter acesso à internet em alta velocidade.

O maior desafio dessa discussão é levantar as possibilidades de levar a internet banda larga para a Região Norte. Por exemplo, Manaus, um dos municípios mais importantes economicamente para o país, possui um dos serviços de internet mais precários prestados a uma capital de Estado e o mais caro de todo o Brasil.

Espero que a Audiência Pública faça com que o governo invista alto em comunicação na Região, que não pode continuar à mercê da boa vontade de operadoras de telecomunicações. É uma oportunidade única para solucionarmos o problema e vamos torcer para que o resultado vá de encontro ao grande desejo da população amazonense.

Participarão do debate o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, o diretor-presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet (Abranet), Eduardo Fumes Parajo, o chefe de gabinete-adjunto de Agenda da Presidência da República, Cézar Alvarez, o presidente da Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás), Jorge da Motta e Silva e o presidente da Associação Nacional dos Profissionais e Usuários das Telecomunicações Brasileiras (Protelecom), Clemilton Saraiva dos Santos.

Inpe divulga dados sobre desmatamento na Amazônia

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulga hoje (2) os dados do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) sobre o desmatamento na Amazônia relativos a abril. Será às 14h, na sede da instituição, em São José dos Campos (SP).

O Inpe apresentará também o relatório Monitoramento da Cobertura Florestal da Amazônia Brasileira por Satélites, com a descrição detalhada do sistema Deter e do conceito de desmatamento, que envolve corte raso e degradação florestal progressiva.

O relatório apresenta dados de campo, dados do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite) e imagens com resolução espacial detalhada.

Fonte: Agência Brasil

Plano Amazônia Sustentável terá comissão gestora em 30 dias

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu hoje (2) a Comissão Gestora do Plano Amazônia Sustentável.

De acordo com o decreto publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União, a finalidade do grupo é desenvolver estratégias para a implementação do plano, nos três níveis de governo.

A comissão tem o prazo de 30 dias para estar formada legalmente e terá o apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no desenvolvimento das atividades.

Fonte: Agência Brasil

PIB da Amazônia Legal cresce mais que o do país

Com participação destacada do agronegócio, a atividade econômica na Amazônia Legal cresce em ritmo duas vezes mais acelerado do que a média nacional, segundo reportagem de Marta Salomon na Folha deste domingo (íntegra do texto restrita para assinantes do jornal e do UOL). Nos primeiros três anos do governo Lula, a região cresceu 22,4%, enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro acumulava crescimento de 10%, segundo cálculo feito pela Folha.

Os dados oficiais mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para Estados e municípios são de 2005. Apesar do crescimento acelerado, a riqueza gerada na região contribuiu com menos de 8% no PIB nacional, de acordo com os últimos dados disponíveis.

Os resultados da atividade econômica dos Estados da Amazônia Legal, área de cinco milhões de quilômetros quadrados e alvo do PAS (Plano Amazônia Sustentável), apontam que, desse território, 83% são dominados pelo bioma Amazônia, onde estão concentradas as ações de combate ao desmatamento.

Embora a administração pública tenha participação importante na economia da região, as atividades agropecuárias pesaram, especialmente no crescimento de Mato Grosso e do Pará, os dois Estados que se mantêm no topo do ranking do desmatamento desde o início da década.

Recomposição - Na última sexta-feira, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que o governo federal vai destinar R$ 1 bilhão para recomposição de reservas legais na Amazônia. Na prática, o governo vai conceder crédito, a juros de 4% ao ano aos produtores que desmataram além do permitido pela legislação e são obrigados a recompor a floresta.

"Uma coisa é você obrigar, outra coisa é você dar meios para, essa é a verdadeira questão. É uma obrigação legal. Mas agora os recursos vão garantir que ela seja cumprida. É o cumpra-se da reserva legal", disse Minc no 1º Fórum de Governadores da Amazônia Legal.

De acordo com ministro, o financiamento anunciado hoje está incluído na MP (medida provisória) 432, publicada na última quarta-feira (28) no "Diário Oficial" da União.

Minc também anunciou outra medida que vai beneficiar quem já desmatou ilegalmente a floresta: o Ministério do Meio Ambiente vai garantir recursos para a regularização fundiária de propriedades rurais na Amazônia.

Fonte: Folha Online

A escritura amazônica

Luiz Inácio falou. Avisou. “A Amazônia brasileira tem dono.” Na abertura do 20º Fórum Nacional, na sede carioca do BNDES, o presidente Lula deixou claro que não cederá a pressões externas para que o Brasil detenha o desmatamento da floresta e, muito menos, abdique de sua posse desse tesouro natural. As pressões externas parecem não estremecer. No mesmo dia, um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informava que o empresário sueco Johan Eliasch, consultor do premiê britânico Gordon Brown, avaliou que poderia comprar toda a Amazônia por US$ 50 bilhões. Foi, então, a vez de o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, avisar: o Brasil está aberto a doações de estrangeiros (ele propõe a criação de um fundo internacional para a preservação da Amazônia), mas vai dificultar a compra de terras nacionais por empresas estrangeiras. É um toma-lá-dá-cá.

No meio das controvérsias sobre quanto de ajuda externa o Brasil pode aceitar sem abrir mão de sua soberania, algumas vozes se levantam para dizer que uma coisa não exclui a outra. Uma das mais insistentes é a do advogado americano Mark London. Co-autor, com o jornalista Brian Kelly, de A Última Floresta: A Amazônia na Era da Globalização, lançado no começo do ano pela editora Record, London visita a floresta duas vezes por ano, em média, há mais de 25 anos. Em 1982, escreveu seu primeiro livro sobre o lugar, Amazon. Mais do que simplesmente teorizar sobre ela, London começou a agir. Desenvolveu um projeto com a rede de hotéis Marriott e com o governo amazonense para distribuir uma espécie de bolsa-floresta a 500 pessoas em uma reserva de 600 mil hectares. A empresa doará US$ 2 milhões nos próximos três anos para a Fundação Amazonas Sustentável e esse dinheiro será repassado aos moradores da reserva escolhida para que eles desenvolvam atividades econômicas sustentáveis. “Não vamos dizer como eles têm de fazer isso. Portanto, não interferiremos em sua autonomia”, defende-se.

Numa escala maior, o advogado acredita que o País deva estabelecer parcerias internacionais para que se invista em agricultura e agropecuária em áreas já devastadas da floresta. E derrube esse estigma de que todo estrangeiro é um explorador insaciável. “Desde que os investidores internacionais respeitem as leis locais, não há porque negar seu acesso às terras brasileiras.” De Washington D.C., London concedeu a seguinte entrevista ao Aliás.

Os donos e os outros - “O Brasil é o dono da Amazônia que está dentro de suas fronteiras. O Brasil é o legítimo proprietário desse fantástico recurso natural, que afeta diretamente o ambiente do resto do mundo, que, por sua vez, tem o dever de ajudar a preservá-lo. O aquecimento global é um problema, obviamente, mundial, mas as soluções estão nas mãos de cada país, porque a terra é deles. A comunidade internacional tem que trabalhar com cada um para ajudar a preservar seus recursos naturais, encontrando alternativas para que as medidas façam sentido tanto para o próprio país quanto para o planeta. É possível fazer isso.

Preço da floresta - “Não sei em que contexto o sueco Johan Eliasch falou sobre os US$ 50 bilhões para comprar a Amazônia. Mas há pelo menos duas maneiras de interpretar essa fala. Suponhamos que o protocolo de Kyoto inclua a devastação de florestas nativas e o Brasil passe a receber créditos de carbono pelo desmatamento evitado na Amazônia - créditos de US$ 50 bilhões - e esse dinheiro passe a pertencer ao Brasil, que agora tem a obrigação de preservar a floresta e os recursos para fazer isso. Parece uma ótima idéia, não? Porém, se dissermos que alguém dará US$ 50 bilhões ao Brasil e passará a ser o dono da Amazônia, é outra explicação, e soa terrível. Depende de como explicar. Por isso, a atualização do protocolo de Kyoto é tão importante. Embora o presidente Lula tenha declarado que o protocolo faliu, acredito que, se for incluída a devastação de florestas nativas e se os EUA finalmente assinarem o tratado, ele será um instrumento muito forte.

Não façam o que eu digo - “Mesmo se a ajuda externa vier na forma de contribuições financeiras, a soberania brasileira não estará ameaçada. No projeto que desenvolvi com a rede de hotéis Marriott e com o governo do Amazonas, por exemplo, não dizemos como as pessoas devem usar o dinheiro que doaremos, não interferimos na autonomia dessas pessoas para decidir o que é melhor. Constituímos um time em que confiamos e concordamos com a forma como elas queriam desenvolver o programa. Elas poderiam ter dito não, nós também. Mas todos têm os mesmos objetivos. Os moradores daquela reserva receberão recursos financeiros, que vão ajudá-los a modelar uma economia sustentável, a criar oportunidades de educação. Se dermos a eles uma vida sustentável, eles criarão um ambiente sustentável.

Corrupção x Jurisdição - “Para esse projeto que mencionei, o governo amazonense criou a Fundação Amazonas Sustentável, presidida pelo ex-ministro Luiz Fernando Furlan. Virgilio Viana, ex-secretário do Meio Ambiente do Estado na gestão Eduardo Braga, dirige a fundação. O dinheiro vai para essa instituição, que o distribui para os moradores da reserva. A participação do governo se restringiu, portanto, à luz verde que nos deram, por meio da legislação, para a criação da fundação. De qualquer forma, a percepção internacional de que os governantes brasileiros são corruptos está mudando. Eduardo Braga é um grande líder, Jorge Viana, no Acre, também. Se o mundo quer preservar a Amazônia, não pode assistir de camarote enquanto a floresta arde. Mais do que a corrupção, o que dificulta é a jurisdição. Há leis federais, estaduais, municipais, há regras da Funai, Ibama...

O Fundo Internacional - “A idéia desse fundo proposto pelo ministro Carlos Minc tem uma escala enorme. Trabalho numa escala menor, não sei como os governos dos países que contribuirão com o fundo reagirão. O dinheiro será administrado pelo BNDES, o que pode gerar alguma burocracia. Para mim, o plano, inicialmente, cria mais perguntas do que as responde. Agora, é possível para o Brasil abrir seu cofre para dinheiro estrangeiro sem ferir sua soberania. Em primeiro lugar, porque ninguém vai pôr a Amazônia num caminhão e levá-la embora. O risco, portanto, não é do Brasil, é dos países que colocarão dinheiro aí. Se vamos criar planos para preservar a Amazônia, é preciso que eles gerem algum benefício para as pessoas que lá estão. Porque se dermos dinheiro ao governo e ele criar leis que sejam apenas imperativas, ‘não faça isso, não faça aquilo’, não vai funcionar. O plano tem que dizer ‘se você fizer isso, vai sair beneficiado, vai ter uma renda, sua vida vai ser melhor’.

Go Home! - “Estrangeiros compraram muita terra no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina. As leis brasileiras permitiram e o Brasil se beneficiou com isso. Não compreendo porque os estrangeiros não poderiam comprar terras em outros lugares do País, desde que eles obedeçam às leis. O Brasil pode se beneficiar disso também. O fato de se tratar de estrangeiros não os torna fora-da-lei. Então, enquanto a legislação fizer sentido, não importa de onde os investidores venham. Aliás, o problema de desmatamento na Amazônia é brasileiro, não estrangeiro. Ou mais, é um problema da natureza humana, não de nacionalidade. Todos querem subsistir a partir dos recursos que estão ali. Desde que se obedeça à lei, não vejo problema nisso.

Pedaço por pedaço - “É difícil fazer planos para a Amazônia como um todo. O que funciona no Amazonas não funciona no Mato Grosso, por exemplo. Temos que planejar pedaço por pedaço. No Estado do Amazonas, 98% da floresta ainda está preservada. Em parte, graças à Zona Franca de Manaus. O que eles fizeram lá foi criar oportunidades econômicas para atrair os amazonenses para Manaus e evitar que eles explorassem a floresta. Agora, estão tentando desenvolver atividades para as pessoas que vivem na floresta, de maneira que elas possam cuidar de sua subsistência ao mesmo tempo em que se tornam guardiãs da floresta. Este é um plano que faz sentido ali.

O ‘demônio’ - “Não me encontro com o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, há anos, mas o considero muito importante. Todos o demonizam, e isso é errado. Ele é uma figura proeminente e as pessoas devem lidar com ele. E o plano para o Mato Grosso deve ser plantar soja nas terras já devastadas. Assim, elas podem se tornar produtivas e não haverá necessidade de desmatar a floresta. Três resultados viriam disso: diminuição da escala de desmatamento, criação de oportunidades para agricultores e transformação de terras devastadas em terras produtivas. Essa alternativa evidencia que há um papel a ser desempenhado pela comunidade internacional, por meio de parcerias com o Brasil para levar atividades econômicas a áreas que não prejudicarão o meio ambiente.

‘Há pessoas ali também’ - Para mim, um dos maiores pensadores sobre Amazônia foi o escritor Samuel Benchimol. Ele falava insistentemente: para preservar o ambiente, é preciso preservar as pessoas que vivem nele. O ambiente não se resume apenas a árvores e animais. Não é um espaço vazio, há pessoas ali também. Não podemos mandar as pessoas embora. Acredito que seja possível preservar uma parte substancial da Amazônia, cerca de 75%. Para isso, é preciso criar parcerias, consolidar confiança mútua entre os países, acabar com a corrupção. Mas isso leva tempo. Eu me lembro de conversar com ministros brasileiros no começo da década de 80. Conversei com Delfim Netto sobre o futuro do Brasil. O futuro chegou e muita coisa aconteceu. As pessoas estão pensando sobre o assunto, houve uma melhora nas discussões. Mas ainda é necessário melhorar muita coisa, claro.

Mais dinheiro, mais cuidados - “A consciência ambiental é um privilégio de países desenvolvidos. O sucesso econômico cria condições para que os cuidados com o ambiente aumentem. Então, quanto mais desenvolvido o Brasil for, mais chances ele terá de criar essa consciência. Mas os EUA não se tornaram um país mais consciente conforme se tornou mais bem-sucedido. Depende das escolhas que o país faz. Mas há muitas pressões para que a Amazônia se desenvolva economicamente.

A saída de Marina - “A ex-ministra Marina Silva perdeu a paciência justamente com essas pressões por progresso econômico na Amazônia. É uma pena. Mas eu escrevi no meu livro: um dos trunfos de Marina Silva era a habilidade de se demitir e, quando ela fizesse isso, a comunidade internacional ficaria muito insatisfeita com o Brasil. É cedo para dizer se as pressões aumentarão sobre o Brasil com a saída da ministra. Mas, mesmo que aumentem, não podemos desistir dessa luta, temos que debater, na busca de soluções para a floresta.”

Fonte: O Estado de S.Paulo