Ameaça da China contra o PIM

Rebecca Garcia conversará com técnicos dos ministérios para impedir ameaça da China contra o PIM

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Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário do Amazonas nas ações da nova estatal do governo federal

Defendesa do AM na guerra fiscal

Rebecca Garcia faz discurso na Câmara dos Deputados para defender o Amazonas na guerra fiscal contra São Paulo.

8 de Março, dia Internacional das Mulheres

Parabéns a todas nós mulheres!

Av. Das Torres

Ministro das Cidades acelerará liberação de recursos para 2º fase da Avenida das Torres.

25 de setembro de 2008

Satélite indica áreas com espécies ameaçadas na Amazônia

Localização se dá através da modelagem ambiental. A técnica ajuda no monitoramento de espécies ameaçadas

Com a ajuda de imagens de satélites, um estudo do Museu Emílio Goeldi identificou áreas geográficas onde há maior ocorrência de espécies ameaçadas no Pará. O levantamento, baseado na modelagem ambiental, localizou a distribuição potencial para 32 espécies amazônicas ameaçadas de extinção. A novidade é assunto dos Seminários Interdisciplinares do Goeldi desta quarta-feira, 24.

As espécies identificadas constam do Extinção Zero. O programa foi lançado este ano pelo governo do Pará para monitorar plantas e animais ameaçados de desaparecer. O trabalho de modelagem ambiental é uma das ações do Projeto de Espécies Ameaçadas do Pará, realizado em parceria com a Conservação Internacional (CI).

Segundo Jorge Luís Araújo Martins, a técnica de modelagem ambiental é uma das ferramentas mais modernas e poderosas para o estudo de áreas potenciais de ocorrência de espécies animais e vegetais. “O uso de algoritmos e das informações ambientais e climáticas projetar onde se encontram as condições mais favoráveis para a ocorrência de espécies”, explica Araújo Martins, bolsista da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia do Museu Goeldi.

Com esse trabalho, os especialistas em biodiversidade buscam entender quais as variáveis que estão mais intimamente correlacionadas à ocorrência das espécies da Amazônia. Segundo Araújo Martins, o uso das ferramentas da modelagem ajuda a nortear os planos de ação para proteção das espécies.

A integração de dados gerados por modelagem é feita com outras bases, entre as quais o Prodes — programa criado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que usa imagens de satélite para fazer o levantamento da interferência humana sobre a floresta amazônica. Por meio do Prodes, os pesquisadores podem calcular a cobertura florestal e o potencial de ocorrência das espécies, inclusive nas unidades de conservação e terras indígenas.

Ainda segundo com Araújo Martins, as informações geradas pelos estudos sobre as mudanças climáticas globais ajudarão a entender como essas áreas de nichos evoluirão no futuro e quais serão os desafios enfrentados pelas espécies e os ecossistemas amazônicos.

Câmara técnica - Amanhã, o governo do Pará instala a Câmara Técnica Permanente das Espécies Ameaçadas de Extinção do Pará. Dois pesquisadores do Museu Goeldi — Teresa Cristina Ávila-Pires e Alexandre Aleixo — integram a Câmara. Aleixo foi um dos coordenadores do banco de dados geo-referenciado com mais de 900 espécies candidatas e a formulação da Lista Vermelha definitiva.

A criação da Câmara Técnica foi coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Cientistas e pesquisadores de várias instituições participaram o levantamento das espécies. Eles indicaram 181 espécies de plantas e animais em três categorias de risco: criticamente em perigo (CR); em perigo (EN); e vulnerável (VU).

O objetivo da Câmara é acompanhar e avaliar permanentemente a lista, propondo a inclusão ou a exclusão de espécies, ou ainda modificações de categoria de ameaça.

Fonte: Agência Amazônia de Notícias

Tecnologias para preservar meio ambiente podem gerar milhões de empregos, diz OIT

As tentativas mundiais de frear o aquecimento global estão surtindo efeito na geração de empregos. A constatação foi apresentada hoje (24) no relatório Empregos Verdes: Trabalho Decente em um Mundo Sustentável e com Baixas Emissões de Carbono, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com o estudo, os chamados “empregos verdes” - aqueles relacionados às novas tecnologias ambientais - estão em praticamente todas as áreas que têm se adaptado às reduções da emissão de CO2, como a construção civil, de energias renováveis, na agricultura, na indústria e nos serviços.

Além dos empregos que já vêm sendo gerados, o relatório ressalta que dezenas de milhões de outros postos de trabalho podem surgir com o investimento em tecnologia ambiental.

Na área de energias renováveis, por exemplo, atualmente existem 2,3 milhões de empregos, mas a OIT espera que sejam 20 milhões até 2030. Na agricultura, 12 milhões de novos postos de trabalho podem surgir da produção de biomassa, e espera-se que o mercado global de serviços e produtos ecologicamente corretos suba dos atuais US$ 1,37 bilhão para US$ 2,74 bilhões até 2020.

No Brasil, a área mais promissora é a de reciclagem. Cerca de 500 mil trabalhadores já estão empregados no país reciclando ou reaproveitando materiais.

O relatório demonstra, no entanto, que não há garantias de que esses empregos surjam em “transações justas” e faz um apelo para que aja “diálogo social entre governos e empresários para se criar trabalho decente, que diminua a pobreza e promova o desenvolvimento econômico e social”.

Fonte: Mariana Jungmann /Agência Brasil

24 de setembro de 2008

Embarcações beneficiam mais de 40 mil indígenas na Amazônia

O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Danilo Forte, entregou nesta segunda-feira (22), duas embarcações que atenderão uma população estimada em 40 mil indígenas nos estados do Amazonas e Acre. O evento aconteceu no Píer do Tropical Hotel, na Ponta Negra, zona Oeste de Manaus.

Os barcos deverão otimizar as ações de saúde na região amazônica e fortalecer o atendimentos nas aldeias indígenas do Amazonas e Acre, além de prestar apoio logístico às equipes multidisciplinares.

O presidente da Funasa, Danilo Forte, citou ações estratégicas do órgão no Estado, como o montante de mais de R$ 120 milhões do PAC-Funasa para serem investidos em água e esgoto, controle de endemias, melhorias sanitárias domiciliares e saneamento em áreas indígenas em diversos municípios amazonenses, dentre outras prioridades.

Outro destaque é o acompanhamento de quase 5,4 mil crianças assistidas pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional Indígena (Sisvan), executado pela Funasa desde 2006 junto às comunidades indígenas do Amazonas. Segundo Danilo os dados do inquérito nutricional daquela região mostraram que apenas 3% das crianças indígenas do Vale estão abaixo de peso, contrariando estatísticas não oficiais de que a região sofre de casos de desnutrição aguda.

Novidades - O presidente da Funasa também anunciou para ainda este ano, a revitalização das embarcações que fazem o atendimento de saúde nas comunidades de difícil acesso no Amazonas e também de cinco das nove Casas de Apoio à Saúde do Índio (Casai) do Estado.

As embarcações entregues são do tipo lancha e servirão para fazer o transporte das equipes multidisciplinares que realizam o atendimento de saúde nas aldeias assistidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Alto Rio Solimões no Amazonas e Dsei Alto Rio Purus no Estado do Acre.

Para o vice-coordenador da Coiab, Marcus Apurinã, ao longo dos anos muito pouco se fez para melhorar a qualidade de vida das populações indígenas, principalmente a saúde, entretanto são iniciativas como esta ele gostaria de ver se repetindo mais.

- Claro que não é tudo, mas ações desta natureza já reforçam o compromisso da instituição em quer fazer mais pelos indígenas daquelas regiões - disse ele.

Fonte: Portal Amazônia / Foto: Edmar Chaperman/Funasa

23 de setembro de 2008

Amazônia tem 24 espécies de plantas ameaçadas de extinção

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou uma revisão da lista oficial das espécies vegetais ameaçadas de extinção. São 472 plantas, das quais 24 são nativas do bioma amazônico. Entre elas estão o mogno, a castanha-do-Brasil – também conhecida como castanha-do-Pará – e o pau-rosa.

A região mais ameaçada é a mata atlântica, com 276 espécies, seguida pelo cerrado, com 131, e pela caatinga, que tem 46 vegetais em perigo. A lista é quatro vezes maior que a anterior, publicada em 1992, que reunia 108 espécies. Nenhuma planta que estava ameaçada de extinção nessa época saiu da lista.

De acordo com nota publicada pelo ministério, o aumento das espécies ameaçadas se deve à pressão exercida pelo homem sobre as florestas e ao maior conhecimento científico sobre a flora brasileira.

O primeiro efeito prático da publicação da lista é a proibição da coleta desses vegetais. A partir de agora, qualquer manuseio dessas espécies tem que ser autorizado pelo Ibama. O MMA também anunciou que planejará, nos próximos cinco anos, ações para que essas espécies deixem de ser ameaçadas.

Desentendimento - A elaboração da lista de espécies em extinção foi encomendada pelo governo à Fundação Biodiversitas, uma ONG especializada em realizar estudos sobre a conservação da fauna e da flora. De acordo com a fundação, 290 biólogos trabalharam na elaboração da lista, que foi entregue no final de 2005 ao MMA, e continha 1495 espécies ameaçadas, das quais 60 pertenciam à Amazônia.

A relação publicada nesta sexta-feira, contudo, relaciona apenas um terço dessas plantas como ameaçadas de extinção. A justificativa do ministério é que não há informações científicas suficientes – dados como distribuição geográfica e riscos sofridos – para classificar as espécies restantes como ameaçadas de extinção. Elas foram relacionadas no documento oficial em uma lista à parte, onde são descritas como “com deficiência de dados”, e não estão sujeitas às restrições impostas às outras espécies.

Em nota divulgada à imprensa, a Biodiversitas afirma que utilizou no estudo os critérios da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais), que são internacionalmente aceitos, e que não reconhece a lista oficial. “A nova lista de plantas ameaçadas de extinção no Brasil não corresponde à lista indicada pela comunidade científica brasileira, coordenada pela Biodiversitas”, diz o documento.

Fonte: G1