Ameaça da China contra o PIM

Rebecca Garcia conversará com técnicos dos ministérios para impedir ameaça da China contra o PIM

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário do Amazonas nas ações da nova estatal do governo federal

Defendesa do AM na guerra fiscal

Rebecca Garcia faz discurso na Câmara dos Deputados para defender o Amazonas na guerra fiscal contra São Paulo.

8 de Março, dia Internacional das Mulheres

Parabéns a todas nós mulheres!

Av. Das Torres

Ministro das Cidades acelerará liberação de recursos para 2º fase da Avenida das Torres.

25 de junho de 2009

Rio chega a 29,69 m

O nível do rio Negro atingiu, ontem, a marca de 29,69 metros, a mesma registrada no ano de 1953, quando ocorreu a maior enchente dos últimos 107 anos em Manaus. Com isso, pode-se dizer que a cheia vivenciada na capital amazonense em 2009 é a maior deste período, quando teve início a contagem do nível das águas.

De acordo com a Defesa Civil do município, 11 bairros estão alagados, a maioria na Zona Sul - como Betânia, Glória e São Raimundo - e mais de 18 mil famílias foram prejudicadas. Importantes pontos turísticos de Manaus estão alagados, como o Relógio Municipal, a praia da Ponta Negra e a feira da Manaus Moderna. Na terça-feira, 23, a avenida Eduardo Ribeiro, uma das principais da capital, teve seu trecho inferior interditada para circulação de carros por conta da subida do nível das águas. De terça para quarta, o Negro subiu dois centímetros.

Segundo o superintendente do órgão, Marco Antônio Oliveira, o rio Solimões continua a “represar” as águas do Negro, impedindo que ele escoe normalmente. Por isso, as águas do Negro estão tão altas. “Enquanto esta situação perdurar, o rio Negro vai continuar subindo e trazendo prejuízos”, disse.

O especialista afirmou que apesar da tendência de subida, a cheia encontra-se em sua fase final, e as águas do Negro devem se estabilizar e começar a descer nos próximos dias.

Hoje, uma equipe de três técnicos do CPRM realiza novas medições no Tupé para atualizar os dados da velocidade de escoamento das águas do rio. Além disso, o grupo também viaja por cidades próximas de Manaus, como Manacapuru, para obter informações sobre comportamento das águas dos rios nas estações de medição mais próximas.

Marco Antônio disse que o nível das águas continuará alto por todo o mês de julho, o que constitui risco para as populações que moram às margens de rios e igarapés e problemas para a Defesa Civil. Segundo o especialista, a tendência é de que o Negro reduza o nível das águas para menos de 29 metros, a chamada “cota de emergência”, apenas depois do dia 20 de julho.

Fonte: A Crítica / Foto: Antônio Lima

MinC liberará verba para a implantação de bibliotecas no AM


Até o fim deste ano, os 62 municípios do Amazonas terão biblioteca pública, segundo o diretor de bibliotecas do Amazonas, Charles Silva da Costa. De acordo com ele, o governo federal, por meio do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura (MinC), repassará para cada município sem biblioteca, dois mil títulos e todo o mobiliário necessário para implantação do serviço.

O projeto Livro Aberto do MinC pretende, até o fim de 2009, zerar o número de cidades sem biblioteca no Brasil. De acordo com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), 661 municípios em todo país não oferece este tipo de serviço.

Os livros começam a chegar para 28 municípios que não possuem biblioteca e para outros oito municípios que já possuíram biblioteca, e que hoje estão de portas fechadas, no próximo mês de julho. Seis municípios que também não possuem acervo público de livros devem receber os títulos até o fim deste ano. Os 34 municípios representam mais da metade das cidades do Amazonas, ou seja, 54,8% dos municípios do estado estão sem biblioteca hoje.

Em todo Brasil, o programa vai destinar R$ 23,46 milhões para a implantação de bibliotecas nos 611 municípios que serão beneficiados. Para o Amazonas, Costa estima que as 34 bibliotecas, entre as que serão montadas e as que serão reabertas, será gasto mais de R$ 1,7 milhão, cerca de R$ 35,67 mil para cada município.

Sobre as bibliotecas que já chegaram a funcionar e hoje estão fechadas, o diretor acredita que as administrações municipais não avaliam os investimentos feitos anteriormente em cultura, importantes para o desenvolvimento da própria cidade. “É um absurdo! Temos notícias de prefeituras que precisam de um local para abrigar um laboratório de informática e então decidem desativar a única biblioteca que a cidade possui. As bibliotecas são vistas por esses governos apenas como depósitos de livros. Os investimentos em educação e cultura pelos países de forte economia, são vistos como investimentos que vão gerar mais desenvolvimento”, declarou.

Nos municípios beneficiados pelo programa que vai repassar livros para cidades que não possuem bibliotecas, a contra partida das prefeituras para os investimentos do governo federal são: gastos com funcionários e com local para comportar o acervo e o mobiliário. “Todas as prefeituras se comprometeram a cumprir com a proposta do governo federal”, informou Costa.

Técnicos do Programa Mais Cultura estiveram nos municípios para verificar as condições de cada cidade. “Os técnicos avaliaram também a necessidade de investimento e renovação dos acervos das bibliotecas já existentes”, acrescentou. Trata-se de outro projeto, também do Programa Mais Cultura, que pretende modernizar as bibliotecas públicas já existentes. “No Estado, nenhuma será modernizada ainda este ano, mas já estamos nos articulando para que algumas bibliotecas sejam beneficiadas em 2010. A decisão de modernização parte das prefeituras. Até agora, nenhuma se manifestou”, declarou. Para modernização, o governo federal vai repassar para cada biblioteca: mil títulos, mobiliário e dez computadores.

Segundo informações da SNBP, entre os estados da região Norte, o Amazonas é o que possui mais municípios sem biblioteca. Seguido por Tocantins que tem 26 cidades sem acervo público de livros e o Pará que vem em terceiro lugar com dez cidades. Na região, Rondônia, com três municípios, é o estado que apresenta o menor número de cidades sem biblioteca.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, divulgadas em março deste ano, o Brasil tem uma biblioteca para cada 33 mil habitantes. Na época, segundo o jornal, no Amazonas há 19 bibliotecas para 3,2 milhões de habitantes, o equivalente a uma biblioteca para cada quase 170 mil pessoas.


Fonte: Amazonas Em Tempo / Foto: Divulgação

23 de junho de 2009

A importância de Copenhague

Há complexo e poderoso mecanismo internacional se movendo em torno das mudanças climáticas, com ações de marcante conteúdo político e financeiro.

O Amazonas deve focar na reunião da ONU sobre mudanças climáticas, entre 7 e 18 de dezembro deste ano, em Copenhague, Dinamarca. É lá que o futuro do Estado, como uma das maiores reservas mundiais de floresta, será decidido.

O Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, foi aberto para assinaturas em 11 de dezembro de 1997, mas só entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, quando 55% dos países emissores de gases do efeito estufa o ratificaram.

Foi em Kyoto que o mundo decidiu pagar pelo reflorestamento e esqueceu da floresta em pé. A Amazônia e o Amazonas, cercados de restrições ambientais por todos os lados – vide a dificuldade para asfaltar a BR-319 –, ficaram sem recursos que remunerassem o serviço de preservação.

Os primeiros passos rumo a Copenhague já foram dados. De 1 a 13 de dezembro, ano passado, aconteceu a Conferência da ONU sobre mudanças climáticas (COP14), em Poznan, na Polônia, com mais de 11 mil participantes.

Foi aprovado o Fundo de Adaptação às Mudanças Climáticas, com recursos anuais para países em desenvolvimento que enfrentam conseqüências das mudanças climáticas. Mas, quanto à Redução de Emissões Decorrentes de Desmatamento e Degradação de Florestas (Redd), um dos assuntos de maior interesse para o Brasil e o Amazonas, o compromisso pouco avançou.

Reuniões em Bonn, Alemanha (29/03 a 8/04 e de 1º a 12/06), avaliaram a primeira versão de um possível substituto do Protocolo de Kyoto. Em agosto ou setembro acontecerá mais um encontro preparatório.

Vejo o governador Eduardo Braga vivamente interessado no tema. Terça-feira, no Congresso, promovi audiência pública com todos os parlamentares que têm projetos sobre a questão ambiental na Amazônia. Queremos unificar o discurso e a legislação em torno do tema, que os cientistas reconhecem ser fraca e omissa.

O Amazonas não pode ser punido por sua história ambientalmente correta. Chegou a hora de o caboclo receber desenvolvimento em troca dos 98% de floresta e 99% de água doce, na parte da Amazônia que nos cabe, inteiramente preservados.


Rebecca Garcia
Artigo publicado no jornal Diário do Amazonas

22 de junho de 2009

Boletim Eletrônico - 19/06/2009

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