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4 de junho de 2012

Rebecca Garcia apresenta sete emendas à MP do novo Código Florestal





A vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM) apresentou sete emendas à Medida Provisória (MP) 571/2012 enviada ao Congresso Nacional pela presidenta Dilma Rousseff, com o objetivo de recompor os vetos ao texto aprovado pelos congressistas ao novo Código Florestal.
A comissão mista que analisará a MP será instalada amanhã (5/06) e terá o deputado federal Bohn Gass (PT/RS) como presidente e o senador Luiz Henrique (PMDB/SC) como relator. A previsão é que a MP seja votada até outubro na Câmara e no Senado. Rebecca Garcia faz parte de um grupo de trabalho, formado por membros da Comissão de Meio Ambiente, que vai acompanhar a implementação do novo Código Florestal.
As emendas apresentadas pela deputada Rebecca tem o objetivo geral de garantir proteção mínima para as beiras de rios, várzeas, nascentes e lagos naturais, e ainda criar mecanismos de redução do desmatamento, de estímulo à manutenção da floresta em pé e de valorização das florestas, povos e populações tradicionais.
Uma das emendas da parlamentar amazonense acrescenta ao artigo 41 da Lei a possibilidade de renumeração da "redução das emissões do desmatamento e degradação, conservação, manejo florestal sustentável, manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal”. Segundo ela, é necessária a inclusão nas ações passíveis de pagamento ou incentivo a serviços ambientais, aquelas relacionadas à redução das emissões do desmatamento e degradação florestal.
Para Rebecca, essa mudança reforça o projeto de lei 195/11, de sua autoria, que institui um sistema nacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável, Manutenção e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal (REDD+). O REDD+ é visto por vários juristas, ambientalistas e pela Globe Internacional como um dos instrumentos mais viáveis para ampliação da proteção do meio ambiente no Brasil. A Globe reúne parlamentares de diversos países envolvidos com assuntos ligados ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.
A deputada também propõe mudanças no artigo 61, considerado um dos mais polêmicos por estar relacionado às Áreas de Preservação Permanente (APP´s), ampliando de forma coerente com o tamanho das propriedades rurais as faixas marginais de proteção das beiras de rios, várzeas, nascentes e lagos.
Três outras emendas apresentadas pela parlamentar fazem alterações de redação nos artigo 3º, 17 e 35. Além disso, outras duas emendas instituem um programa de apoio às atividades florestais sustentáveis e permite a utilização das florestas públicas da União, dos Estados e dos Municípios como garantia na obtenção de financiamentos e na análise da capacidade de endividamento dos entes federados.
“O reconhecimento das florestas como ativo econômico e a adoção por parte do governo federal de incentivos financeiros para os estados, municípios e produtores rurais que mantiveram conservadas suas áreas de floresta mostra-se imprescindível para a quebra do paradigma de que a terra nua vale mais do que a terra com floresta. Além de propiciar uma mudança na relação estado-sociedade passando de uma política baseada apenas no comando e no controle para uma política de incentivo às práticas sustentáveis e à conservação da floresta", comentou Rebecca.

25 de abril de 2012

Rebecca Garcia vota contra relatório do novo Código Florestal



A vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM), anunciou hoje (25) que votou contra o texto do novo Código Florestal elaborado pelo relator Paulo Piau (PMDB/MG). Em discurso feito no Plenário da Casa, a parlamentar declarou apoio ao substitutivo apresentado pelo Senado, por entender que "houve avanços importantes no texto, na direção da defesa e na proteção ao meio-ambiente de uma forma geral, e em especial para a região amazônica".
A deputada amazonense discorda de alguns pontos do relatório feito pelo parlamentar mineiro como a exclusão dos conceitos de áreas úmidas que engloba várzeas, igarapés e igapós. Rebecca Garcia também é contrária à exclusão dos créditos de carbono do texto original do Código, por acreditar na importância do conceito de valorização da "floresta em pé" para as reduções das emissões do desmatamento e da degradação florestal (REDD+).
Ela criticou as mudanças nas regras do manejo florestal sustentável, a redução da proteção das espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção nos casos de supressão de vegetação, e a rejeição de diversos avanços alcançados no Senado em relação ao Cadastro Ambiental Rural e ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). “Também acho inaceitável deixar de exigir a recuperação mínima das áreas de beira de rio, as APPs, que foram ilegalmente desmatadas e que, por isso, tantos transtornos trazem aos nossos ribeirinhos a cada ciclo de cheias. Essa opinião também é compartilhada pelo governo”, comentou.
Outro ponto de preocupação da deputada é a insegurança regimental na discussão da proposta. Segundo ela, os dispositivos aprovados na Câmara e no Senado foram suprimidos do texto pelo relator. “É tão difícil conseguirmos avanços nas discussões de leis como esta, aqui no Congresso, que com todo respeito que tenho ao relator, não consigo entender porque retroceder ao texto aprovado inicialmente na Câmara. O ideal na verdade é que estivéssemos discutindo aqui novos avanços na legislação ambiental e não retroceder ao texto da Câmara”, enfatizou Rebecca Garcia.

21 de março de 2012

Discussões importantes estão na pauta da nova vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara



Debater iniciativas de defesa do meio ambiente e de valorização da floresta é uma das metas da deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM), escolhida nesta quarta-feira (21) vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Casa. A eleição foi conduzida pelo deputado Sarney Filho (PV/MA), presidente da comissão, e contou com a participação de 13 dos 18 membros titulares. Rebecca Garcia foi eleita por unanimidade.
A deputada amazonense afirmou que neste ano serão discutidas questões de relevância nacional como o Código Florestal, a Rio+20, o pagamento por serviços ambientais, e o projeto de lei 195/2011, de sua autoria, que institui o sistema nacional de redução de emissões por desmatamento e degradação, conservação, manejo florestal sustentável, manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal, o REDD+ (Redução do Desmatamento e da Degradação Ambiental).
Na prática, esse projeto vai evitar o que tem acontecido atualmente onde índios brasileiros estão intermediando diretamente contratos de venda de crédito de carbono com empresas internacionais.
“O presidente da Funai [Fundação Nacional do Índio], Marcio Meira, declarou que o crédito de carbono é uma possibilidade interessante, mas que precisa passar por uma regulamentação. O projeto de lei vem exatamente para suprir essa lacuna”, comentou Rebecca.
A proposta foi aprovada na Comissão de Meio e Ambiente e, atualmente está em análise na Comissão de Agricultura da Câmara.