Ameaça da China contra o PIM

Rebecca Garcia conversará com técnicos dos ministérios para impedir ameaça da China contra o PIM

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário do Amazonas nas ações da nova estatal do governo federal

Defendesa do AM na guerra fiscal

Rebecca Garcia faz discurso na Câmara dos Deputados para defender o Amazonas na guerra fiscal contra São Paulo.

8 de Março, dia Internacional das Mulheres

Parabéns a todas nós mulheres!

Av. Das Torres

Ministro das Cidades acelerará liberação de recursos para 2º fase da Avenida das Torres.

27 de novembro de 2009

Presidente Lula inaugura Gasoduto Urucu-Coari-Manaus

A cerimônia de inauguração do gasoduto Urucu-Coari-Manaus foi realizada na quinta-feira (26), na Refinaria Isaac Sabbá (Reman), da Petrobrás. A empresa é a primeira unidade a receber o gás natural, com um consumo inicial de 77 mil metros cúbicos por dia. Sendo que a partir de janeiro de 2010, alcançará 253 mil.

“Tivemos muitos desafios para construir essa obra. Principalmente os primeiros operários que no meio da floresta fizeram as buscas iniciais pelo gás. Durante os trabalhos mantivemos uma relação de respeito com a natureza. Urucu é um orgulho para a Petrobrás. É um orgulho para o Amazonas”, disse o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli.

O gasoduto tem 661 km de extensão na linha tronco, que liga Urucu a Manaus, e sete ramais para atendimento às cidades de Coari, Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba, com 140 km de extensão.

A funcionária da Petrobrás e operária do gasoduto Josiane Dias teve a oportunidade de falar em nome dos milhares de homens e mulheres que colaboraram para a obra. Para ela, o gasoduto é um marco histórico para o país. “Estive desde o início da obra. Faço parte da engenharia e acompanhei de perto toda a construção. Quero parabenizar a Petrobrás principalmente pela responsabilidade social e ambiental com a qual o gasoduto foi construído. Tivemos muitas dificuldades. Mas, hoje estamos aqui para comemorar”, ressaltou Josiane.

A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e representa um importante meio para uma mudança significativa na matriz energética do estado do Amazonas. Principalmente ao permitir a substituição do óleo diesel e do óleo combustível pelo gás natural para geração de energia elétrica.


Segunda maior reserva de gás natural do país - O gasoduto tem capacidade inicial para transportar 4,1 milhões de metros cúbicos/dia. Com a instalação de duas e estações de compressão intermediárias entre Urucu e Coari alcançará 5,5 milhões, a capacidade total contratada, em setembro de 2010.

Ele permite dispor ao mercado o gás natural produzido na Bacia do Solimões, a segunda maior reserva do país, estimada em 52,8 bilhões metros cúbicos, atrás apenas do Rio de Janeiro. Até então, a produção era reinjetada por falta de infraestrutura de transporte.

A operação do gasoduto será feita pela Transpetro. Por conta das condições específicas da Amazônia, uma equipe de operadores foi treinada durante dois anos para assumir o trabalho. Assim como os demais gasodutos sob a responsabilidade operacional da Transpetro, o Urucu-Coari-Manaus será operado de forma remota e automatizada por meio do Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO), com sede no Rio de Janeiro.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também esteve na inauguração, falou sobre a importância da obra e reconheceu o esforço de cada trabalhador para que o gasoduto fosse concluído. “Esta é uma cerimônia de reconhecimento dos homens e mulheres que trabalharam nessa obra. O governador do Estado, meu amigo Eduardo Braga, permitiu que realizássemos esse sonho, que era trazer o gás para o Amazonas. Eu me considero uma brasileira do Amazonas e hoje estamos aqui para festejar o gasoduto, que saiu do papel. O gasoduto é uma prova de que é possível o desenvolvimento sustentável no Brasil”, relatou Dilma Rousseff.


Inovações Tecnológicas - O Urucu-Coari-Manaus também se destaca pelas soluções inéditas de engenharia adotadas durante a construção e que permitiram a conclusão da obra no menor prazo possível, com respeito ao meio ambiente. O gasoduto cruza a Floresta Amazônica, região marcada pelas constantes chuvas e por condições de solo pouco propícias para o transporte de máquinas e acesso de trabalhadores aos canteiros de obras.

Para ultrapassar as dificuldades, a Petrobrás adotou, a partir de 2008, uma metodologia similar a adotada para dutos marítimos. Quando parte de gasodutos ficam sob os rios. A solução permitiu a continuidade dos trabalhos durante o inverno e em área de difícil acesso. Para reduzir, o tempo e a distância de deslocamento dos operários até o local das obras, foram instalados 22 acampamentos de selva, com capacidade para abrigar 160 pessoas cada um, seguindo os modelos adotados pelo exército para sobrevivência na selva.

A Petrobrás também implantou medidas adicionais para preservação dos rios e igarapés da região. Nos 661 km de extensão da linha tronco do gasoduto, foram realizados 19 furos direcionais, obras especiais onde o gasoduto é enterrado abaixo do leito do rio. O mais longo e profundo foi o do Rio Solimões. Foram 1.841, 72 metros de extensão, sob 102 metros de profundidade.

Valorização da mão-de-obra local - O gasoduto Urucu-Coari-Manaus foi a obra de dutos no país com maior percentual de uso de mão-de-obra local: 70%. Cerca de 8,9 mil trabalhadores atuaram diretamente na construção e outros 26,7 mil empregos indiretos foram gerados a partir da obra. Dos trabalhadores envolvidos no empreendimento, 8,7% eram mulheres (774). De todo material utilizado na obra, 95% foi produzido no Brasil. Já em relação às máquinas e aos equipamentos foi de 85%. A obra custou R$ 4,5 bilhões e encerra uma verdadeira novela que começou em 1986, quando as reservas de gás e petróleo de Urucu foram dimensionadas.

“Muitos prometeram e não cumpriram. Foi preciso o senhor (Lula) assumir este país para tornar realidade o sonho desse Estado. Isso é valorizar a floresta. Isso é valorizar o homem desta terra. Esse é o resgate de uma dívida social que o governo brasileiro tinha com o Amazonas. Quero agradecer à ministra Dilma, ao Gabrielli e a todos os funcionários da Petrobrás. Hoje foi fundamentada uma nova pedra para as futuras gerações do Amazonas e do Brasil”, falou em discurso o governador do Estado, Eduardo Braga.

A cerimônia de inauguração contou com a presença de várias autoridades. Entre elas, a deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM) que falou sobre os benefícios do gás natural. “O uso do gás natural no parque gerador de energia vai evitar o lançamento de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de gás carbônico para a atmosfera. Uma redução de 30% no montante de 3,5 milhões de toneladas que são emitidas hoje. Daí, a importância ambiental desta obra. Só temos a agradecer por mais esta vitória”, completou Rebecca.


Lula destaca a importância do gás - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o último a falar no evento do gasoduto. Ele destacou que a obra mostra que o país vive um crescente desenvolvimento e que, por conseqüência, o Amazonas vai entrar em uma nova fase agora com o gás.

“É importante dizer aos descrentes deste país que mais uma vez nós conseguimos vencer. Muita gente não se conforma com a inauguração deste gasoduto e torcia contra. Mas, aqui está a vitória. Esse é um passo importante. Porém, o gás e o gasoduto só vão ter sentido se vocês usufruírem. Usufruir o gás significa que é acreditar que o Amazonas vai gerar mais desenvolvimento, mais riquezas e vai deixar de ser visto apenas por conta da Zona Franca. Queremos o melhor para esse Estado. Essa obra começou conosco e terminou conosco. Eu vi o sacrifício com que os trabalhadores ficavam na floresta. E vi também a responsabilidade com que a empresa fez a obra. Esse é um momento glorioso. Hoje é dia de festa. Eu trabalho com um sonho: que este país não pode ter uma parte mais rica e outra mais pobre. E essa obra faz parte desse trabalho”, encerrou Lula.

26 de novembro de 2009

Superando desafios com Inovação

Foi inaugurada na quarta-feira (25) a V Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2009), com o tema "Superando Desafios com Inovação". A FIAM 2009 é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)/Suframa, com apoio do Governo do Estado do Amazonas e patrocínio do Banco da Amazônia (BASA).

Marcando a abertura do evento, a superintendente da Suframa, Flávia Skrobot Grosso, afirmou que a FIAM 2009 é o maior evento de oportunidades de negócios e serviços da Amazônia. “Um verdadeiro encontro entre a cultura e as potencialidades da Amazônia. Este ano teremos atividades muito importantes que demonstram as conquistas que a FIAM vem consolidando ao longo do tempo”, diz Grosso.

Segundo o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, representante do Ministro Miguel Jorge, a realização da FIAM 2009 é uma comprovação que, apesar da crise que tomou conta do mundo e do Brasil em 2009, o modelo Zona Franca de Manaus manteve a credibilidade junto aos empresários nacionais e internacionais. O secretário acrescentou que o comércio exterior foi o mais impactado com a crise, que mesmo o Pólo Industrial de Manaus (PIM) deve apresentar redução nesse setor, mas que a FIAM 2009 vem no momento certo para consolidar essa recuperação.

Endossando as palavras do secretário Ivan Ramalho, o governador Eduardo Braga, disse que o Amazonas vivia um dia muito especial, pois naquele momento em que era aberta a V Edição da FIAM ele se lembrava dos esforços do governo do Estado para a manutenção de todos os empregos gerados pelo modelo, mesmo em meio à crise. Braga disse ainda que, o melhor que o Estado pode fazer pelo modelo Zona Franca de Manaus é melhorar sua competitividade, investindo em infraestrutura como a geração de energia elétrica e a melhoria dos portos e aeroportos.


A deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM) também participou da abertura da Feira e ressaltou o evento como um importante instrumento para captar novos negócios. “Temos que valorizar ainda mais o que possuímos. Nosso potencial de crescimento e desenvolvimento é enorme. E o restante do país e até mesmo fora precisam conhecer nossa força. Tenho certeza que mais uma vez, a Feira vai ser um sucesso. E novos negócios serão atraídos para nossa Amazônia”, comenta Rebecca.

Rebecca também destacou a importância da FIAM para o crescimento do cooperativismo no Estado. “Cooperados de vários municípios como Itacoatiara, Manicoré, Amaturá, entre outros, irão participar de seminários e jornadas de negócios. Isso fortalece contatos e abre portas para a abertura de novos negócios”, encerrou Rebecca.

Feira – A FIAM 2009 terá duração de quatro dias e conta com 380 expositores, entre empresas do Pólo Industrial de Manaus (PIM), cooperativas de produtores regionais, prestadores de serviço, etc. A Feira tem expositores dos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e empresas fornecedoras e prestadoras de serviço nacionais e estrangeiras.

A Feira divide-se em quatro pólos: a exposição de bens e serviços, a jornada de seminários, a mostra de trabalhos técnicos e científicos e o salão de projetos. No pólo de bens e serviços, o destaque vai para o inédito Pavilhão Amazônico, com exposição de produtos regionais das micro e pequenas empresas da Amazônia, além de servir de espaço para apresentações de dança, cultura e arte amazônicos.

No que se refere à jornada de seminários, o Seminário Produção Orgânica e Sustentada na Amazônia será de grande importância, pois vai definir os critérios para a certificação socioambiental de produtos da biodiversidade local e que serão anunciados no Pavilhão Amazônico na sexta-feira (27).

Fotos e informações: Alexandre Fontoura / Ass. de Comunicação Dep. Estadual Conceição Sampaio

25 de novembro de 2009

Deputada participa de homenagem à Fundação Dr. Thomas

A Câmara Municipal de Manaus realizou na manhã da terça-feira (24) uma Tribuna Popular em comemoração aos 100 anos da Fundação Dr. Thomas. A homenagem ocorreu no plenário da casa e reuniu vereadores, autoridades, colaboradores e internos da instituição. A iniciativa de realizar a sessão solene foi da vereadora Socorro Sampaio (PP/AM).

“Nós temos que continuar lutando pelos nossos idosos. E hoje essa homenagem é apenas uma parcela do que deveríamos fazer para agradecer o serviço que a Fundação presta para a sociedade amazonense”, disse Socorro.

A tribuna foi presidida pelo vereador Luiz Alberto Carijó (pres. CMM - PTB) e teve como ponto alto entrega de uma placa em comemoração ao centenário da Fundação. Para a diretora-presidente da instituição Martha Moutinho, muitas são as conquistas, mas é preciso realizar algumas melhorias na estrutura do local para que os idosos recebam um melhor atendimento.

“Quero agradecer essa homenagem da Câmara e a iniciativa da vereadora Socorro Sampaio que sempre está presente em nossas atividades. Para mim, é motivo de muito orgulho estar à frente da Fundação no ano que ela comemora 100 anos. Ao mesmo tempo em que é uma alegria, também é um desafio. Precisamos climatizar a nossa estrutura, assim como construir um centro de referência em fisioterapia. Para isso, precisamos captar recursos e é nessa hora que esperamos contar com as parcerias”, completou Martha.



A diretora-presidente da Fundação ainda destacou que para o ano que vem está prevista a criação de um projeto de educação à distância que vai ensinar a cuidar dos idosos na própria casa.
A deputada estadual Conceição Sampaio (PP/AM) também esteve na homenagem e falou sobre a importância de combater a violência contra os idosos. “Muitos idosos são violentados dentro de casa. Precisamos ficar atentos e punir essas pessoas. Além dessa violência, para mim, não existe problema maior que ser abandonado pela própria família. Muitos desses idosos que hoje moram na Fundação não tem nenhum tipo de contato com os parentes, que simplesmente os deixaram largados à própria sorte. E cabe a nós enquanto sociedade ativa suprir todas essas necessidades”, falou Conceição.

Sempre preocupada com as questões que envolvem os idosos, a deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM) fez questão de participar da cerimônia. A parlamentar em seu discurso enfatizou a necessidade de que sejam criadas políticas públicas ainda mais específicas para a terceira idade. E ainda destacou o trabalho da equipe da Fundação.


“É um grande prazer estar aqui hoje nessa homenagem aos 100 anos da Fundação. Deveríamos comemorar 100 vezes mais essa data. Hoje a Fundação é responsável pela política pública voltada para os idosos em nossa cidade. E como tal merece a devida importância. Nós sabemos que ninguém faz nada sozinho e por isso eu quero parabenizar a equipe da instituição. Assim como os internos que aqui estão e os que não puderam vir. Mas, também não podemos deixar de reivindicar melhorias, como a questão da acessibilidade. Manaus precisa estar preparada para o envelhecimento de seu povo. O triste não é envelhecer, o triste é envelhecer sem qualidade de vida”, enfatizou Rebecca.

A Fundação - A Fundação de Apoio ao Idoso “Dr. Thomas” surgiu em 1909 com o nome Sociedade Asilo de Mendicidade de Manaus. Em 1932 passou a chamar-se Asilo de Mendicidade Dr. Thomas, em homenagem ao médico Hamilton Wolferstan Thomas, que abrigava pessoas em estado de mendicância e moradores de rua. Em 1967, a Câmara Municipal de Manaus, autorizou a criação da fundação como instituição filantrópica de administração indireta, mantida pela prefeitura da cidade.

Hoje a fundação desenvolve vários projetos, como o Programa de Longa Permanência que tem como objetivo o atendimento assistencial de pessoas, a partir de 60 anos, que necessitam de assistência e abrigo, bem como o atendimento de suas necessidades físicas e biopsicossociais.

Escute aqui a reportagem sobre a homenagem:


24 de novembro de 2009

Rebecca participa do II Encontro de Parlamentares do Amazonas

O II Encontro de Parlamentares do Amazonas foi promovido pela Comissão de Direitos da Mulher e da Família da Assembléia Legislativa do Estado, com o apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim). O evento foi realizado nesta segunda-feira (23), no auditório Deputado Berlamino Lins, na Aleam. O encontro teve como tema “Políticas para as Mulheres: Compromisso de todas e todos”. Estiveram presentes diversas autoridades locais e de municípios do interior (Anamã, Itapiranga, Boa Vista do Ramos, Codajás e etc). Além de representantes de movimentos sociais, como a União Brasileira de Mulheres e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, a subsecretária Aparecida Gonçalves.

“Nós vemos com muito compromisso e importância a participação do Amazonas na construção de novas políticas públicas no combate à violência contra a mulher. Essa é uma grande conquista, uma grande vitória para o povo deste Estado. E podemos dizer que o Amazonas é mais um agora na luta pelo bem estar da mulher”, disse Aparecida.


O encontro foi aberto pela presidente da Comissão de Direitos da Mulher e da Família, deputada estadual Conceição Sampaio (PP/AM), que destacou o trabalho realizado nas cidades do interior do Estado. Ao todo, a Assembléia já conseguiu instalar comissões da mulher em mais de 20 municípios. “Essa atividade de instalar as comissões nas cidades é muito importante para toda a sociedade. Todas as questões relativas às mulheres acabam refletindo em toda a família. E nós parlamentares temos que zelar por isso. Precisamos cada vez mais discutir os problemas, mas também trazer soluções”, comentou Conceição.

Também foi anunciada a adesão do Amazonas ao Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Para a secretária executiva da Seas (Secretaria Estadual de Assistência Social), Graça Prola, a participação do Estado no Pacto vem a colaborar com a formação de uma rede cada vez mais forte de proteção às mulheres. “Toda a sociedade precisa tomar conhecimento sobre o pacto e o que ele representa, que é um avanço das políticas públicas voltadas para as mulheres. Precisamos desenvolver até 2011 um conjunto de ações que vão ajudar a prevenir e enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres. Nós do Amazonas, só temos a ganhar com isso”, finalizou a secretária.

Durante as atividades do evento, foi realizada também a abertura da versão 2009 da Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres (que vai de 25 de novembro a 10 de dezembro).


A deputada federal Rebecca Garcia que participou do I Encontro de Parlamentares em 2007, quando o tema foi a Saúde da Mulher, também esteve presente na cerimônia. A parlamentar falou sobre a importância da participação de todos os segmentos da sociedade na luta por essa causa. “Nós do Amazonas nos sentimos orgulhosos, porque o Estado tem o comprometimento em combater à violência contra a mulher. Temos uma delegacia, temos uma defensoria pública especializada nesses casos. Então, vemos que a mulher é prioridade nesse governo”, disse Rebecca.

A deputada também destacou a necessidade de melhorias em alguns setores, como o da iluminação pública. “Já ficou comprovado que nos lugares onde existe menos iluminação, os índices de violência aumentam. E a mulher acaba sendo a maior vítima disso tudo. De acordo com pesquisas, 70% dos casos de violência contra os homens ocorrem nas ruas. Já 80% dos casos de mulheres agredidas, são realizadas dentro da própria casa. Queremos o bem estar da mulher é o bem estar da família. Tendo isso, teremos uma sociedade que vive em paz”, encerrou a deputada federal.

Escute aqui a reportagem sobre o Encontro


Mulheres continuam reféns da violência

Mulheres lotam auditório da ALE no II Encontro de parlamentares do Estado quando foi assinado o pacto pelo enfrentamento à violência contra a mulher

A subsecretária de Monitoramento e Ações Temáticas da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Aparecida Gonçalves, comparou, ontem, a violência doméstica praticada no Brasil, contra mulheres, à tortura imposta a prisioneiros de guerra. Para ela, a violência contra a mulher deve ser tratada pelo Estado como questão de saúde pública. As declarações foram dadas ontem, no II Encontro de Parlamentares do Amazonas, realizado no auditório da Assembleia Legislativa do Estado (ALE).

Números apresentados por Aparecida Gonçalves mostram que milhares de mulheres permanecem reféns da violência praticada por homens, dentro de casa, apesar da vigência da Lei Maria Penha, que passou a valer há três anos. De janeiro a julho de 2009, a Central de Atendimento à Mulher, serviço que o Governo Federal estreou este ano para auxiliar vítimas de violência doméstica por meio do telefone 180, recebeu 139 mil ligações. Desse total, 93% dos telefonemas registraram relatos de violência familiar.

Do total de mulheres que recorreram ao serviço telefônico, 35% alegaram estar correndo risco de morte e 64% disseram que a violência em casa era cotidiana. “Isso é tortura efetiva. A violência contra a mulher é o ato mais cruel de submissão de uma pessoa a outra. Os presos de guerra são tratados dessa forma”, afirmou a subsecretária de Monitoramento e Ações Temáticas da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O órgão é vinculado à Presidência da República.

Relação direta - Ela também cita dado do instituto Perseu Abramo, que afirma que a cada 15 segundos uma mulher é espancada e violentada no Brasil. Na avaliação de Aparecida Gonçalves, os altos índices de criminalidade registrados pelas Secretarias de Segurança Pública, em quase todo o País, tem relação direta com a violência doméstica. “Uma criança que cresceu vendo a mãe apanhando, com uma faca no pescoço, não terá outra forma de relação que não seja a violência”, afirmou Aparecida Gonçalves.

A ex-titular da Delegacia da Mulher, Catarina Torres, que ficou à frente da repartição por 16 anos, disse concordar “em gênero, número e grau” com as declarações de Aparecida Gonçalves. De acordo com ela, a violência praticada contra a mulher, no Amazonas, não se difere das demais regiões do Brasil e do mundo. A média de registros de ocorrência na Delegacia da Mulher do Amazonas é de 800 por mês.
“A violência contra a mulher é uma tortura silenciosa porque a vítima está junto do inimigo. Não tem Polícia no mundo que possa evitar um crime passional. O negócio é tão horrendo que o sujeito está torturando e as pessoas duvidam dos relatos da mulher porque não acreditam que algo do tipo esteja acontecendo. É um negócio desumado, que atinge não é só a ‘Mariazinha’ da Zona Leste, mas a doutora também”, disse Catarina Torres.

Fonte: A Crítica / Foto-montagem:Alexandre Fontoura/Divulgação

23 de novembro de 2009

Encontro de homens e mulheres

O título deste artigo seria totalmente vazio, não fosse o inusitado do que estamos assistindo nas câmaras municipais do interior amazonense. A deputada estadual Conceição Sampaio (PP) realiza, hoje, segunda-feira, o II Encontro de Parlamentares do Amazonas, com o tema "Políticas para as Mulheres: Compromisso de todas e todos". Sim, onde não há vereadoras, os próprios vereadores estão criando e presidindo as Comissões de Direitos da Mulher.

É a construção de uma união há muito sonhada. Os laços homem-mulher não podem se restringir ao casamento, mas se fortalecer nas ruas, na luta, no dia-a-dia do enfrentamento de preconceito e discriminação com que alguns setores da sociedade ainda tratam a mulher.

O encontro é promovido pela Comissão de Direitos da Mulher e da Família da Assembleia (CDMF-Aleam), presidido por Conceição, com apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) e de movimentos como a União Brasileira de Mulheres (UBM). A subsecretária Aparecida Gonçalves representará a Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. E a gerente de projetos da SPM/PR, Elizabeth Saar, representante da mesma no Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, também confirmou presença.

Conceição transformou a Comissão em referência no combate à violência contra a mulher, ao lado dos movimentos sociais e de mulheres, bem como da Defensoria Pública, Ministério Público e toda a rede de proteção à mulher do Estado. Criou também o Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), que funciona nas salas 205 e 207 da sede da Aleam, oferecendo apoio jurídico e psicossocial gratuitos.

A deputada e eu enviamos ofícios aos presidentes das 61 Câmaras Municipais do interior do Estado, obtendo a criação de várias comissões de direitos da mulher e da família. Conceição informa que 22 câmaras municipais já se comprometeram e 16 já instalaram suas comissões.
No evento de hoje, haverá o anúncio da adesão do Amazonas ao Pacto Nacional de Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e a abertura da versão 2009 da Campanha 16 dias de ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, que começa dia 25 e vai até 10 de dezembro.

Estamos na luta.

Rebecca Garcia
Artigo publicado no jornal Diário do Amazonas