Ameaça da China contra o PIM

Rebecca Garcia conversará com técnicos dos ministérios para impedir ameaça da China contra o PIM

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário

Rebecca sugere inserir projeto do Rodoanel Viário do Amazonas nas ações da nova estatal do governo federal

Defendesa do AM na guerra fiscal

Rebecca Garcia faz discurso na Câmara dos Deputados para defender o Amazonas na guerra fiscal contra São Paulo.

8 de Março, dia Internacional das Mulheres

Parabéns a todas nós mulheres!

Av. Das Torres

Ministro das Cidades acelerará liberação de recursos para 2º fase da Avenida das Torres.

18 de dezembro de 2009

Lula oferece ajuda para fundo climático

Em novo discurso na Conferência do Clima, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, na manhã desta sexta-feira, o comportamento dos países ricos e em desenvolvimento para se chegar a um acordo sobre as mudanças climáticas.

Assista aqui o discurso.

Fonte: Folha Online

16 de dezembro de 2009

Proposta de fundo global para o clima ganha força

A proposta de um fundo global para o clima avançou na conferência mundial de Copenhague. O compromisso coletivo é visto por muitas delegações --Brasil inclusive-- como a saída possível do impasse sobre quem vai bancar a adaptação ao aquecimento global e a redução dos gases-estufa, informa a reportagem dos enviados especiais a Copenhague Luciana Coelho, Claudio Angelo e Marta Salomon.

Noruega e México lançaram na noite de segunda-feira (14) a proposta conjunta de um Fundo Verde, alimentado por cofres do Estado e um mercado público de crédito de carbono. A proposta ganha fôlego conforme o relógio avança para o final da conferência, na sexta.

Em entrevista à Folha, o negociador-chefe do México e coautor da proposta de criação do fundo em 2008, Fernando Tudela disse que "é preciso mudar o paradigma de doações e receptores como se fossem esmolas". Para ele, a contribuição dos países em desenvolvimento é necessária para assinalar a responsabilidade coletiva.

A proposta é a criação de um fundo global pago pelos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento no financiamento de programas de redução de emissões, eficiência energética e adaptação à mudança climática.

A maioria dos países desenvolvidos é a favor de financiamento climático interino de cerca de US$ 30 bilhões entre 2010-2012 para ajudar os países mais pobres, muitos dos quais afirmam que esse valor é insuficiente.

Debate climático - Três dos pré-candidatos ao Planalto em 2010 transformaram o impasse nas negociações do clima numa prévia da disputa eleitoral.

O governador José Serra (PSDB-SP) e a senadora Marina Silva (PV-AC) defenderam que o Brasil contribuísse com US$ 1 bilhão para um fundo de combate à mudança climática.
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) reagiu: "US$ 1 bilhão não faz nem cosquinha". Para a chefe da delegação brasileira na conferência, uma eventual contribuição do Brasil a um fundo global não ajudaria a promover acordo em Copenhague. "O que acho complicado é que a gente faça só gesto", disse. "Não vamos cair em propostas fáceis e pura e simplesmente mercadológicas, estamos tratando de coisa séria."

A senadora Marina Silva apareceu por acaso ao evento no qual Serra era convidado e voltou a defender que o país contribuísse com US$ 1 bilhão para uma "cesta" destinada a financiar ações de adaptação às mudanças climáticas. "Os países emergentes devem fazer aportes porque são grandes emissores também", avaliou Marina.

José Serra propôs em seguida algo semelhante: a contribuição de US$ 1 bilhão em dez anos a um fundo global. "Para os países desenvolvidos, é uma quantia modesta; para o Brasil, é uma quantia significativa."


Fonte: Folha Online

14 de dezembro de 2009

A COP 15

Estou no "porto do mercador", que é a tradução da palavra Copenhague, nome da sede da 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 15). Esta cidade, de área metropolitana com 2,7 milhões de habitantes, cujas primeiras referências datam do Século XI, está unida a Malmö, na Suécia, pela ponte de Oresund, nome da região transnacional onde se localiza. A fDI Magazine, do grupo Financial Times, a colocou como quarta cidade mais importante do futuro europeu, atrás apenas de Paris, Londres e Berlim. É aqui que o mundo discute o que fazer diante das mudanças climáticas do planeta.

Há de tudo aqui. São 191 países participantes e cada um com muitas idéias na cabeça. O fundamental, porém, é saber como será formado o Redd (Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation in Developing Countries), sigla em inglês que, traduzindo, significa Redução das Emissões geradas com Desmatamento e Degradação Florestal nos Países em Desenvolvimento.

Está em jogo, por trás de tudo, o moderno sistema de dominação internacional. Explico.
A economia mundial está em transformação. A China, que detém metade da população terrestre, acelerou o desenvolvimento e breve competirá de igual para igual com os EUA. Os dois integram o Conselho de Segurança da ONU e o fechado grupo dos que possuem arsenal nuclear. Não há, portanto, como resolver uma disputa pela via militar, sob pena de destruição da terra.

Discute-se na COP-15 se os países desenvolvidos arcarão sozinhos com o fundo ambiental ou se os emergentes, especialmente os do chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), também terão que desembolsar recursos. Da mesma forma se dá a discussão sobre quanto cada um dos grupos reduzirá a emissão de CO2, o gás da indústria.

Ora, num mundo igualitário e sem tantos interesses econômicos, esse debate crucial permitiria reordenar a distribuição da riqueza mundial. Basta os países ricos reduzirem as emissões em nível maior e os mais pobres, inclusive emergentes, um pouco menos, para que a comida e a qualidade de vida se reequilibre no planeta.

Enfim, há tantos interesses, nas rodadas de discussão aqui, que poucos apostam num acordo que evite o aumento da temperatura terrestre. Tenho esperanças. Tomara que esteja certa.

Rebecca Garcia
Artigo publicado no jornal Diário do Amazonas